Os animais pressentem a morte de pessoas?

Os animais pressentem a morte de pessoas?

Os animais pressentem a morte de pessoas?
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Espiritualidade dos animais: os animais pressentem a morte?

As instruções descritas aqui nesses parágrafos não foram escritas sobre mera superstição ou misticismo, mas sim, nas palavras do filósofo e pesquisador espírita  italiano Ernesto Bozzano.

Bozzano nasceu em 1962, vindo a desencarnar em 1943, atuando como professor de filosofia, contribuindo, mais tarde, também, para a pesquisa no meio espírita, escrevendo sobre temas como  telepatia, psicocinese, mediunidade em geral, etc.

Ernesto Bozzano considerava o pressentimento de morte nos animais uma das mais curiosas e misteriosas faculdades da psiquê animal. O autor descreve essa faculdade como a capacidade que tem o animal de pressentir a morte do dono, por exemplo, ou do seu meio de convivência como um todo.

A forma como o animal tem de anunciar tal pressentimento, já que não fala como humanos, é ganidos ou latidos característicos.

Nos cachorros, Bozzano apelida essa característica de “ganidos de morte”. E explica que mesmo quando os animais pressentem a morte, tal faculdade ainda é bem mais limitada do que a premonição que o ser humano costuma ter.

Isso não significa que você deva ficar com medo quando seu animalzinho começar a fazer isso. Não estamos generalizando nem banalizando o assunto. Os animais sentem sede, fome, cansaço, saudades e ficam doentes. Dessa forma, podem manifestar também gemidos e uivos desesperados.

O que vai ser descrito aqui é para sanar algumas dúvidas e desmistificar algumas curiosidades sobre o assunto, mas não é certo generalizar as expressões limitadas dos animais.

O cachorro sente quando o dono vai morrer 2

É possível dizer com certeza de que um cachorro sente quando o dono vai morrer, ou melhor, desencarnar? Para que possamos responder essa pergunta sem misticismos precisamos recorrer aos relatos de pessoas sérias sobre tais casos que se repetem desde muito antes dos dias atuais.

Em seu livro “Animali e Manifestazioni Metapsichici”, Bozanno comenta sobre uma experiência realizada pelo Dr. Gustave Geley, que o levou a descreve-la desta forma:

“… Os “uivos de morte” dos cães não devem ser ignorados jamais, especialmente quando são ouvidos em circunstâncias trágicas.

Numa noite eu cuidava, na qualidade de médico, de uma jovem que, em perfeito estado de saúde, naquele momento foi acometida por um mal agudo e agonizava. A família estava comigo no quarto, silenciosa e amedrontada. A doente se queixava. Era uma hora da manhã (a morte aconteceu no mesmo dia).

De repente, no jardim ao redor da casa, ressoaram ganidos de morte vindos de um animal da casa. Eram uivos lamentosos, lúgubres, numa nota só, emitidos primeiramente num tom elevado que em seguida foi decrescendo, até que desapareceu suavemente, bem lentamente.

Houve um silêncio por alguns segundos e o queixume infinitamente triste recomeçou, idêntico e monótono. A doente teve um momento de lucidez e nos olhou ansiosa. Ela tinha compreendido. O marido desceu depressa para calar o cão. Ao se aproximar, o cão se escondeu e foi impossível, na escuridão da noite, encontrá-lo. Assim que seu marido subiu novamente, a queixa recomeçou e continuou, durante uma hora, até que o cão foi pego e levado para longe.”

Ernesto, assim como o Dr. Gustave, diante de tais evidências não poderiam colocar essa manifestação no lugar das coincidências ou casos isolados, pois não são relatos também isolados. Eles ocorrem em todos os locais e em todos os tempos em que a humanidade tem consciência.

Se esses gemidos caninos começam e terminam em momentos tão precisos, como quando parecem realmente pressentir algo, e isso acontece em todos os lugares da Terra, não seria incoerente concluir que isso é uma coincidência?

