Como saber se uma pessoa tem mediunidade? – Depoimento de uma médium

Como saber se uma pessoa tem mediunidade? – Depoimento de uma médium

Como saber se tenho mediunidade aflorada?

Como já dissemos em alguns outros artigos sobre mediunidade, todos nós somos médiuns. Porém a maioria permanece no grupo das pessoas com menor grau de mediunidade. Aquelas pessoas com maior grau de sensibilidade extrafísica são chamados de “médiuns ostensivos”, que conseguem uma maior interação com o plano espiritual, seja com certo controle sobre isso, ou não.

É muito comum as pessoas começarem a ler sobre o Espiritismo e mediunidade, logo elas fazem a seguinte pergunta: “Como saber eu tenho mediunidade?”

Existem pessoas em que as manifestações aparecem de forma muito clara e objetiva. Elas conseguem ver, sentir odores, ouvir vozes, ter pressentimentos muito intensos, que logo vem a se realizar etc.

Outras pessoas mesmo sendo médiuns ostensivas não possuem, ainda, tanta clareza, necessitando de alguém ou um grupo de apoio, ou grupo de estudos e desenvolvimento, para saber se realmente ela possui tais faculdades.

Como ocorre o despertar da mediunidade?

como lidar com a mediunidade 2

A FEB (Federação Espírita Brasileira) possui excelentes materiais sobre o assunto. Em um deles diz exatamente o seguinte, apontando duas formas da mediunidade despertar:

Natural, aparece espontaneamente, mediante constrição segura, na qual os desencarnados de tal ou qual estágio evolutivo convocam à necessária observância de suas leis, conduzindo o instrumento mediúnico a precioso labor por cujos serviços adquire vasto patrimônio de equilíbrio e iluminação, resgatando, simultaneamente, os compromissos negativos a que se encontre enleado desde vidas anteriores.

Outras vezes surge como impositivo provacional mediante o qual é possível mais ampla libertação do próprio médium, que, em dilatando o exercício da nobilitação a que se dedica, granjeia consideração e títulos de benemerência que lhe conferem paz.

  • Espontânea – não gerando maiores desconfortos, quer físicos quer emocionais, ao médium iniciante;
  • Provacional – o médium apresenta descompassos emocionais que atingem a sua organização física. Podem ocorrer perturbações espirituais.

Sem dúvida, poderoso instrumento pode converter-se em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso.

Mediunidade e Espiritismo: A mediunidade não desenvolvida

Depoimento de uma médium aprendendo como lidar com a mediunidade

como lidar com a mediunidade 2

O depoimento a seguir foi cedido pela médium Gaziela Panneli, junto com seu mentor Césare Cantú, especialmente para quem está iniciando os estudos da mediunidade. Veja se não é o seu caso!

Quando pequena, eu ouvia o burburinho na minha cabeça sem saber distinguir o que era. Somente ouvia um barulho, parecia que a cabeça estava cheia. Ansiedade sempre foi um sintoma da Mediunidade que não sabia ter.

Com todo esse barulho, me irritava com muita facilidade, e passava a impressão de odiar a todos que conviviam comigo, então vivia isolada e adorava me trancar no quarto mesmo sem saber o porquê. (1)

Perto dos 12 anos, ao ficar sozinha certa noite em casa e ainda ouvindo a escola de samba rebombar em minha cabeça, passa a ressaltar certas informações que “penso”, sem saber do que se tratava, fui absorvendo informações: Seu nome era Diogo e era jovem, cerca de 22 anos.

Eu o sentia falar comigo, sentia que o enxergava sem de fato vê-lo e poderia toca-lo sem sentir fisicamente.

Mais tarde, meus pais chegaram em casa e me encontraram chorando assustada. Contei a eles sobre o Diogo.

Conclusão? Coisa de criança, é totalmente normal crianças que normalmente se isolam da sociedade e passar a imaginar companhias. (2)

Assunto encerrado, o caso raramente era retomado nas reuniões familiares, a não ser por vezes em que meus Irmãos lembravam do fato como motivo para zombarem. A menina louca que falava sozinha, que imaginava amiguinhos…coisa de criança. (3)

Mas somente quem me conhecia muito bem percebia que minhas intuições estavam certas, que as vezes sabia coisas que aconteceriam, dali alguns dias ou talvez minutos. Palpites de muita sorte, talvez?!

