Divaldo Franco conta como começou a falar com desencarnados e dos conflitos com a Igreja e suas crenças

Divaldo Franco conta como começou a falar com desencarnados e dos conflitos com a Igreja e suas crenças

Divaldo Franco conta como começou a falar com desencarnados e dos conflitos com a Igreja e suas crenças
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Divaldo Franco, certa vez, deu uma entrevista para o Correio Brasiliense. A entrevista foi gravada e trouxemos para você os principais trechos da conversa.

Divaldo revela que o início das manifestações espirituais começaram ainda muito cedo e, assim como muitos médiuns, inicialmente teve que lidar com a incompreensão dos familiares, amigos, círculo religioso e até mesmo da assistência médica.

As primeiras manifestações espirituais de Divaldo Franco

Até os quatro anos de idade eu era uma criança comum e normal. A partir daí eu comecei a ter visões espirituais e mais tarde, com a morte súbita de um irmão e fiquei muito doente.

Então, fui atendido por uma senhora que me aplicou passes e eu recuperei completamente a saúde.

Ela explicou, naquela época, que não era de fato uma doença, mas era uma perturbação espiritual pelo fato de eu ser médium.

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Então, fomos numa sessão espírita e assim sucessivamente, mas eu era muito católico e comuniquei para o sacerdote, o que era natural.

Ele, um homem de muita visão, me disse que era um pecado, mas que eu poderia ir, “pecar”, no sábado eu confessava e no domingo eu comungava e, então, estaria perdoado.

Terminou por ele me dizer, sinceramente, para eu me dedicar ao espiritismo, porque a igreja não condena o fenômeno mediúnico, ela apenas não recomenda pelo fato de ser uma coisa muito e dedicado a seres especiais, como os santos que a igreja reconhece.

Foi então, que em 1947, eu comecei a estudar o espiritismo e proferi a minha primeira conferência, desde então não parei mais e nunca mais eu tive aquela problemática, que foi uma dificuldade de movimentos, de caminhar, como resultado do choque da morte de um irmão meu.

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Eu estava sentado na sala brincando, quando chegou uma senhora e me disse que eu chamasse minha mãe, que estava na cozinha, e dissesse que a visitante desejava falar.

Naturalmente, pensei que era uma criatura humana. Minha mãe veio e não viu a senhora. então reclamou comigo e voltou ao trabalho.

A senhora então me disse: diga a sua mãe que é Maria. Eu sou a sua avó!

Primeiro, que eu não sabia o que era avó, pois quando nasci, meus quatro avós já haviam desencarnado. E quando eu disse aquilo, minha mãe ficou assustava, porque ela nunca havia falado o nome da própria mãe.

Ela levou-me na casa da minha tia. Eu descrevi, ela confirmou. E a partir daí eu comecei a ver os espíritos, a ter contato.

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Mas eu tinha a ideia de que era força satânica, confessava, comungava, fazia promessas. E a cada vez que eu me concentrava orando junto ao altar do Santíssimo Sacramento, mais eu via, pois eu me concentrava sem querer.

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Para mim era uma perturbação contínua, porque eu não sabia do que se tratava. E como o sacerdote me dizia que era uma interferência demoníaca, para poder me levar aos infernos e me tirar da igreja, isso a princípio me apavorou, mas depois quando eu estava com uns 10 ou 12 anos eu comecei a raciocinar e tive uma “briga” com Deus.

Porque eu dizia: Se Deus não pode contra Satanás, como eu vou poder?

Então, era uma injustiça, pois se Satanás vem me perturbar e Ele (Deus) deixa, algo estava errado.

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Então, passei por um período de descrença. E nesse vácuo que aconteceu, comecei a pensar na realidade, porque comecei a pensar, vem alguém e me diz:

“Eu sou ‘Fulano de Tal’, nasci em tal lugar, meu filho se chama ‘Beltrano’…

Eles (os desencarnados) me davam os dados, eu dizia às pessoas… Era verdade! E sempre aconselhando para o bem. E eu pensava: mas o mal não pode fazer o bem.

E o sacerdote me orientava: isso é uma forma de atraí-lo, de seduzi-lo, é uma farsa.

“Farsa” essa que durou cerca de 13 anos até eu me convencer de que não era uma farsa.

E o medo não o fez querer parar?

No início era desagradável… no princípio não era medo, era desconforto. Porque eu via nas horas mais irregulares sem qualquer pensamento.

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Eu era funcionário público, no instituto da previdência. E eu via chegarem pessoas ao local, me chamavam, conversavam… e eram pessoas desencarnadas.

Então eu tive muita dificuldade com meu chefe, pois ele achava que aquilo era uma alucinação e me mandou um psiquiatra. O psiquiatra confirmou a alucinação.

Mas eu percebi, quando estava com o psiquiatra, e que chegou um espírito junto a ele e disse que era o pai dele. Ele me deu o nome, a data de nascimento, então falei: “olhe se for mesmo uma alucinação então não sei explicar como conheço seu pai…”

Então, eu o descrevi, ele ficou assim, meio aturdido e disse: “É, mas é… se não for uma alucinação esquizofrênica, pode ser uma personalidade múltipla”.

Ele me deu muitas explicações que não me convenceram, mas então eu não resolvi não fazer nenhum tratamento psicológico.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
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