Espíritos elementais da natureza e suas diversas funções

Espíritos elementais da natureza e suas diversas funções

Espíritos elementais da natureza e suas diversas funções
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Na obra intitulada Aruanda, um dos livros de Robson Pinheiro, o espírito Ângelo Inácio estava numa espécie de pronto-socorro espiritual, quando se deparou com o espírito que, quando encarnada, era uma médium que usou seu conhecimento da natureza para o mal. Para explicar o caso, outros espíritos experientes na medicina espiritual explicam a função dos espíritos elementais da natureza.

O espírito da moça estava em completo desequilíbrio, debatia-se como se estivesse com uma crise de epilepsia. Quando desencarnou, os espíritos vampirizadores que a acompanhavam durante a vida, continuaram a usá-la para seus objetivos maléficos. Ela havia sido resgatada ha pouco tempo, portanto ainda estava sofrendo num complexo de culpa.

A partir das observações de Ângelo, seu companheiro Wallace e João Cobú começam a lhe explicar o que são os espíritos elementais e suas diversas funções no planeta, conhecimento este que não advém somente do Espiritismo, mas também tem contribuições importantes da Umbanda:

— (…) quando o ser encarnado ou desencarnado faz uso indiscriminado dos recursos da natureza através da prática do mal, a própria natureza se incumbe de fazer o reajuste. Esta irmã que observamos, por exemplo, fez uso de certos elementais, viciando-os em seus pedidos através das oferendas que a eles entregava. Tais seres, sem deter ainda conhecimento das noções de bem ou de mal, submeteram-se ao intenso magnetismo da médium imprevidente, servindo aos seus propósitos inconfessáveis.

— Explique-me com calma isso aí, Wallace. Quando você fala elementais, refere-se a seres ou espíritos da natureza?

— Sim, Ângelo, ou você desconhece que a natureza está cheia de vida, em várias dimensões e estágios evolutivos?

Sem rodeios, o espírito João Cobú, ou Pai João de Aruanda, como se fazia conhecer, foi direto ao ponto:

— A existência dos elementais, meus filhos, segundo os antigos anciães e sábios do passado, explicava a dinâmica do universo. Como seres reais, eram responsabilizados pelas mudanças climáticas e correntes marítimas, ou precipitação da chuva ou pelo fato de haver fogo, entre muitos outros fenômenos da natureza. Apesar de ser uma explicação mitológica, própria da maneira pela qual se estruturava o conhecimento na época, eles não estavam enganados.

— Os seres elementais, irmãos nossos na criação divina, têm uma espécie de consciência instintiva. Podemos dizer que sua consciência está em elaboração. Apesar disso, eles se agrupam em famílias, assim como os elementos de uma tabela periódica.

— Não entendi…

— Preste atenção, meu filho — continuou o preto-velho — Os elementais são entidades espirituais relacionadas com os elementos da natureza. Lá, em meio aos elementos, desempenham tarefas muito importantes. Na verdade, não seria exagero dizer inclusive que são essenciais à totalidade da vida no mundo. Através dos elementais e de sua ação direta nos elementos é que chegam às mãos do homem as ervas, flores e frutos, bem como o oxigênio, a água e tudo o mais que a ciência denomina como sendo forças ou produtos naturais. Na natureza, esses seres se agrupam, segundo suas afinidades.

— Essas famílias elementais, como as denominamos, estão profundamente ligadas a este ou aquele elemento: fogo, terra, água e ar (os elementos da natureza), conforme a especialidade, a natureza e a procedência de cada uma delas.

— Encarnações humanas, ainda não. Eles procedem de uma larga experiência evolutiva nos chamados reinos inferiores e, como princípios inteligentes, estão a caminho de uma humanização no futuro, que somente Deus conhece.

— Junto ao ar, por exemplo, temos a atuação dos silfos ou das sufides, que se apresentam em estatura pequena, dotados de intensa percepção psíquica. Eles diferem de outros espíritos da natureza por não se apresentarem sempre com a mesma forma, definida, permanente. São constituídos de uma substância etérea, absorvida dos elementos da atmosfera terrestre. Muitas vezes apresentam-se como sendo Feitos de luz e lembram pirilampos ou raios. Também conseguem se manifestar, em conjunto, com um aspecto que remete aos efeitos da aurora boreal ou do arco-íris. (…) Correspondem às forças criadoras do ar, que são uma fonte de energia vital poderosa.

— Duas classes de elementais que merecem atenção são as ondinas e as ninfas, ambas relacionadas ao elemento água. Geralmente são entidades que desenvolvem um sentimento de amor muito intenso. Vivem no mar, nos lagos e lagoas, nos rios e cachoeiras. (…) Não podemos deixar de mencionar também sua relação com a chuva, pois trabalham de maneira mais intensa com a água doce.

— Para completar, temos ainda as sereias, personagens mitológicos que ilustraram por séculos as histórias dos marinheiros. Na realidade, sereias e tritões são elementais ligados diretamente às profundezas das águas salgadas. Possuem conotação feminina e masculina, respectivamente.