Após anos mantendo o assunto guardado a sete chaves, sempre sentindo que eu tinha coisas a descobrir, verdades a saber.

Já com 22 anos meu Pai Desencarnou após uma série de eventos que foram o debilitando fisicamente e definhando, e naquele momento o chão sumiu.

Após duas semanas de sua passagem, me bateu o desespero, a necessidade repentina de saber como e onde Ele estava. Nesse momento, sem motivo ou explicação eu sabia que não era só isso, e comecei meus questionamentos, minhas orações pedindo luz, pedindo para que me fosse mostrado o caminho a seguir.

Rezando do meu jeito, sem saber o que estava acontecendo, na verdade rezando pra acontecer algo que nem eu sabia o que era. (4)

Então, conversando com a Tia de um amigo muito querido, ela me passa o contato de um lugar em que eu conseguiria a ajuda que estava procurando. No dia seguinte, já liguei explicando a situação e fui recebida com tal saudação: “Calma, você está muito ansiosa, venha no encontro segunda feira que conseguiremos te ajudar.”

Fui eu e meu Namorado, então. Assistimos juntos o “Trabalho na Mesa da Caridade, mas com dois pés atrás.

No fim da reunião, uma Médium que hoje em dia é uma querida amiga, deu passagem por “Psicofonia”(5) a um Irmão que estava comigo: “Há anos eu bato, bato e ela não atende…aí a gente irrita ela, faz ela descontar toda a raiva na comida. Porque ela não escuta a gente?” (6)

Essa noite foi um baque tão grande que foi o que me fez acordar, eu sabia que era Médium mas não admitia. Me fez sair da hibernação e pensar “mas eu já sabia que tinha algo a mais, porque nunca fui atrás, porque nunca quis saber a respeito?”

Sobre meu Pai que fui buscar informações, era muito cedo para saber, mais tarde seria tudo encaixado e eu nem imaginava a maneira Divina que tudo isso estava sendo preparado.

Comecei a frequentar o Centro com assiduidade e a estudar as Obras de Kardec com fome de informação.

Eis que começo a sentir tudo diferente: sinto as percepções dos Irmãos que estão me pedindo ajuda, começo a ouvir suas vozes com mais nitidez, e passo a diferenciar quais são reações minhas de fato e quais são as reações que eles imprimem em mim.

Iniciei o trabalho na Mesa da Caridade com muito Amor.

Comecei por Psicografias (7) e desenhos, fui escrevendo e quando dei por mim estava dando passagem também por Psicofonia.

Soube o nome do meu “Mentor Espiritual”, meu Anjo, meu Protetor. Césare é seu nome, um Espírito italiano de uma bondade que eu não tenho palavras para descrever. Ele está do meu lado me ensinando até mesmo a forma correta de escrever estas palavras para que o máximo de Irmãos possam entender a nossa Mensagem. (8)

Enfim, quando precisei dar uma pausa nos trabalhos na Mesa da Caridade para continuar as aulas da faculdade (até então estava em período de férias de fim de ano) as coisas começaram a ficar complicadas.

Fui atacada de todos os lados por falanges (grupos, gangues de irmãos menos esclarecidos), entidades que tentaram me derrubar de todas as maneiras. Como não conseguia frequentar os trabalhos, perdi a sintonia com a Casa e baixou o meu Padrão vibratório”.

Neste momento o ataque dos irmãos do lado de lá funcionou. Fui obsedada e eles me usaram para machucar pessoas que amo, prejudicar a mim mesma e causar memorias que com a Graça de Deus estão sumindo cada vez mais…

Certo domingo, no qual estava passeando com meu Namorado (que também é Médium) quando o ataque foi intenso, a ponto de sem saber o que estava fazendo quase me jogar em frente a um ônibus em movimento. Eu sabia o que estava acontecendo, mas mesmo com muitíssimo medo, não conseguia reagir, não conseguia parar.

