Espiritismo e vidas passadas – O risco de lidar com memórias de vidas passadas

Espiritismo e vidas passadas – O risco de lidar com memórias de vidas passadas

Espiritismo e vidas passadas – O risco de lidar com memórias de vidas passadas
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Espiritismo, vidas passadas e histórias de vidas passadas

Frequentemente tem surgido relatos de cada vez mais crianças que nascem com lembranças de vidas passadas.

Segundo a Revista Superinteressante, um dos casos mais impressionantes é o de uma criança da antiga Birmânia que dizia se lembrar da vida de uma tia que morrera durante uma cirurgia para corrigir um problema cardíaco congênito.

Essa menina tinha uma longa linha vertical hipopigmentada no alto do abdome. A marca correspondia à incisão cirúrgica da tia.

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A revista conta também um resumo de um caso no Brasil. É o caso de uma menina paulistana, chamada Simone. Nos anos 60, quando tinha então pouco mais de 1 ano, ela começou a pronunciar palavras em italiano, sem que ninguém a tivesse ensinado.

Ela passou também a relatar lembranças que remontavam à Segunda Guerra Mundial. Seu relato era tão vívido que familiares se renderam à ideia de que fragmentos de uma encarnação passada ainda pairavam em sua mente.

A avó da menina registrou, em um diário, mais de 30 palavras em italiano pronunciadas pela neta e histórias de explosões, médicos, ferimentos e morte. As recordações pararam de jorrar quando a menina tinha por volta de 3 anos.

Como saber sobre vidas passadas?

como saber sobre vidas passadas 2

Pessoas que procuram saber sobre suas vidas passadas geralmente procuram a Terapia de Vidas Passadas (TVP), que é um tema que precisaria de uma matéria a parte devido sua complexidade.

Segundo o terapeuta Milton Menezes, em entrevista ao G1, diz que “quase 100% das pessoas que fazem a terapia de vidas passadas são para resolver problemas de saúde, como fobias, depressões e até dores físicas. São poucas as que procuram por questões espirituais ou para saber se foram alguma celebridade no passado. A terapia ajuda na cura de fobias, e também de dores físicas, que podem ter a sua origem em existências passadas”.

Mas a Doutrina Espírita não considera útil a regressão vidas passadas para pessoas que procuram a mera satisfação da curiosidade, exemplo: “como saber quem eu fui na vida passada”, ou ainda “como eu morri na vida passada”.

Espiritismo e vidas passadas – Por que precisamos esquecer de vidas passadas antes de reencarnar?

Ao mesmo tempo em que dizemos que esses casos são frequentes, não podemos dizer que todos nós teremos condições de ter lembranças nítidas de vidas passadas. Segundo alguns estudiosos espíritas, as crianças têm essa facilidade pois seu sistema nervoso ainda está em maturação, facilitando a fluidez dessas memórias, que podem ser barradas no crescimento, ou não.

É isso mesmo! Por padrão nossas memórias de vidas anteriores são relativamente “apagadas”, mas trazemos conosco traços característicos dessas vidas passadas em nosso íntimo. Algumas dessas memórias podem ser liberadas mediante a necessidade e a vigilância espiritual achar pertinente, mas muitas delas permanecerão na mente subconsciente.

No Evangelho Segundo o Espiritismo diz assim: Um espírito renasce frequentemente no mesmo ambiente em que já viveu, e se encontra em relacionamentos com os mesmos indivíduos para consertar o mal fez com eles. Se fosse para reconhecer neles aqueles que costumava odiar, talvez seu ódio voltasse a despertar. Em qualquer caso, sentir-se-ia humilhado na presença daqueles que ofendiam.

Há casos em que as memórias continuam fluindo ao longo da vida. À medida em que a pessoa vai crescendo, tais memórias podem jorrar com mais força. Mas se isso ocorre, é por que existe um propósito espiritual, não tenha dúvidas.

