A dor da separação conjugal segundo o Espiritismo — Como superar?

A dor da separação conjugal segundo o Espiritismo — Como superar?

A dor da separação conjugal segundo o Espiritismo — Como superar?
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Fim do relacionamento e Espiritismo e a dor da separação conjugal segundo o Espiritismo

Divaldo Franco, com suas sábias palavras, nos fala algo que nos leva a refletir sobre a separação conjugal e alguns motivos que levam a tornar um casamento infeliz:

Divaldo Franco — Quando procuramos a união conjugal, sempre levamos em conosco muitas fantasias em nossa mente. Acreditamos que o casamento é uma viagem ao país da felicidade plena e que o outro é uma complementação das nossas necessidades.

Quase sempre chegamos a esse momento com muitos conflitos psicológicos e acabamos por transferir para o parceiro as nossas insatisfações, esperando que ele possa suprir, por exemplo, o vazio existencial, a solidão, a necessidade de um amparo contínuo. 

Os problemas começam a aparecer quando o encantamento inicial da primeira fase vai desaparecendo e o relacionamento se aprofunda.

Além disso, também ocorre a interferência do nosso lar, da união dos nossos pais, daquelas terríveis brigas que tanto infelicitam as famílias. Quando chegamos à realidade da nossa união, acabamos por reproduzir esses conflitos de uma maneira perturbadora.

Outra questão fundamental para o conflito na união conjugal é o egoísmo. Aquele indivíduo que pensa que o outro sempre deve ceder não compreende que o casamento é uma parceria e, como em toda parceria, cada um tem os seus direitos, mas também os seus deveres.

Especialmente deveres, que se transformam em direitos ao longo do tempo. Dessa maneira, a maturidade psicológica de um indivíduo é muito importante para um bom entendimento conjugal. Nesse relacionamento, cada dia se aprende um pouco mais, à medida que o tempo passa, e amadurecem as reflexões.

Então, o matrimônio se torna muito mais seguro, ao contrário das uniões apressadas, que sempre trazem resultados perturbadores. 

Os males que afligem o homem na Terra tem por causa o orgulho, o egoísmo e todas as más paixões; pelo contato de seus vícios, os homens se tornam reciprocamente infelizes e se punem uns pelos outros.

Casamento Infeliz e Espiritismo (opinião de alguns oradores espíritas)

fim relacionamento espiritismo 2

Sendo o Espiritismo uma doutrina racional, quando se fala em fim de relacionamento e Espiritismo, o indivíduo não pode deixar de lado o seu lado racional, devendo refletir sobre os motivos da separação ou sobre o ponto que culminou no casamento infeliz

Em um documentário pelo Programa Transição, vários oradores espíritas discutem sobre Espiritismo e separação conjugal:

Ercília Zilli — A cada dois casamentos um termina em divórcio. A insatisfação conjugal é um grande problema social em função da alta incidência porque que é um problema social, porque atinge não só a afetividade das pessoas envolvidas naquela família, como envolve dinheiro, patrimônio, tristeza, depressão, desespero. Isso tudo tem uma consequência social bastante importante.

Numa pesquisa nos Estados Unidos, um entre quatro casais americanos declararam infelizes com casamento; e um dado interessante é que o grau de insatisfação aumenta proporcionalmente ao tempo de existência do casamento. Por que será que esse número vai aumentando de tal maneira que acaba resultando em separação?

Porque as pessoas muitas vezes as pessoas se casam não com o outro, mas com as suas fantasias. Ela projeta, ela coloca no outro aquilo que ela imagina que possa ser bom para ela.

Alberto Almeida — As diferenças de natureza histórico-educativo, familiar, os processos religiosos também comparecem como diferenças que às vezes são difíceis de serem consideradas. Todo esse conjunto de elementos que fazem parte da coabitação na convivência do casamento podem apresentar-se como dificuldades se a plataforma da amorosidade for pequena para poder gerenciar, diferenças, similitudes e estilos de comportamento.

Ercília Zilli — Muitas vezes os casais estabelecem verdadeiras guerras. Competem como se estivesse no campeonato de alguma coisa, são extremamente críticos e fazem da família da relação uma trincheira.

João Lourenço — O processo do relacionamento conjugal, com o passar dos anos, com as mudanças físicas e psicológicas das pessoas, só resta o lado espiritual.

Com certeza quando você conheceu sua esposa, o seu marido ele tinha lá seus 25 anos… quando ele tiver 75 ou ela tiver 80, o psicológico não é o mesmo, o físico muito mais… Daí só o resta o espiritual

É quando eu digo que marido e mulher tem que virar parente! Se não virar parente, separa.

Porque eu digo isso? Porque senão, se fosse isso, seria possível divorciar do seu pai, por exemplo, divorciar do o seu irmão… só porque ele ficou diferente, só porque não é mais do jeito que você quer, só porque ele já não faz mais as coisas, porque ele não é mais bonito [por exemplo].

Então, com o casamento feito com base espiritual, que é a lei pela lei do amor, ele vai até quando for possível em termos das leis divinas e pode até transcender a própria existência física.

Alberto Almeida — Romper uma relação exige daquele que se sente abandonado, traído ou deixado para trás muitos recursos internos.