— Eu pensei… 

— Eu sei, meu filho — interrompeu-me João Cobú. — Você pensou que tudo isso não passasse de lenda. Mas devo lhe afirmar, Ângelo, que, em sua grande maioria, as lendas e histórias consideradas como folclore apenas encobertam uma realidade do mundo astral, com maior ou menor grau de fidelidade. É que os homens ainda não estão preparados para conhecer ou confrontar determinadas questões.

— E as fadas? Quando encarnado, vi uma reportagem a respeito de fotografias tiradas na Escócia, que mostravam várias fadas. O que me diz a respeito?

— Bem, podemos dizer que as fadas sejam seres de transição entre os elementos terra e ar. Note-se que, embora tenham como função cuidar das flores e dos frutos, ligados à terra, elas se apresentam com asas. Pequenas e ágeis, irradiam luz branca e, em virtude de sua extrema delicadeza, realizam tarefas minuciosas junto à natureza. Seu trabalho também compreende a interferência direta na cor e nos matizes de tudo quanto existe no planeta Terra.

— Temos ainda as salamandras, que são elementais associados ao fogo. Vivem ligados àquilo que os ocultistas denominaram éter e que os espíritas conhecem como fluido cósmico universal. Sem a ação das salamandras o fogo material definitivamente não existiria. Como o fogo foi, entre os quatro elementos, o primeiro manipulado livremente pelo homem, e é parte de sua história desde o início da escalada evolutiva, as salamandras acompanham o progresso humano há eras. Devido a essa relação mais íntima e antiga com o reino hominal, esses elementais adquiriram o poder de desencadear ou transformar emoções, isto é, podem absorvê-las ou inspirá-las. São hábeis ao desenvolver emoções muito semelhantes às humanas e, em virtude de sua ligação estreita com o elemento fogo, possuem a capacidade de bloquear vibrações negativas, possibilitando que o homem usufrua de um clima psíquico mais tranquilo.

— E os duendes e gnomos? Também existem ou são obras da imaginação popular?

— Sem dúvida que existem! Os duendes e gnomos são elementais ligados às florestas e, muitos deles, a lugares desertos. Possuem forma anã, que lembra o aspecto humano. Gostam de transitar pelas matas e bosques, dando sinais de sua presença através de cobras e aves, como o melro, a graúna e também o chamado pai-do-mato. Excelentes colaboradores nas reuniões de tratamento espiritual, são eles que trazem os elementos extraídos das plantas, o chamado bioplasma. Auxiliam assim os espíritos superiores com elementos curativos, de fundamental importância em reuniões de ectoplasmia e de fluidificação das águas.

—Temos ainda os elementais que se relacionam à terra, os quais chamamos de avissais. Geralmente estão associados a rochas, cavernas subterrâneas e, vez ou outra, vêm à superfície. Atuam como transformadores, convertendo elementos materiais em energia. Também são preciosos coadjuvantes no trabalho dos bons espíritos, notadamente quando há a necessidade de criar roupas e indumentárias para espíritos materializados.

— Nem podia imaginar que esses seres tivessem uma ação tão ampla e intensa.

— Pois bem, meu filho — tornou João Cobú, pacientemente. — Repare, portanto, as implicações complexas da ação desta infeliz criatura, que se comprometeu amplamente com o mal. Apontando para o espírito no leito a nossa frente, que agora gemia, vítima de si mesmo, o velho Pai João relatou:

— Ela brincou com as forças da natureza.

— Mais do que isso. Ela desviou os seres elementais do curso normal de sua evolução, comprometendo esses nossos irmãos com seus atos abomináveis.

— Mas os elementais dominados por ela não poderiam se rebelar ao seu comando?

Veja mais:

— Os elementais são seres que ainda não passaram pela fase de humanidade. Oriundos dos reinos inferiores da natureza e mais especificamente do reino animal, ainda não ingressaram na espécie humana. Por essa razão trazem um conteúdo instintivo e primário muito intenso. Para eles, o homem é um deus. É habitual, e até natural, que obedeçam ao ser humano e, nesse processo, ligam-se a ele intensamente. Portanto, meu filho, todo médium é responsável não só pelas comunicações dadas por seu intermédio, mas também pelo bom ou mal uso que faz dessas potências e seres da natureza.

Este é um trecho muito interessante dessa obra. Porém tive que cortar algumas partes do diálogo para que o artigo não ficasse longo demais. Nas demais partes que fui obrigado a cortar João Cobú explica, ainda mais profundamente, as funções desses espíritos elementais na manipulação energética e sua função no plano astral, inclusive como esses espíritos podem ajudar nas reuniões mediúnicas.

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Capa do livro Aruanda Robson Pinheiro

Fonte: Aruanda. Robson Pinheiro, ditado pelo espírito Ângelo Inácio. Casa dos Espíritos Editora, 1ª ed. 2004.

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