Autismo na visão espírita – por Divaldo Franco

Autismo na visão espírita – por Divaldo Franco

Autismo na visão espírita – por Divaldo Franco
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O Autismo na visão espírita e científica

O que é Autismo?

Segundo a Saúde Abril, o autista é uma pessoa que, embora apresente desenvolvimento físico normal, apresenta grande dificuldade de estabelecer relações sociais ou afetivas e dá a entender que preferem viver em um mundo isolado.

Nem todo autista é igual, pois existe uma faixa de variações chamadas de transtorno do espectro do autismo, com variados graus de funcionalidade e varia, também, no jeito de lidar com cada um.

De acordo com a Associação Brasileira de Autismo (ABRA), o Autismo ainda surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo fato de, na maioria das vezes, a criança que tem autismo ter uma aparência totalmente normal.

A visão espírita do Autismo – indo mais além da ciência terrena

espiritismo autismo 2

A nossa ciência atual ainda desconhece as causas do Autismo. Acredita-se que a origem do autismo esteja em anormalidades em alguma parte do cérebro ainda não definida de forma conclusiva e, provavelmente, de origem genética. Além disso, admite-se que possa ser causado por problemas relacionados a fatos ocorridos durante a gestação ou no momento do parto.

Indo além da ciência, os pais podem ter um norte de conforto ao saber como se discute o autismo na perspectiva do Espiritismo. A Doutrina Espírita discute um lado dessa moeda que a ciência ainda não consegue enxergar.

É nesse contexto que discutiremos abaixo sobre as implicações espirituais no autismo.

O autismo na visão espírita – por Divaldo Franco

O trecho abaixo foi retirado de uma palestra de Divaldo Franco sobre o Autismo na visão espirita:

Divaldo Franco — Invariavelmente, aquele que nasce autista, com algumas exceções compreensíveis, cometeu em vida anterior equívocos. Equívocos mentais, comportamentais e, principalmente de relacionamento humano. Desencarnados com a culpa, não tiveram oportunidade de se reabilitar.

Hoje, na Psicologia, a culpa é chamada o pássaro negro que pousa em nossa consciência, e a palavra “depressão”, vem do latim depremere, que significa “puxar para baixo”.

Então, todo aquele que tem culpas conscientes ou inconscientes, de acordo com o grau, renasce [reencarna] com alguma deficiência no mapa genético, dando lugar ao distúrbio da depressão, da esquizofrenia, do autismo ou das enfermidades físicas degenerativas.

O autista é, portanto um devedor, mas a família que o recebe também é devedora. Os pais de hoje, possivelmente contribuíram para que o ser se equivocasse.

Divaldo Franco ilustra o Autismo na ótica espírita com um caso hipotético

autismo na otica espirita 2

Vamos imaginar a sessenta anos, uma moça branca se apaixona por um afro-descendente; a família tem destaque social, mas tem muito preconceito. [Os pais] impedem; geram-se situações difíceis e a pessoa não suportando, opta pelo suicídio. De alguma forma, a intolerância doméstica; aquela exigência extravagante foi um dos fatores para a queda daquele que amava.

Reencarnam esses pais que foram responsáveis, trazendo nos braços o filho que não tive forças para suportar a dor. Porque, muitas vezes, no autismo, os pais sofrem muito mais do que aquele que a criança autista, não tendo ele o discernimento nem emoções, o sofrimento é portanto muito menor.

É como no caso do Alzheimer: o paciente não sente nada, ele volta à infância porque o cérebro endurece; as cédulas perdem a função, o cérebro diminui de volume, mas o paciente não experimenta nada. Um esquecimento aqui, outro ali, até retornar a infância mental.  Dessa maneira, nós devemos auxiliar o autista principalmente com amor.

O amor, o Autismo e o Espiritismo

Eu estive 3 dias na instituição do Dr. Juan Danilo Rodriguez, na cidade de Quito. Este jovem médico, ele tem 43 anos e criou a primeira fundação para o autismo do Equador; criou uma Fundação Espírita e o primeiro Centro Espírita do Equador.

Ele percebeu que entre o “autismo transtorno” e o “autismo obsessão”, normalmente, o autista sofre perseguições espirituais e através do amor, da terapia dos passes, a melhora e a cura (porque o autismo é curável), é somente uma forma diferente de ver o mundo, através de uma óptica destruída.

Ele [o autista] está quieto, está calado, está de vista baixa, mas tá ouvindo… a sua memória é auditiva. Qualquer palavra diferente, ele ouve e incorpora aquilo ao seu drama que ele traz no inconsciente.

Então, seja qual for a “aura autista”, desde a timidez (uma timidez exagerada que a mão fica com sudorese abundante), e tem medo, é uma aura autista, mas não é, ainda, o transtorno autista. Com esse contributo o autista entra em depressão e a depressão faz com que o autismo se feche. O autista, então, se torna violento. Ele começa a reagir. Essa é a maneira dele dizer que “não está de acordo com aquilo”.

Veja mais: Depressão na visão espírita – por divaldo franco

Eu vi algo entre os pacientes que me espantou: uma menina de 17 anos que vivia jogada no chão; e a família nunca deu importância, pois não entendia; uma família muito modesta culturalmente. E ela só ficava olhando para o chão e quando ela estava irritada, ela berrava, berrava como um animal bovino. Quando ela estava feliz, ela urrava como animais domésticos.

E o Dr Juan percebeu que para cada determinada coisa ela emitia um som. Ele começou a colocar música e a separar aquelas as quais ela urrava e nas quais ela berrava. Então separou aquelas nas quais ela somente urrava.

E passou a colocar essa musicoterapia e, lentamente, ela se foi levantado do chão, olhando para o aparelho de som, se movimentando… Eu estive lá há um ano, fez agora em Julho, e ele me disse, recentemente, que ela já estava indo ao shopping, já estava comendo com talher e já não urrava nem berrava.

Haja a situação que houver, quando o filho estiver dormindo, converse com ele! Porque o espírito do autista está lúcido, ele vê. Ele não pode se comunicar porque o organismo não responde ao que ele pensa. Daí é a maneira diferente dele de pensar e de amar.

O futuro em relação ao Autismo

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Confiemos que Deus nos está inspirando, que o mundo inteiro está despertando para o Autismo, que até pouco tempo atrás era considerada uma doença nervosa catalogada como uma “quase esquizofrenia”, mas não é. Não é doença. É uma certa maneira de encarar a vida. É como alguém que pensa uma coisa e quando vai falar, sai outra.

Veja mais: Transtornos mentais e Espiritismo

Mas que devagar nós vamos colocando na ternura, até ele se convencer de que nós os amamos.

Um dos meus filhos, médium, cuidou de uma criança autista e ao mesmo tempo com lesão cerebral. O menino se arrastava no chão, babava, batia a cabeça na parede. Com o amor, ele já anda de pé, sozinho, já sorri, já entende… em apenas 3 anos.

Dessa forma, quem tiver algum descendente autista, agradeça a Deus porque a vida física, por mais demorada que seja, é muito rápida. E em breve nós colheremos os frutos do amor a alguém que depende totalmente de nós, mas que nos recusam.

O autista recusa quem o ajuda, porque ele não tem o sentimento de amor conforme o nosso padrão, pois o seu amor é diferente.

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