A Depressão Como um Sintoma do Aflorar da Mediunidade

A Depressão Como um Sintoma do Aflorar da Mediunidade

A Depressão Como um Sintoma do Aflorar da Mediunidade
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Muitos casos dos transtornos depressivos estão associados ao início das manifestações mediúnicas no indivíduo. Pois é, nem sempre os traumas emocionais e aquelas imperfeições pessoais, sozinhas, não compõem o todo do problema.

Infelizmente, quando a mediunidade começa a aflorar no indivíduo, que por ventura não possua uma educação fundamentada nos preceitos da espiritualidade, acaba acarretando alguns prejuízos na saúde psíquica e física. Você poderá entender bem melhor como se trata esse processo a partir desse trecho, que poderá ser encontrado na obra A Mediunidade Sem Lágrimas, do autor Eliseu Rigonatti:

  •  O aparecimento da mediunidade:
    “Chegada a hora em que devemos iniciar o nosso trabalho mediúnico, de nosso corpo começa a desprender-se uma irradiação fluídica-nervosa. Essa irradiação possui um certo brilho, de maneira que ficamos envolvidos por uma espécie de luz espiritual. Os espíritos sofredores, buscando alívio, são irresistivelmente atraídos por essa luz. Uma vez agarrados a nós, não nos largam até que lhes seja indicado o modo de alcançarem um pouco de melhora para seu estado”.

O autor continua explicando o que acontece quando o tempo passa e os espíritos ainda permanecem próximo ao médium, causando certos desconfortos:

“(..) Se um espírito nestas condições se acerca de uma pessoa cuja mediunidade está aparecendo, transmite-lhe as sensações que está sentindo. Os sinais mais comuns do aparecimento da mediunidade são os seguintes: cérebro perturbado, sensação de peso na cabeça e nos ombros; nervosismo: ficamos irritados até por motivos sem a menor importância; desassossego; insônia; arrepios, como se percebêssemos passar por nós alguma coisa desagradavelmente fria; sensação de cansaço geral, lassidão; às vezes, calor, como se estivéssemos encostados a qualquer coisa quente; falta de ânimo para o trabalho; profunda tristeza ou excessiva alegria sem sabermos por que. Estes são os sinais mais frequentes; dia a dia se acentuam e, à medida que as relações fluídicas entre a pessoa e os espíritos sofredores se fortificam, a saúde se altera, devido à enorme carga de fluidos impuros que o corpo armazena”.

“Para finalizar as citações sobre a obra, o autor aponta a solução para o desconforto que os médiuns, ainda sem educação suficiente, poderão fazer para ter restabelecida sua paz mental: “O remédio capaz de produzir um resultado apreciável é o desenvolvimento da mediunidade. Médiuns desenvolvidos que nós nos tornemos, as causas da perturbação desaparecerão e a tranquilidade voltará a reinar em nosso íntimo e a saúde em nosso corpo”.

Recomendo imensamente a apreciação da obra em sua totalidade. Vale muito a pena ler a obra para saber qual o terreno em que você está pisando e como deverá pisar nele. Com toda certeza quem ler somente essa obra não aprenderá tudo. Mas somente te introduzirá muito bem muitos conhecimentos acerca dos problemas comuns que os médiuns iniciantes enfrentam.

E o que falar de pessoas que ignoram o fato do aparecimento da mediunidade? A resposta tem que ser sincera e direta. O indivíduo pode, sim, nunca querer educar e usar suas faculdades mediúnicas, mas através de algumas obras literárias espíritas e espiritualistas, poderá chegar à conclusão, que ignorar suas próprias faculdades lhe causará tormentos físicos e psíquicos de grande extensão.

É importante comentar o fato de que grande parte das pessoas que lotam os hospitais psiquiátricos seriam, em verdade, excelentes médiuns, caso tivessem tido a oportunidade e o interesse de dar prosseguimento à educação e à prática das suas faculdades. Mas devemos lembrar que um dos direitos que a divindade nos permite é o do Livre Arbítrio. A partir disso, fica claro que as pessoas com determinadas faculdades não queiram exercê-las.

As pessoas ao redor do indivíduo depressivo, e até o próprio indivíduo poderão desconfiar de que a doença, na verdade pode ou não ser causada por um processo obsessivo em vias do aparecimento da mediunidade, ainda mesmo que ainda não educada. Lembro-lhe, também, que nem sempre somente a depressão é o sintoma clínico encontrado nessas pessoas em que a mediunidade está aflorando. Assim como a depressão, podem existir sintomas da Síndrome do Pânico, a Bipolaridade, além de transtornos da ansiedade em menor ou maior
grau.

É importante frisar que a mediunidade não se manifesta igualmente dentre as pessoas. Existem várias formas de mediunidade e nem sempre o médium é tão somente aquele que ouve ou vê “coisas”.

Sozinhos, com pouca ou nenhuma experiência, amigos, familiares ou o próprio indivíduo não podem ter a dúvida sanada, caso o processo do comprometimento da sua saúde psíquica é de ordem mediúnica ou não. É necessária uma equipe com mais experiência e paciência para analisar o caso. É a partir daí que essas pessoas devem seguir para uma casa espírita, onde os médiuns e outros trabalhadores da casa poderão debater o caso.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
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