Ciúmes na visão espírita — por Divaldo Franco

Ciúmes na visão espírita — por Divaldo Franco

Ciúmes na visão espírita — por Divaldo Franco
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O médium e expositor espírita, em sua obra intitulada de Divaldo Franco Responde Volume 2, explica-nos as diferentes conclusões erradas que temos sobre o tema do ciúme.

Um problema muito recorrente nos relacionamentos, que na maioria das vezes é palco de grandes conflitos.

O autor traz os ciúmes como um grande conflito psicológico no interior daquela pessoa que o sente. O próprio dono desse sentimento faz da sua própria vida (e do outro) um verdadeiro inferno.

Vejamos o que Divaldo nos oferece como lição a partir do tema “ciúmes segundo o espiritismo”.

Ciúmes na visão espírita — Por que temos ciúmes de outras pessoas?

Ciúme é motivo de separação, divórcio e muita briga entre os casais. Isso é normal ou é uma doença?

Somente através do amor curamos o ciúme. As pessoas costumam dizer: “Em todo amor sempre há um pouco de ciúme!”

Ciúme é um efeito psicológico de insegurança. Quando falta autoestima, a pessoa não acredita que alguém é capaz de amá-la. Quando alguém a ama, ela duvida. E fica sempre com medo de perder porque não acha que não merece.

A insegurança emocional gera o ciúme. Se estiver com uma pessoa mais bonita do que ela, se der mais atenção a outrem, logo pensa que vai perder, porque não está em condições de ser amada por quem está do seu lado.

É um conflito de insegurança psicológica.

Ciúmes na visão espírita — Se eu amar, mas o outro desistir de mim?

ciumes segundo o espiritismo 2

Ciúmes e Espiritismo. Como será que os espíritas, ou melhor, os cristãos devem encarar e vencer o sentimento de ciúme? Divaldo responde:

Quando alguém se dispuser a amar, creia no amor, entregue-se. Se aparecer outro que gere traição, o problema não é seu. Se ele — o outro indivíduo, homem ou mulher — o abandonar, pior para ele e não para você. Porque aquele que abandona é que se faz infeliz, não o abandonado.

Assim mesmo continue amando.

As pessoas de natureza instável, amadas ou não, assim continuarão, porque são doentes, portadoras de comportamentos mórbidos. Não são dignas de ser amadas, apesar disso, cumpre-nos amá-las. Viver com ciúme, vigiar, estar com os olhos para lá e para cá, torna-se infortúnio, porque há sempre uma inquietação, aguardando alguns momentos de prazer.

O amor legítimo confia.

Quando não há essa tranquilidade, não é amor, mas desejo de posse, tormento. É um desvio de comportamento afetivo.

Toda vez que confiamos no outro, recebemos resposta equivalente, com exceções compreensíveis. Toda vez que vigiamos o ser amado, na primeira brecha que lhe surge, quase sempre tomba no desvio… Isso porque ninguém pode amar vigiado, escravizado, perseguido, controlado.

O amor é uma benção, não um castigo, não uma forma de manipulação do outro.

Ciúmes na visão espírita — Ter ciúmes não garante fidelidade!

ciumes e espiritismo

Há um caso um pouco engraçado, mas que ilustra essa situação.

O homem, quando chegava no escritório, telefonava para a esposa: “Bem, já cheguei…”

Momentos após, novamente: “Meu bem, estou saindo para o lanche”

Mais tarde, outra vez: “Meu bem, estou voltando do lanche…”

Por fim: “Agora estou voltando para casa”.

A esposa, que era muito ciumenta, retribuía: “Estou de saída para as compras… Eu voltei das compras…”

Esse era um casal profundamente infeliz. Mas ele morreu. No velório, entraram uma senhora e uma criança, que se debruçaram sobre o caixão e choraram demoradamente.

A viúva, sensibilizada, perguntou a razão do seu pranto, sendo esclarecida que a criança era filha do desencarnado, que mantinha um romance com aquela senhora.

Surpreendida demasiadamente, perguntou com angústia:

— Quando ele a visitava?!

E a resposta foi imediata: “Na hora do lanche”.

Ninguém vigia o sentimento dos outros. Os sentimentos devem ser honrados com a confiança. Se o outro a deslustra, torna-se um problema. Daí o ciúme ser insegurança.

Pratique sua autoestima quando for amado por alguém. Todos nós temos conflitos e inseguranças, posto que ainda somos humanos.

Quando algum confrade chega até mim e diz, por exemplo: “Eu estava doente e fiquei bom, mas não mereço”. Eu respondo: “Merece, sem dúvida”. Se a pessoa insiste em afirmar que não é credora desse merecimento em aparente humildade, sou constrangido a informar: “Se você recebeu essa concessão do Senhor e não a merece, Ele está sendo injusto aos demais enfermos!”.

Algumas pessoas são capazes de fazer observações negativas que nos podem influenciar. Nesses casos, a atitude só pode ser a mesma, buscar a autoestima.

Por outro lado, evite aceitar falsa compaixão, quando alguém lhe disser: “Coitado!”.

Desperte sempre amor, e não compaixão. Para ciúme, portanto, o melhor medicamento é amar mais e sempre.

Desde já mudemos a nossa paisagem interna de mesquinhez para adquirirmos esse estado de plenitude chamado confiança.

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Fonte: DIVALDO FRANCO, Divaldo Franco Responde Volume 2. Intelítera Editora, 2013.

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