Cuidado com os BAJULADORES! Eles podem nos DESTRUIR?

Cuidado com os BAJULADORES! Eles podem nos DESTRUIR?
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Entende-se por bajulador aquela pessoa subserviente, sem caráter, que faz de seu comportamento submisso, lisonjeador a maneira mais fácil de se aproveitar de alguém que lhe pode oferecer alguma vantagem. Um comportamento bastante tóxico, pois até hoje não vi um bajulador que, por trás dos demasiados elogios não esteja querendo ganhar alguma coisa com isso. Não tem opinião própria, não sabe se expressar direito; mas sabe muito bem sugar do próximo.

No site Somos Todos Um encontrei um artigo bem interessante que descreve bem uma pessoa viciada na “arte” da bajulação. Nesse artigo que li, a terapeuta holística Valéria Bastos, diz que o bajulador é uma pessoa medrosa, insegura e ansiosa, que tem uma pendência séria com a verdade, mas que ainda não aprendeu a lidar com ela do jeito certo, por isso, a melhor maneira que encontra para ser aceito em determinado grupo de pessoas, ou até mesmo para conseguir o perdão por algum erro é forjar situações para que possa agradar.

Allan Kardec nos traz uma citação presente na Revista Espíritia de 1862, que fala sobre os perigos dos bajuladores:

“Desconfiai dos bajuladores: é a raça mentirosa; são encarnações de duas caras, que riem para vos enganar. Infeliz de quem neles acredita e escuta, porquanto neles as noções do verdadeiro logo se pervertem. E, contudo, quanta gente se deixa levar por esse engodo mentiroso da bajulação! (…)

Ouvem satisfeitos o velhaco que alimenta as suas fraquezas, enquanto repelem o amigo sincero que lhes diz a verdade e lhes dá bons conselhos; atraem o falso amigo e afastam o verdadeiro e desinteressado. Para os agradar é preciso adular, aprovar tudo, tudo aplaudir e achar tudo bem, mesmo o absurdo.
E coisa estranha! repelem conselhos sensatos e acreditam na mentira do primeiro que vier, desde que tal mentira favoreça suas ideias. Que quereis? Querem ser enganados e o são. Muitas vezes só veem as consequências tarde demais; mas, então, o mal já está feito e não tem remédio.”

Revista Espírita, outubro de 1862 – O Corvo e a Raposa (Sociedade Espírita de Paris, 8 de agosto de 1862 – Médium: Sr. Leymarie). Allan Kardec.

Não se engane pensando que os espíritos desencarnados também não podem se comportar como bajuladores! Muitos médiuns em desenvolvimento (ou até mesmo já bem experientes), podem ser alvos fáceis. A bajulação aumenta o orgulho daquele que recebe elogios em demasia, tentados a pensar que são os “superpoderosos”, esses médiuns acabam desviando dos princípios morais do Cristo, então os espíritos que o influenciaram a isso tem como missão completa a implantação da armadilha.

“Acreditai, ainda, que os Espíritos maus nem sempre estão alheios ao caso: adoram mistificar, armar ciladas; e quem nelas melhor poderão cair que os orgulhosos, que são lisonjeados?
O orgulho, para eles, é a falta de couraça de uns e a cupidez de outros, de que sabem tirar partido com habilidade, mas não se guardam de dirigir-se aos que são mais fortes que eles, moralmente falando.
Quereis subtrair-vos à influência dos Espíritos maus? Subi, subi tão alto em virtudes que eles não vos possam atingir e, então, sereis temidos por eles.” (Continuação do texto da Revista Espírita, outubro de 1862).

Sim! Existe cura para o bajulador, assim como para todas as posturas defeituosas humanas, mas é preciso que o “enfermo” reconheça seu estado, e comece a ter um compromisso com a verdade, o que não é simples, pois é como uma pessoa viciada em drogas, no qual o comportamento viciante insiste em chamá-lo de volta. Se o bajulador se conscientiza disso, então três ferramentas serão necessárias para sua libertação, que chega a ser um clichê, mas não deixa de ser VERDADE:

Foco Força e Fé!

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.