Depressão na visão espírita – por divaldo franco

Depressão na visão espírita – por divaldo franco

Depressão na visão espírita – por divaldo franco
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A depressão na visão espírita é um assunto complexo e, em algum aspectos da doença, alguns autores e palestrantes espíritas divergem um pouco. Dessa forma, para discursar sobre um assunto tão complexo, de forma cuidadosa e responsável, utilizaremos das palavras do médium Divaldo Franco.

Depressão na visão espírita — Doença do século ou doença de todos os séculos?

Divaldo Franco — A depressão é hoje um dos tormentos da sociedade. É de natureza tremendamente epidêmica; está em toda a terra. A Organização Mundial de Saúde estabelece que existem aproximadamente diagnosticados 360 milhões de depressivos se considerarmos aqueles que ainda não foram diagnosticados desse encontro dos tormentos desse transtorno terrível a cifra é bem mais assustadora.

Merece considerar, no entanto, por que que o homem odeia que atingiu o macrocosmo, que penetrou no Bóson de Higgs, não é feliz?  Qual a razão de tanta grandeza e de tanta miséria de tantos júbilos e de tantas dores? 

A depressão é um fantasma que assusta as criaturas humanas e quase todos nós, com raríssimas exceções, experimentamo-la; em determinados momentos da nossa vida passamos por períodos depressivos; alguns muito fortes, outros nem tanto, alguns superficiais.

O próprio Carl Gustav Jung desceu ao fundo do poço uma depressão tremenda, o que ele considerou muito útil porque depois de vivenciar a tragédia do ser depressivo, mas com a sua genialidade, ele soube administrar aquele período difícil e dali retirou benefícios terapêuticos para salvar milhões.

A depressão não é, portanto, um problema de atualidade ela sempre existiu no passado com o nome de melancolia os gregos referem-se a melancolia como sendo uma punição dos Deuses. Mas Aristóteles falava que Sócrates e Platão periodicamente entravam e melancolia quando se faziam inspirados pelos Deuses.

Espiritismo e depressão — O perfil clássico do depressivo e as diversas causas

depressão espíritismo divaldo franco 2

O médium Divaldo Franco continua sua abordagem sobre a depressão na visão espírita, apontando como o depressivo define seu comportamento mais clássico e as causas que podem o ter feito chegar até o problema.

Divaldo Franco — (…) O depressivo é alguém pessimista que perdeu o sentido da vida, uma vida vazia, não encontra o significado psicológico e, por isso mesmo ele tem um comportamento muito especial.

Claro, não se sabia dessa ocorrência… Muitas vezes passava por preguiça por indiferença perante os problemas dos outros porque [o doente] perde a afetividade com seres mais queridos, daí ser chamada “transtorno da afetividade” é exatamente por causa dos processos neuronais, das neurocomunicação da produção das substâncias da Alegria, do bem-estar.

[ Evitar a depressão exige que] mantenhamos vida moral e mental saudável e nunca percamos o norte do nosso objetivo psicológico para que a nossa existência seja fica de bençãos e nos possam facultar o trabalho de autoaprimoramento moral para, dessa maneira, vivermos saudavelmente.

E muitas vezes somatizamos as preocupações [dificuldades financeiras, por exemplo], e transtornos emocionais em problemas orgânicos.

Então, o que fazer diante das ameaças? Tecnicamente nós sabemos que a depressão tem fatores endógenos aqueles de natureza interna: a hereditariedade enfermidades infecto-contagiosas, as sequelas das enfermidades infecto-contagiosas; os fatores exógenos, como sendo a solidão, ansiedade, o medo e podemos acrescentar a rotina.

Daí nós vemos muitas vezes a depressão dos aposentados, que de repente quebrou aquela rotina e ficou em casa sem nenhum objetivo na vida, entrando em quadros perturbadores da depressão.

A depressão tem um aspecto Cruel porque, pois ataca em qualquer período ela pode ser infantil e juvenil, adulta, senil, pré-parto, pós-parto… Pode ter um episódio de caráter único, pode ter as recidivas.

E nós vamos encontrar aquela outra muito peculiar, as datas felizes da vida: o adversário, festas de natal, ano-novo e carnaval… o indivíduo “faz” a depressão.

Depressão e obsessão espiritual — A depressão na visão espírita, no catolicismo antigo e na ciência atual

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E quem disse que para falar de depressão e Espiritismo é necessário excluir a ciência e os recursos tecnológicos atuais? Divaldo concilia todos os conhecimentos num só objetivo, alcançar o bem-estar psíquico. Continua:

Divaldo Franco — [No século XII] quando a Igreja Católica considerava a depressão como sendo punição divina. A melancolia fazia que monges e religiosos de repente deixasse de servir, dando entrada nesse estado de apatia o que constituía, naturalmente a segunda às entidades teológicas, interveniência de Satanás.

Claro que nos quadros da psicopatologia depressiva existem também interferência espirituais negativas perturbadoras, de caráter obsessivo, como espiritismo estuda, no entanto, há [a depressão] de natureza fisiológica, como a de natureza psicológica.

