Fiz um aborto, agora me sinto culpada – E agora?

Fiz um aborto, agora me sinto culpada – E agora?

Fiz um aborto, agora me sinto culpada – E agora?
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Nesse texto abordaremos que é possível, sob a luz do Espiritismo, que uma pessoa pode tomar consciência dos seus atos, inclusive do aborto, e mostrar seu arrependimento à Deus.

Caso ainda tenha alguma dúvida sobre a visão do Espiritismo sobre o aborto, clique nesse link e tenha acesso ao artigo completo.

Se os pais da futura criança soubessem ou tivessem conhecimento das leis divinas ou simplesmente soubessem o que ocorre no plano espiritual quando se comente um aborto, certamente pensariam muito melhor antes de seguir em frente com tal ato.

Certamente o espírito que está ligado ao corpo da criança é alguém como nós, que podemos ou não aceitar, compreender, meditar sobre o fato da mãe querer tirar a oportunidade dele de vir à Terra. Isso pode gerar um conflito entre esses espíritos, que por ventura pode acarretar numa obsessão. Isso é uma hipótese, não uma regra.

Assim como o espírito que perdeu sua oportunidade pode não guardar rancor nem raiva da mãe que cometeu o ato infeliz e seguir sua vida em frente.

Mas no caso acima, onde existe a raiva e o rancor, promovendo uma possível obsessão, o espírito muito envolto por estes sentimentos pode provocar naquela mãe um complexo de culpa, medo, pensamentos desordenados ou qualquer sorte de problemas mentais, assim como problemas de saúde geral.

O plano espiritual é um lugar de infinitas possibilidades no que diz respeito a uma situação. Os espíritos que compõem o lugar podem se expressar de várias maneiras ou simplesmente podem “deixar pra lá”. Mas em relação as Leis Divinas, cada caso é um caso, porém de toda forma a pessoa vai ter que arcar com a correção de seus atos.

Mas segundo os conhecimentos que o a doutrina dos espíritos nos traz, não temos essa visão de erros irreparáveis, penas eternas nem de “fogo do inferno”. Isso tudo é uma visão medieval da existência de Deus.

Como os Centros Espíritas ajudam essas pessoas?

As mulheres depois que cometem o ato do aborto, mas que depois sentem o peso do ato cometido, se fecham em complexos de culpa e no medo de uma possível represália divina.

Evitam também de ir ao Centro Espírita, pois lá encontrarão a verdade e que o peso dela pode vir a mutilar mais ainda seus sentimentos. Mas não é isso que acontecerá.

O conhecimento que partilhamos é que erramos hoje e também no passado e que agora devemos nos concentrar em reparar aquilo que fizemos de mal para nós mesmos e para o próximo. Na Doutrina Espírita entendemos que Deus não pune, não condena. Apenas nos dá incontáveis oportunidades de repararmos aquilo que fizemos de errado.

Nos centros espíritas é feita a acolhida dessa mulher ou casal arrependido, é ensinado as leis que regem o plano espiritual, e a comunicação sincera com o Divino através da oração e aquele casal pode sair renovado.

Podemos tomar como exemplos, casais que se propõem a aconselhar outros casais a não abortarem seus filhos; alguns aceitam tentar uma nova gestação. Enfim, são inúmeras possibilidades de reparo.

Em mensagem esclarecedora, o médium Divaldo Franco fala sobre a recuperação da mulher que praticou o aborto segundo os ensinamentos espíritas:

“O Espiritismo é essencialmente uma doutrina de consolação. Embora não anua com os crimes da sociedade, com os equívocos e os enganos; oferece a oportunidade da libertação. Quando Jesus esteve diante da mulher sob pena de adultério, teve o cuidado muito grande de não a condenar. Liberando-a, também não concordou com o adultério, mas simplesmente não lhe gerou uma consciência psicológica de culpa.

Veja mais:

Ora bem, se o indivíduo cometeu um aborto por esta ou por aquela natureza, naturalmente é o motivo próprio e básico para sua justificação. Nada obstante, tendo incidido no crime de interromper uma vida útil, o indivíduo tem a oportunidade de reabilitar-se. O primeiro passo, diz Allan Kardec com muita propriedade, é o arrependimento.

O arrependimento se constitui na porta que se abre para na direção da renovação interior. Depois é a expiação, sofremos o efeito do nosso equívoco e por fim a reabilitação, a oportunidade que temos de poder continuar a vida dando ensejo a futuras reencarnações.

(…) o Espiritismo enseja-nos a oportunidade reparadora porque não existe delito que não encontre a sua forma de reabilitação. O aborto é um crime, sim. Mas também é uma porta para o reconhecimento dos valores éticos, para o encontro com a verdade, da autoconsciência. 

Se você se encontra, meu amigo, minha amiga, nessa situação, recomece a vida com alegria. Elimine a culpa, trabalhe, faça o bem, e construa um mundo novo.” — (Divaldo Franco)

Fonte:

Programa Transição de número 241.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
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