Nesta hora meu namorado se inspirou com a Gloria de Deus e seu Mentor que o sussurrou o que precisava, então ele me levou até a residência do dirigente dos trabalhos da Casa Espírita que frequento, onde mora com sua Esposa que é uma amiga também Médium trabalhadora da Casa.

Chegando lá, dei passagem aos Irmãos que estavam querendo acabar com a minha vida e a de meu companheiro. Foram socorros pesados que também hoje se apagam de minha memória.

Recebi o meu Mentor Césare para me energizar e ficar protegida. Quando volto à consciência, a Médium amiga que estava na poltrona havia “incorporado” um Irmão.

Começou a falar e eu soube, pela frase: “minha menina…”. Era meu querido Paizinho.

Com a permissão do Jerônimo Mendonça Ribeiro, Mentor e Patrono do nosso Grupo, a Médium pode dar a palavra a meu Pai, para finalmente nos reencontrarmos e nos abraçarmos. Tive notícias sobre ele e consegui aceitar sua passagem, foi uma emoção muito intensa e única.

Este, Irmãos, foi o momento mais lindo da minha vida. O momento que Deus me deu de presente a prova de que a vida terrena é somente passagem e que o reencontro é certo.

Foram me presenteadas também outros esclarecimentos maravilhosos que se contasse, pareceria milagre, porém cada um tem sua hora de conhecer a verdade, então não revelarei as singelas informações que sei em escritos, se não o texto simples viraria um livro.

Hoje, em trabalho constante na Casa Espirita recebo a inspiração para escrever esse recado. O propósito talvez sejam diversos, inúmeros. Não cabe a mim saber, somente cumpro a minha Missão com extrema alegria em saber que estou ajudando Irmãos a evoluírem em sua Caminhada Evolutiva em direção ao Amor Verdadeiro de Deus.

A Caridade mudou a minha vida. Assim como a aproximação com meu Mentor. O coração se enche de uma felicidade infinita que seria supérfluo colocar em palavras usadas em ambiente terreno. Peço perdão por não conseguir descrever, não tenho palavras.

Queridos pais cujos filhos tem “amigos imaginários”, não ignorem, não achem engraçado e não julguem. Seus filhos são Médiuns podem sofrer dores internas das quais eles não irão revelar a vocês, por haver o fator do julgamento.

Procurem uma Casa Espírita, uma ajuda de cima e a situação será esclarecida.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

Explicações dos fenômenos descritos no depoimento:

1) Explicação nossa: “Grande parte dos Médiuns, antes de Reencarnar, pediram para vir com esse maravilhoso “Dom”, para poder ajudar mais nossos Irmãos necessitados, a fim de reabilitar-se perante às Leis Eternas e Imutáveis do Pai Eterno”.

Portanto, à medida que começa tomar consciência do “Plano Físico”, a “Sensibilidade” vai aumentando e desde os primeiros passos, vai mostrando um “Ser” diferente e se os Pais não tem conhecimento da “Continuidade da Vida”, corre o risco até de ser internado em Hospitais Psiquiátricos”.

2) “Espíritos que trazem enorme “Bagagem Espiritual” de muitas Reencarnações”.

3) “A medida que começa tomar consciência do “Plano Físico”, a “Sensibilidade” vai aumentando e desde os primeiros passos, vai mostrando um “Ser” diferente e se os Pais não tem conhecimento da “Continuidade da Vida”, corre o risco até de ser internado em Hospitais Psiquiátricos”.

4) “Perguntando “Donde vim, para onde Vou, o que estou fazendo aqui, quem são essas Pessoas que me acompanham”.

Veja mais:

5) “Psicofonia”, tipi de Mediunidade que oferece oportunidade para os Espíritos Falarem através de um Médium”.

6) “Fala do Espírito, através de uma das Médiuns da Casa”.

7) “Psicografia”, tipo de Mediunidade que oferece oportunidade para os Espíritos escreverem através de um Médium”.

8) “Espíritos Amigos, especialmente os de condição Elevada, estão ao nosso lado, não só para nos ajudar, mas também, para usar-nos como Instrumentos de Mensagens para toda humanidade”.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
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