Porém algumas pessoas terão uma fluidez maior dessas memórias de modo consciente, como no caso documentado pelo Espírito de André Luiz, logo abaixo.

Espiritismo e vidas passadas – O caso de um espírito que não conseguiu lidar com suas memórias de vidas passadas quando encarnado

como lembrar de vidas passadas 2

Quando reencarnamos, não podemos nos lembrar de nossas vidas passadas ou de nosso tempo como um espírito na terra. Para determinar por que isso acontece, vamos examinar um caso de um espírito que reencarnou com a capacidade de lembrar vidas passadas:

Na narrativa, o espírito Joel comenta para André Luiz como a sua capacidade de lembrar suas vidas passadas acabou atrasando suas responsabilidades na Terra, pois acabou maravilhado demais com tais capacidades.

Ao invés de se concentrar em usar suas capacidades para ajudar  dever no bem, perdia tempo buscando notícias de companheiros que ele lembrava do passado, dispendendo tempo útil de trabalho.

“(…) minha tarefa mediúnica exigia sensibilidade mais apurada e, quando me comprometi à execução do serviço, fui ao Ministério do Esclarecimento, onde me aplicaram tratamento especial, que me aguçou as percepções. Necessitava condições sutis para o desempenho dos futuros deveres. Assistentes amigos desdobraram-se em obséquios, por me favorecerem, e parti para a Terra com todos os requisitos indispensáveis ao êxito de minhas obrigações”.

“Imagine que, com um cabedal dessa natureza, ao invés de auxiliar os outros, perdi-me a mim mesmo. É que, segundo concluo agora, Deus concede a sensibilidade apurada como espécie de lente poderosa, que o proprietário deve usar para definir roteiros, fixar perigos e vantagens do caminho, localizar obstáculos comuns, ajudando ao próximo e a si mesmo. Procedi, porém, ao inverso. Não utilizei a lente maravilhosa, no mister justo. Deixando-me empolgar pela curiosidade doentia, apliquei-a tão somente para dilatar minhas sensações”.

“Ao primeiro chamado da esfera superior, acorri, apressado. Sentia, intuitivamente, a vívida lembrança de minhas promessas em “Nosso Lar”. Tinha o coração repleto de propósitos sagrados. Trabalharia. Espalharia muito longe a vibração das verdades eternas. Contudo, aos primeiros contatos com o serviço, a excitação psíquica fez rodar o mecanismo de minhas recordações adormecidas, como o disco sob a agulha da vitrola, e lembrei toda a minha penúltima existência, quando envergara a batina, sob o nome de Monsenhor Alexandre Pizarro, nos últimos períodos da Inquisição Espanhola. Foi, então, que abusei da lente sagrada a que me referi”.

marcas de nascença vidas passadas 2

“A audição psíquica tornou-se-me muito clara; entretanto, não queria ouvir os benfeitores espirituais sobre tarefas proveitosas e sim interpelá-los, ousadamente, no capítulo da minha satisfação egoística. Despendi um tempo enorme, dentro do qual fugia aos companheiros que me vinham pedir atividades a bem do próximo, engolfado em pesquisas referentes à Espanha do meu tempo”.

“Freqüentemente, os colegas do nosso grupo espiritista chamavam-me a atenção para os problemas sérios de nossa casa. Eram sofredores que nos batiam a porta…  Tínhamos um abrigo de órfãos em projeto, um ambulatório que começava a nascer e, sobretudo, serviços semanais de instrução evangélica, nas noites de terças e sextas-feiras. Mas, qual! eu não queria saber senão das minhas descobertas pessoais.

Esqueci que o Senhor me permitia aquelas reminiscências, não por satisfazer-me a vaidade, mas para que entendesse a extensão dos meus débitos para com os necessitados do mundo e me entregasse à obra de esclarecimento e conforto aos feridos da sorte”.

Veja mais: 

Fontes:

  • Os Mensageiros. Chico Xavier e André Luiz
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo

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