Divaldo comenta sobre o uso indevido da religião na política

Divaldo comenta sobre o uso indevido da religião na política

Divaldo comenta sobre o uso indevido da religião na política
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De passagem pela Europa, Divaldo Franco passa por uma breve entrevista na Rádio França Internacional.

Na oportunidade, Divaldo comentou sobre o uso infeliz da religião no meio político.

De início o entrevistador pergunta:

Nós estamos atravessando o período político muito turbulento no Brasil. Qual tem sido o papel da religião nesse processo político (?) e, a gente vê aqui nessa disputa pessoalmente para a presidência da república, a religião está sendo usada como instrumento para angariar votos. Como o senhor, como um espiritualista, observa esse uso da religião nesse contexto político brasileiro marcado por muito ódio contra candidatos e contas partidos políticos?

“Como fundamental na presença do religioso, porque a religião não impede a vida política, normalmente se procura de social política da religião, claro! Não se pode levar a política para o templo de qualquer natureza, mas o cidadão do ponto de vista filosófico é eminentemente político e isso faz parte do desenvolvimento sociológico da criatura.

“Nós, os espiritas, sempre preconizamos pelos candidatos pacíficos e pacificadores. Muitas vezes eles podem apresentar um programa de violência ante a violência, mas nós optamos sempre povo candidato que tem a modalidade indignidade e, acima de tudo, que objetiva a melhora da pátria.

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“Nós temos vivido um momento muito doloroso. É como se, de súbito, despertassemos no pantanal, e esse pantanal vem sendo drenado… mas aí os miasmas estão no ar e muitos indivíduos estão vinculados a essas heranças anteriores por causa de interesses escusos”.

“Felizmente, atingimos a maturidade da democracia, das eleições livres, mas os indivíduos ainda não estão politizados”.

[O indivíduo] “não sabe compreender que nós podemos discrepar da ideia, mas não do indivíduo. Como dizia Voltaire: eu defendo até a morte o vosso direito de dizer o que pensa, embora não concorde”.

“Dessa maneira, lá estão num momento muito difícil que os espiritas estão procurando apaziguar, evitando as difamações, as calúnias… nos interessa, sobretudo, o programa dos candidatos ao governo”.

“Qual é o seu programa? Se for um programa que protege o país e não partido, nenhum indivíduo que busca fortuna por meios ilícitos, este é o candidato ideal!”

“Estamos vivendo um momento de muita calúnia, acusações, e isso confunde a massa”.

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Na sua opinião, Divaldo, a religião não deveria ser usada com tem sido usada no meio político?

“Não, porque se eu uso a religião que eu considero a melhor, eu acho que eu já estou armado contra o outro que tem uma religião que também considera melhor. E vamos agora disputar opiniões religiosas no cenário político que nada tem a ver com a proposta religiosa”.

O uso da religião está sendo deturpado?

“Está sendo deturpado por alguns que perdeu as suas paixões e generalizam… de todas as doutrinas”.

“O indivíduo tem paixão pela doutrina A ou Z se utiliza de nomes veneráveis para dizer que eles haviam referido o nome de pessoas dignas e trabalhadoras, ou se utilizam, hoje, das comunicações virtuais para adulterar informações na internet, demonstrando já uma fraude que não corresponde à verdade”.

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“Então, isso é lamentável. O indivíduo religioso tem o seu candidato por causa da sua consciência, mas ele não deve obrigar os outros a pensar em como ele pensa”.

“Ele estuda programa e dá liberdade de consciência a cada um, porque o voto é livre. Então, nós verificamos que não está sendo muito livre; está sendo quase que é imposto sobre ameaças”.

Veja a entrevista na íntegra!

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