Nem toda depressão é obsessão; nem toda obsessão e depressão. Necessitamos ter muito cuidado nesses diagnósticos que alguns estudiosos do espiritismo inexperientes e precipitados formulam diante de qualquer quadro, logo atirando a culpa nos espíritos sofredores, nos espíritos obsessores, fazendo diagnósticos que não correspondem a realidade.

Devemos deixar para os técnicos o trabalho de bem discernir e ajudar com os nossos melhores recursos: as nossas terapêuticas, o passe, a água fluidificada, as reuniões especializadas para no caso de obsessão; temos a ventura de receber aquele perseguidor [obsessor] e fazer com ele a terapia da renovação, do perdão para que abandone a sua vítima.

Dessa forma, a depressão merece reflexões muito profundas e nós, os espiritas, devemos estudá-la com muito carinho para nós não darmos opiniões perturbadoras, que muitas vezes complica o caso dos pacientes, com notícias de obsessões que mais agravam a sua situação.

O espiritismo, sem dúvida, dispõe de instrumentos notáveis para ajudar as criaturas com seus problemas, especialmente nos transtornos da afetividade. Propõe, por exemplo, a reflexão do Evangelho de Jesus, que é um Tratado de psicoterapia otimista.

E quando vemos as parábolas, como recomendaram modernos psicoterapeutas, nós descobrimos que na parábola de Jesus há um roteiro para reflexão e se conseguimos desviar a nossa mente daquele transtorno momentâneo fixado na ausência de forças da perda de sentido existencial, nós mudamos de paisagem e logo os neurônios começam a reagir favoravelmente

Eu me lembro, por exemplo, que dois físicos quânticos de Harvard, que não são religiosos, fazendo uma análise do cérebro, concluíram que os nossos neurônios cerebrais quando são estimulados por sentimentos saudáveis: pelo amor, pelo perdão, pela solidariedade, pelo bem querer, pelas ações nobres… eles emitem ondas que podem estar carregadas de fótons. Porque os fótons são aglutinadores de moléculas, então, o indivíduo desfruta de bem-estar goza de saúde.

A depressão pode ter um caráter profundo dos transtornos sexuais, eis que a ajuda de um psicanalista e valiosa; pode ter conflitos da infância embutidas no inconsciente; uma mãe negligente, um pai perverso; uma mãe super protetora; uma infância atormentada… tudo isso fica a recalcada e nosso inconsciente de repente ele responda na adolescência na idade adulta.

Depressão, Espiritismo e os tratamentos psiquiátricos e psicoterapêuticos adequados — Nada se perde, tudo se soma!

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A fala de Divaldo sobre a depressão e Espiritismo, como ficou bem claro, procura somar todos os recursos necessários, tendo como premissa a melhora do paciente. Para isso, é necessário que todos se unam (medicina e espiritualidade) para esse fim. Divaldo finaliza:

Divaldo Franco — Então, é necessário que procuremos ajuda especializada do psicoterapeuta, do psiquiatra, como sendo defeito muito grande para ir até as causas da depressão e afasta-las.

Agora, nós temos necessidade do psicoterapeuta, ele talvez com a sua habilidade vai ao fulcro do nosso problema e consiga desvendar o enigma do nosso conflito, libertando-nos. Mas em outros casos mais graves temos a necessidade de ir ao psiquiatra para podermos tomar o medicamento próprio, aquele que faz forrar os nossos neurônios e obriga-los a produzir as substâncias que estão carentes em nosso organismo.

Há um detalhe no tratamento do distúrbio de afetividade bipolar: é que assim que a pessoa melhora, o indivíduo abandona o tratamento, achando que já está curado. É um engano. Não deve abandonar o tratamento porque a depressão é perversa, ela volta! Depois que passa efeito a depressão volta com toda força.

E toda recidiva é desagradável e perigosa porque pode tornar-se um problema crônico, portanto, de remoção impossível, pelo menos durante essa encarnação.

Mas há um recurso valiosíssimo ao lado da leitura das parábolas, ao lado do tratamento médico. A oração! Buscar a oração, unir se a força cósmica do universo, abrir a alma a Deus,

A depressão não impede o pensamento de uma pessoa… ela deve reconquistar a fé mesmo que naquele momento pela falta das substâncias próprias para a alegria e a coragem, a pessoa suplicar por Deus.

Porque Jesus disse com propriedade “tudo o que pedirdes ao meu pai orando, Deus atenderá”… Tudo no bom sentido da palavra, porque se pedirmos coisas absurdas é óbvio que, a esses pedidos, não teremos a resposta que aguardamos.

Então, a problemática dos distúrbio da afetividade pode reduzir-se a uma mudança de comportamento emocional; ao hábito da boa leitura; ao hábito dos bons pensamentos; a mudança das paisagens emocionais, procurando cultivar, sobretudo, a sublime experiência do serviço ao próximo. Por isso, que o espiritismo tem como proposta “fora da caridade não há salvação”.

Veja mais:

Veja o discurso do médium na íntegra:

Fonte: Transcrição de vídeo de Divaldo Franco, no calal FEB TV, no YouTube.

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