Então, tanto a mulher quanto homem, às vezes de forma diferente, sofrem. Quanto maior é a competência interna para poder lidar com isso, a estrutura moral, a filosofia de vida, o jeito de encarar as adversidades… quanto maior é a possibilidade que o elemento que se separou disponha internamente de suporte emocional de uma rede de proteção dos amigos, dos familiares; esse, então, vai conseguir lidar melhor com a separação.

A dor da separação conjugal segundo o Espiritismo — Como superar?

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Superar a dor da separação conjugal através das terapêuticas espíritas:

Falar sobre superação de fim de relacionamento e Espiritismo não é tão simples. De forma nenhuma o Espiritismo dá uma técnica específica para um problema tão complexo, difícil e de magnitude subjetiva, o qual cada pessoa pode passar por ele de uma forma específica.

E por quê uma terapêutica espiritual? Porque os problemas do nosso cotidiano, inclusive dessa magnitude, podem nos trazer tantas frustrações, que além de danos econômicos, físicos e psicológicos, existem ainda os danos espirituais. Os danos espirituais não são oriundos da separação em si, mas da carga de emoções e sentimentos que ele gera, muitas vezes sendo difíceis de conduzir.

Palavras malsãs disparadas ao ex-parceiro, a raiva, a intolerância, o ódio, o rancor, o sentimento de vingança podem interferir na saúde espiritual do outro, mas principalmente àquele que dispara e acumula tais sentimentos. É uma bomba invisível.

Uma coisa é fato: a Doutrina Espírita e a Casa Espírita de forma geral dispõe de diversas ferramentas que podem ajudar a atenuar e não mais perpetuar a dor e o sofrimento causados pela separação conjugal.

Em primeiro lugar a terapêutica espírita dispõe do conhecimento do Evangelho, tornando a pessoa consciente das suas imperfeições e aprendendo a perdoar as imperfeições alheias; as entrevistas individuais, ou também chamadas de Atendimento Fraterno, onde um ouvinte devidamente preparado receberá o seu depoimento e te aconselhará e, se necessário, lhe conduzirá à complementações com outras terapêuticas descritas abaixo.

Em seguida teremos os passes, que constituem uma limpeza magnética dos fluidos que muitas vezes nós permitimos que se fixem no nosso corpo físico e espiritual.

E essa lista cresce a depender da casa espírita que se frequenta.

Obviamente que não é imprescindível que se frequente uma casa espírita. A dica foi dada para aquelas pessoas que sentem muita dificuldade de gerenciar esses sentimentos e percebem que seria interessante uma intervenção espiritual através de algumas pessoas que possam lhe ajudar a conduzir.

A leitura de o Evangelho Segundo o Espiritismo e de outras obras espíritas podem trazer benefícios extraordinários para essas pessoas.

Outras dicas para superar a dor da separação conjugal

casamento infeliz espiritismo 2A psicóloga Juliana, do canal “Personalid ARTE”, apresentou em um dos seus vídeos 7 dicas de como melhor passar por esse período doloroso e, enfim, superar a dor da separação (seja de namoro ou casamento infeliz):

Focar em você mesmo

Use o seu tempo livre para fazer coisas que você gosta!

“haaa, Juliana; mas hoje eu não gosto de mais nada não quero fazer mais nada!”

E antes do que que você gostava? Você gostava de cozinhar, de pintar, de ver um filme, então pega o seu horário livre e vai fazer essas coisas.

Exercícios físicos

Pelo menos duas vezes por semana você deve fazer! O organismo produz substâncias que melhoram o humor quando a gente faz exercício. Então, coloca isso como algo obrigatório na sua vida.

Procure seus amigos

Pessoas de confiança que você gosta… tenta se cercar desses amigos e eu acho que a rotina fica mais leve quando a gente tem volta pessoas que a gente gosta.

Ajudar alguém

Fazer algum trabalho voluntário, ser útil, se sentir ajudando, fazer o bem… eu acho que você pode procurar na sua rua, no seu bairro, alguma instituição de caridade, enfim, ajude alguém de graça; algo que você saiba que vai ajudar o próximo, sem pedir nada em troca.

Evitar ir aos lugares que você ia com ele(a) / evitar manter o contato com ele(a)

Para não ficar relembrando aquelas coisas, essas ideias… o melhor é que você possa evitar para não lembrar; melhor vamos tentar nessa fase cuidar de você, dar tempo ao tempo, esperar suas feridas sararem devagarzinho.

Escrever um diário

Acho que escrever um diário é uma maneira de desabafar… escrever sobre pensamentos sobre sentimentos.

Procure um profissional da psicologia

Se você achar que está precisando, que não está conseguindo levar sozinha(o), que está muito triste, vamos procurar uma terapia para você. Você vai ser acolhida(o), vai ser ouvida(o), a psicóloga(o) vai entender os seus motivos e vai aos pouquinhos te ensinar a valorizar mais as suas qualidades, a olhar para você mesma, fortalecer sua auto-estima, dar mais segurança para você se amar mais, ficar mais leve.

Veja mais:


Segue abaixo mais um material, uma palestra, sobre o tema fim de relacionamento e Espiritismo:

Fonte:

Transcrição de trechos do vídeo “Programa Transição 242 – Separação Conjugal”. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=lCfpACpokR4;

Transcrição de trechos do vídeo “Psicóloga dá 7 dicas para lidar melhor com o final de um relacionamento”. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-a6Fc7pZTeQ;

Divaldo Franco Responde Volume 2. Divaldo Franco e Claudia Saegusa. Intelítera Editora, 2013.

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