Psicografias espíritas recentes #1 – Juliano inconformado por estar vivo depois de sua “morte”

Psicografias espíritas recentes #1 – Juliano inconformado por estar vivo depois de sua “morte”

Psicografias espíritas recentes #1 – Juliano inconformado por estar vivo depois de sua “morte”
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A responsabilidade pela comunicação obtida através dessa psicografia é do Grupo de Socorrista Obreiros  do Senhor Gerônimo Mendonça Ribeiro.

Os médiuns da casa frenquentemente recolhem psicografias de desencarnados ainda no estado de perturbação, ou seja, no momento em que está ocorrendo o resgate espiritual daquelas entidades.

Dessa forma o médium psicógrafo com auxílio dos mentores da casa recolhem informações sobre o estado em que aqueles espíritos sofredores estavam passando.

“OS BONS PENSAMENTOS CURAM”, PSICOGRAFIA DO “ESPÍRITO JULIANO”, FALANDO QUE NÃO SE CONFORMA EM SABER QUE “MORREU” E AINDA ESTÁ VIVO.

Caros amigos. Sei que já não vivo entre vós, sei que meu tempo já passou. Tenho que me conformar com isso… Mas não me conformo… Como saber que morri se eu ainda vivo, tenho sonhos, desejos e às vezes até raiva. Como me conformar com isso… Tinha meu trabalho, meus amigos, meu filho e minha família. Eu ainda me sentia tão em forma com tantos planos para cumprir e fazer…

Às vezes me pego pensando, aqui também se pensa e eu nem suspeitava disso. Eu penso, eu queria que tal coisa tivesse sido assim, mas eu ainda vou fazer isso.

Depois me lembro que não tenho mais futuro pela frente. Pelo menos é que eu penso.

Quero, ou queria voltar atrás naquele dia em que eu sai de casa, afobado e apressado. Pequei as chaves do carro e sai, como saia todos dias.

Voei pela estrada porque tinha que fazer um serviço em uma cidadezinha próxima. Me senti um pouco abafado, mas prossegui.

Olhei para todos os lados, tudo estava livre, não vinha nenhum carro e eu fui. Mas não sei porque, talvez a alta velocidade de meu carro eu bati em alguma coisa rígida que tanto podia ser um barranco ou uma árvore. Eu bati a cabeça várias vezes. Perdi os sentidos, não sei onde foi, pois eu fiquei atordoado.

Não me lembro de mais nada. Só sei que depois de muito tempo desacordado eu me vi em um hospital, cabeça enfaixada e doendo tanto que não sei como pode existir tanta dor. Esse hospital eu não sei onde fica, nem como é seu nome.

Fui atendido por um Médico negro. Eu não gostava muito de negros, achava que não tinham muita competência. Fui um traído por um negro.

Só sei que eu tinha somente essa dor de cabeça indescritível, e não movia mãos e pernas. Estava tetraplégico. O que fazer? Perguntei ao médico que até era simpático e achei-o bondoso. Me respondeu: “ Não tem nada que fazer, somente ore e procure descansar. Mude seus pensamentos apurando seus sentimentos. Você vai melhorar…”.

Acho que passou muito tempo, não posso dizer quanto tempo. Hoje me acho melhor, já movo as mãos, sou cuidado por um fisioterapeuta e aquele médico negro, hoje é um amigo e se chama “Dr Hilton”.

A cabeça ainda dói bastante só quando eu me revolto e acho que não merecia isso. Mas estou procurando me dominar e pensar só no bem.

A vocês que pedem por mim eu agradeço. A vocês que não me entenderam peço que tenham um pouco de tolerância comigo, pois eu já morri, e peço a prece de vocês.

Abraços em minha família.

Juliano.

Psicografia publicada em 07/04/2018.

Médium: Catarina.

Esclarecimentos oportunos do Blog:

1- Em casos de desencarne súbitos em que a vítima ainda era jovem, normalmente existe esse tipo de reação de inconformidade, pois ainda existiam muitos sonhos e ambições por alcançar, sendo assim o espírito se sente injustiçado pelos desígnios divinos.

2- Quanto as lembranças de coisas pelas quais se arrependeu durante a vida na carne, nem se fala! São muitas, principalmente dos motivos que levaram ao seu desencarne. Uma espécie de sentimento que afeta encarnados e desencarnados ao se deparar com uma consequência ruim, com quem dissesse: “Haa, se eu pudesse, eu não teria feito aquilo!”

3- Durante a nossa vida na Terra acabamos adquirindo alguns preconceitos ou ideias erradas sobre algo. Também é normal que ao desencarnar nos deparemos justamente com algumas situações em que sejamos induzidos a nos desfazer dessas ideias, abandonando preconceitos sem fundamento.

4- Por sua inflexibilidade em adquirir boas formas de pensar e agir, após o desencarne o Espírito, ainda meio imaturo quanto às questões espirituais, permanece por mais tempo com algumas sequelas do desencarne do que se compararmos com algum outro espírito mais evoluído ou que fosse comprometido com coisas, atitudes e pensamentos salutares e edificantes.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
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