Casos de Chico Xavier – Quando a madrinha o mandou lamber a ferida no joelho do primo

Casos de Chico Xavier – Quando a madrinha o mandou lamber a ferida no joelho do primo
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Este é mais um caso em que o pequeno Chico, ainda criança, teve que lidar com as loucuras da madrinha Rita de Cássia.

Conta o Chico que sua madrinha passava por problemas obsessivos e que o mesmo era submetido à duras torturas físicas e psicológicas. Mas fortemente o Chico aguentava, saindo mais forte de cada experiência, tornando-se um homem firme para suportar as provações que viriam mais tarde, quando trabalharia na mediunidade.

Em um tempo onde era muito comum e mais presente as práticas das curandeiras, as superstições e das simpatias, o Chico teve a infelicidade de ser instrumento de uma dessas sessões incomuns, para os dias de hoje, de cura.

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Quem nos conta esta história é o autor Ramiro Gama, em sua obra “Lindos Casos de Chico Xavier”:

D. Rita de Cássia criava em sua casa, como filho adotivo, um sobrinho de nome Moacir, menino de onze a doze anos de idade.

Moacir trazia larga ferida na perna, quando a dona da casa mandou chamar D. Ana Batista, antiga benzedeira da localidade denominada Matuto, hoje Santo Antonio da Barra, nos arredores de Pedro Leopoldo.

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D. Ana examinou a úlcera e informou:

— Aqui só uma “simpatia” dará resultado.

— Qual? — perguntou a madrinha do Chico.

— Uma criança deve lamber a ferida por três sextas-feiras continuadas, pela manhã, em jejum.

E D. Rita de Cássia perguntou:

— Chico serve?

A benzedeira observou e declarou:

— Muito bem lembrado.

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Isso ocorria numa quinta-feira. À tarde, quando o menino foi à prece, sob as árvores, encontrou D. Maria João de Deus, em espírito, e contou-lhe, chorando, que no dia seguinte ele deveria tomar parte na “simpatia”.

— Você deve obedecer, meu filho.

— A senhora acha que eu devo lamber a ferida do Moacir?

— Mais vale lamber feridas que fazer aborrecimentos nos outros — falou o espírito maternal, — você é uma criança e não deve contrariar sua madrinha.

— E a senhora crê que isso poderá curar o doente?

— Não. Isso não é remédio? Mas dará bom resultado para você mesmo, porque sua obediência dará tranquilidade à sua madrinha.

E, vendo que o menino hesitava, continuou:

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— Seja humilde, meu filho. Se você ajudar a paz de que precisamos, você lamberá a ferida e nós faremos o remédio para curá-la.

No outro dia, Chico obedeceu à ordem.

Na sexta-feira imediata repetiu a estranha operação e a úlcera desapareceu.

Quando lambeu a ferida pela terceira vez, viu o Espírito de sua mãe, sorridente, ao seu lado.

Extático, viu-a abraçar Dona Rita. E Dona Rita, transformada, acariciou-o, pela primeira vez, e disse-lhe, bondosa:

— Muito bem, Chico. Você obedeceu direitinho. Louvado seja Deus!

E depois de dois anos de flagelação, o Chico teve a felicidade de passar uma semana inteira sem garfadas e sem vergões.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.