Como disse Bozzano sobre o caso, o Dr. Gustave era um homem de ciência digno; a veracidade do fato é incontestável, os ganidos do cão foram evidentemente bastante característicos; o pressentimento de morte se realizou; não poderíamos então evitar a conclusão de que o cão tenha tido realmente a premonição do falecimento de uma pessoa de seu meio.

Citamos aqui um exemplo do meio canino, mas é importante frisarmos que “os animais pressentem a morte”, não somente os cães.

O autor também cita outros casos interessantes sobre os pressentimentos de morte nos animais, dessa vez descritos pela senhora Carita Borderieux:

intuição dos animais e capacidades psiquicas 2

Caso 1: Cachorro sentiu a morte de uma pessoa uivando e ignorando alimento

Uma de minhas amigas morava em Neuilly-sur-Seine, onde morreu de tuberculose. Sua agonia foi perturbada pelos sinistros ganidos de um cão das vizinhanças. Os pais da doente, desesperados por não poderem silenciar o animal, normalmente calmo, deram ordem para que levassem até ele um pedaço de carneiro que tinham acabado de preparar. Tentativa inútil: o cão desprezou o suculento pedaço e continuou a “gritar para a morte”.

Caso 2: Cachorro pressentiu a morte do dono que ainda gozava de boa saúde

O senhor Marcel Mangin, famoso pintor e psiquista, morto em 1915, tinha um cão dotado da faculdade de pressentir a morte das pessoas da família. Antes mesmo que o doente pudesse causar preocupações às pessoas que estavam a sua volta, o animal se punha a ganir de maneira estranha, tanto que acabavam notando as previsões e se assustando com elas.

O senhor Marcel Mangin teve morte súbita por embolia. Ora, no dia anterior, enquanto nada fazia prever uma morte tão próxima, o cão se pôs a ganir de maneira significativa.

Infelizmente a esposa do Sr. Marcel quis sacrificar o cão, pois se sentiu assustada diante do fato.

Caso 3:

A senhora Camille, célebre vidente (médium capaz de ver manifestações espirituais), contou-me que tinha tido uma cachorrinha dada a exteriorizar pressentimentos de morte.

O marido da senhora Camille estava doente há muito tempo, mas, embora seu estado não apresentasse nenhum agravamento, o animalzinho se meteu subitamente embaixo da poltrona onde ele se descansava e se pôs a emitir um uivo lamentoso.

– Que tem esse animal? – disse o doente. – Dir-se-ia que ele anuncia minha morte… Acalmaram o doente e afastaram o animal. No dia seguinte, o marido da senhora Camille faleceu.

Nos 3 casos citados pela Srª Bordeaux, o mais interessante, segundo Bozzano é o segundo, pois o cão conseguiu pressentir a ocorrência do desencarne ainda quando o Sr. Marcel gozava de boa saúde.

espiritualidade dos animais pressentimento 2

Em relação ao primeiro caso, quando o cachorro ignorou o pedaço suculento de carne, Bozanno conclui que nestas ocorrências os animais se encontram em condições de semi-sonambulismo, em que o automatismo subconsciente, ao comandar o campo de consciência deles, torna-os insensíveis a algumas tentações dos sentidos que seriam irresistíveis numa situação normal.

O autor cita tais casos que nos faz refletir sobre a real existência da capacidade de premonição de morte que tem os animais, mas é cauteloso ao sugerir que:

“(…) embora tudo contribua para provar a realidade das manifestações em questão, seria, todavia, prematuro discuti-las; o exame delas será oportuno somente no momento em que conseguirmos acumular uma quantidade suficiente de materiais brutos dos fatos, de modo que possamos analisá-los, compará-los e classificá-los segundo um método rigorosamente científico”.

Veja mais: 

Fonte: ERNESTO BOZZANO. A Alma nos Animais / Título do original italiano: Animali e Manifestazioni Metapsichici.

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