A Febre Amarela voltou! O que diz o Espiritismo sobre as epidemias?

Primeiramente precisamos aprender um pouco sobre a Febre Amarela:

Segundo o médico Dr. Dráuzio Varela, a “Febre amarela é uma doença infecciosa, de gravidade variável, causada por um arbovírus (vírus transmitidos por mosquitos) do gênero Flavivirus febricis da família Flaviviridae, cujo reservatório natural são os primatas não humanos que habitam florestas e matas tropicais. Estudos genéticos demonstraram que esse vírus surgiu na África, há cerca de três mil anos e chegou no Brasil  nos navios que traziam escravos para trabalhar nas minas e na lavoura, numa época em que as cidades não dispunham de saneamento básico e estavam infestadas de mosquitos. O resultado desse encontro do vírus da febre amarela com os mosquitos urbanos trouxe trágicas consequências para a saúde da população”.

Os sintomas dessa enfermidade variam muito. Podem ser leves a ponto de serem confundidos com os de uma virose banal e regredir espontaneamente, ou podem evoluir para complicações graves e morte. Febre com calafrios, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares muito fortes, cansaço, vômito e diarreia são sinais da doença que surgem de repente, em geral, de três a seis dias após a picada do inseto (período de incubação do vírus). Mas não para por aí, com mais sintomas ao prosseguir dos dias: Icterícia progressiva, hemorragias, comprometimento dos rins (anúria), do fígado (hepatite e coma hepático),  do pulmão, problemas cardíacos (miocardite) e encefalopatias (convulsões e delírios) são sintomas da doença, que podem levar à morte.

O Dr. Dráuzio explica como é a rotina de vacinação para a doença: “Existe uma vacina bastante segura e eficaz contra a febre amarela, produzida com o vírus vivo atenuado, da doença. Administrada em dose única por via subcutânea, ela é distribuída gratuitamente nos postos de saúde e raramente apresenta efeitos colaterais adversos. Em vários estados brasileiros, essa vacina já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A Organização Mundial de Saúde, em maio de 2013, anunciou que uma dose única da vacina contra febre amarela garante imunidade por toda a vida. Portanto, não considera necessária a aplicação da dose de reforço”.

Mas o que o Espiritismo tem a nos ensinar sobre essas epidemias que atingem a população?

Devemos abandonar a visão punitiva de Deus, aquele que todos deveriam temer. Essa visão foge da ideia de amor incondicional e não é apropriada com os ensinamentos do Cristo sobre o Pai. Deus não pune, não julga; pois é soberanamente misericordioso, justo e bom. Não devemos nos preocupar com as “doutrinas do medo”, que querem a todo custo nos introduzir esse modo errôneo de pensar. Entretanto deveremos temer nossos próprios atos, estando atentos à nossas ações danosas ao planeta, pois quando o agredimos, ele terá de devolver uma resposta à altura.

Nesse sentido, o site da Rádio Boa Nova, trouxe um artigo interessante, escrito por Mariana Garofalo, onde diz:

“Atualmente, o Planeta Terra está em processo de transição, isto é, passará a ser um Planeta de Regeneração, migrando da fase de Provas e Expiações. Este processo será efetuado paulatinamente.

A Doutrina Espírita nos esclarece que tudo o que acontece tem uma razão de ser. Hora por consequência do livre arbítrio, mas sempre propondo a evolução moral dos indivíduos. Todos os acontecimentos e fatos permitem o crescimento: basta o discernimento para avaliar”.

Segundo a Revista Espírita, edição de novembro de 1868:

“A saúde é o resultado do equilíbrio das forças naturais; se uma doença epidêmica devasta qualquer lugar, ela não pode ser senão a consequência de uma ruptura desse equilíbrio; daí o estado particular da atmosfera e os fenômenos singulares que aí podem ser observados.”

“Cada dia mais entramos no período transitório que deve trazer a transformação orgânica da Terra e a regeneração de seus habitantes. Os flagelos são instrumentos de que se serve o grande cirurgião do Universo para extirpar do mundo, destinado a marchar para a frente, os elementos gangrenados que nele provocam desordens incompatíveis com o seu novo estado.”

Finalmente, temos que ter em mente que ainda vivemos um mundo de provas e expiações, destinado a progredir para um mundo de regeneração. Para isso, precisamos entender como funciona o processo de Transição Planetária. É através desse processo, que temos a separação do “joio e do trigo”, descrita nas parábolas de Jesus. é um processo contínuo que tem como objetivo a evolução do planeta, retirando os espíritos menos evoluídos e mantendo os que estão acompanhando essa evolução moral. Os espíritos estacionários, são exilados em planetas que mais correspondem à sua ordem moral. As ferramentas usadas para separar o “joio” do “trigo” são justamente as epidemias, as catástrofes naturais, etc. Mas não podemos descartar a responsabilidade do próprio homem para com seu meio ambiente.

Entenda mais sobre a Transição Planetária, clicando aqui.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.