Divaldo Franco diz ter passado noite em motel sem saber

Divaldo Franco diz ter passado noite em motel sem saber

Divaldo Franco diz ter passado noite em motel sem saber
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Em uma palestra de Divaldo Franco, como sempre, cheio de humor, ele conta um caso em que foi passar a noite em um motel sem saber bem do que se tratava o ambiente.

Divaldo Franco — Eu viajava a São Paulo. Eu era muito jovem, tinha 20 anos de idade e estava conferindo as minhas primeiras conferências na Federação Espírita do Estado de São Paulo.

Tinha três amigos que me eram modelares: Joaquim Alves, José Bissoli e Isaura Pacheco. Formávamos um quadrilátero de fraternidade, amavamo-nos.

E eu fui convidado para proferir uma conferência em São Paulo, no sábado, porque era funcionário público, Deus me deu essa honra… tinha que viajar na sexta para gozar o sábado, domingo e voltar pela meia-noite em um avião (…)

Cheguei em São Paulo às 16 horas e estranho que os meus amigos não estavam no aeroporto de Congonhas, era o único. Peguei um táxi e fui diretamente ao Brás, onde morava a minha amiga. Toquei a campainha… Toque a campainha, toquei… nada!

A vizinha do lado saiu e perguntou: está procurando Izaurinha? Ela viajou!

Eu não acreditei! Como é que ela me convidar para vir de Salvador, manda a passagem, eu viajo 2.200 km e ela vai para Uberaba?

— Ela viajou com Bissoli e o Joaquim! – continuou a senhora.

— E ela volta quando?

— Amanhã.

— Então, amanhã eu voltarei – Disse Divaldo.

E comecei a pensar em que tipo de hotel eu iria ficar. Você, com salário do funcionário público escriturário, não dava exatamente para o hotel, não dava exatamente para uma pensão, então, não sabia o que fazer e fui andando até a Praça. Na praça encantadora vi tantas pensões… hotel, motel e tal… e pensei:

– Nossa! Que progresso, né, São Paulo… hotel e motel devem ser coisas diferentes ou será a mesma?

Então, um Motel atraente, iluminado com todas as cores alegres e coloridas e aquela palavra enorme “MOTEL”. Eu digo: vou pra lá!

Carregando uma mala baiana, aquelas malas quadradas horrorosas. E eu no maior charme, cheguei ao motel, entrei com toda pompa e circunstância; achei o homem um pouquinho antipático, mas não tinha culpa, coitado, e ele perguntou:

— Pois não!

— Tem algum quarto?

— Quantos queira!

Eu achei estranha a resposta

— … eu quero alugar um quarto.

— Por quantos minutos?

— Não! Eu quero passar a noite!

— A noite toda?

— Noite toda, claro!

— E a companhia? Trouxe ou quer que eu providencie?

E eu achei a pergunta tão estranha… Daí eu disse: “não preciso de companhia, não”. E ele: “está bem”.

— De que horas a que horas? continuou perguntando o homem.

— Das 7h pm às 7h am.

— Hum. Isso vai custar caro! – Disse ele.

— Eu aceito. – Disse Divaldo depois de fazer os cálculos mentais do quanto de dinheiro iria desembolsar.

— Assine aqui no livro e vá logo para esse quarto, o número 02. É o mais confortável.

Pensei: “mas como Deus é bom comigo é o mais confortável e tem até banheira dentro do quarto”.

Então, sentei-me e comecei a sentir-me mal… Uma certa disposição, uma certa animação, que não me é muito habitual. Então, encostei a cabeça no travesseiro e senti um verdadeiro “incêndio” porque eu tenho muita sensibilidade na cabeça e nas mãos.

E eu pensei: “Nossa! Mas que travesseiro…” e joguei-o ao chão. Peguei uma pasta… aquelas pastas quadradas horrorosas, envolvi com uma toalha… “É, ficou mais ou menos”.

Entra o espírito de Joana De Angelis. E eu digo: “Nossa que santuário! Ela veio me visitar”.

Então, sempre que ela entra e eu estou deitado, eu me levanto para recebê-la.

Levantei-me e ela disse:

— Meu filho, nós o trouxemos aqui.

Eu pensei: Nossa! Mas que carinho, meu Deus, foi ela que me inspirou.

Eu não estava sabendo ainda o que era Motel…

— Muito obrigado! mas para quê?

— Para você passar a noite lendo O Evangelho Segundo Espiritismo. – Disse Joana De Angelis.

— Mas a noite?

— Toda! Até as 07 horas.

— Mas morreu alguém?

—  Não. Mas é para evitar a morte de muita gente que você vai ler.

—  Nós vamos orar pelas nossas irmãs.

—  irmãs? Aqui há algum convento?

—  Divaldo, você está obtuso. São nossas irmãs equivocadas.

Eu demorei um pouco pra entender o que ela queria dizer com “equivocadas”, mas aí veio um “insight”

—  Haaaa! Então quer dizer que…

— Exatamente!

Sentei em cima da mala, abri a pasta, abri o evangelho e passei a noite inteira e de vez em quando eu dava uma caída. E a Joana De Angelis: “Divaldo, meu filho! Vamos orar!”

Às 07 horas em ponto eu estava pálido, estava fraco… não havia jantado.

De tudo eu havia orado. Do “pai-nosso” ao “Creio em Deus Padre”. Não deixei nada para trás. E aí carreguei a mala, quase não aguentei.

Quando eu fui sair, ainda estava de plantão, o homem, que riu e disse assim: “Então, teve uma noite boa?”

— É… mais ou menos.

— Quantas visitas recebeu?

— Recebi uma visita só!

—  Só? A noite inteira? E era uma mulher bonita?

— Belíssima! Era um anjo!

— Eu não sabia que em meu motel frequentavam anjo.

— Frequentam! Os anjos também vêm aos pântanos.

Veja a palestra na íntegra:

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
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