Fotos de aparições de espíritos reais de William H. Mumler

Fotos de aparições de espíritos reais de William H. Mumler

Fotos antigas de espíritos por William H. Mumler

As imagens que você verá a seguir foram tiradas por William H. Mumler, que trabalhou como uma espécie de fotógrafo de espíritos por volta de 1860. Para se dedicar ao trabalho, deixou sua antiga profissão de joalheiro.

William desenvolveu seu trabalho pegando carona com a guerra civil americana, aproveitando o fato de que muitas pessoas perderam seus entes queridos.

Mas não eram só os mortos que eram fotografados ao lado de seus parentes vivos. Parentes ainda vivos chegavam a aparecer nas fotos de William. E foi isso que deu início ao grande ápice da desconfiança das suas fotos de aparições de espíritos.

Segundo as experiências de materialização e fotografia que são feitas hoje em dia, é possível fotografar o perispírito de pessoas vivas, quando estas estão em transe ou mesmo no estado de sono. O fenômeno em que o espírito de uma pessoa fica mais desprendido do corpo durante o sono ou transe mediúnico se chama, no Espiritismo, Emancipação da Alma, mas também chamado por espiritualistas como Projeção Astral ou Desdobramento.

Aclamado por uns e odiado por outros, William era um fenômeno da fotografia. Mas os céticos e outros profissionais da fotografia não quiseram deixar passar. Foi em 1869 que instaurou-se um processo contra William e suas fotos de aparições de espíritos. William foi acusado de fraude mesmo sem terem iniciado uma investigação a fundo, ou seja, sem provas concretas.

Para aquele tempo, foto e espíritos parecia ser uma combinação atraente aos olhos dos curiosos e bastante perigosa por ter que enfrentar os ataques dos céticos.

Wlilliam Mumler foi preso e solto logo em seguida, mas nunca se recuperou do custo de U$ 3000 de sua defesa, uma quantia surpreendente para o seu dia. Ele destruiu todos os seus negativos pouco antes de sua morte em 1884.

Vejamos algumas das intrigantes fotos de aparição de espíritos reais, segundo William H. Mumler:

Master Herrod e o seu duplo

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Esse jovem era chamado de Mestre Herrod. Ele era um médium. Antes de se sentar para esta imagem, três espíritos se mostraram, representando a Europa, a África e a América. Mas nessa imagem em particular, pode-se notar que o espírito que aparece logo atrás é o seu próprio.

Acontece que o Herrod estava em desdobramento do seu corpo espiritual. Para isso, antes de ter tomado a fotografia, o jovem médium entrou num profundo transe.

A princício se estranha o fato de Herrod parecer bastante jovem para exercer suas faculdades, mas devemos lembrar que o espiritualismo na América foi lançado por duas jovens irmãs em 1848. Margaret e Kate Fox, chamadas de “Irmãs Fox”, tinham 15 e 11 anos quando começaram a conversar com um espírito de uma pessoa falecida em sua casa em Hydesville, Nova York. Esta comunicação assumiu a forma de sons de pancadas misteriosas que responderam às perguntas faladas.

Moses A. Dow, editor da revista Waverley, com o espírito de Mabel Warren.

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Mabel Warren era uma jovem protegido de Moses Dow. Ela enviou sua escrita para ele em 1862, quando aparentemente estava fora do ensino médio. Ele publicou seu trabalho e contratou-a como sua assistente. Mabel morreu após uma breve doença em julho de 1870.

Apenas uma semana após a morte de Mabel, Dow sentiu que sua assistente falecida se comunicava com ele. Em seguida, Dow recebeu mensagens escritas misteriosamente em tinta no papel. Em última análise, o espírito de Mabel dirigiu Dow para o estúdio de Mumler, onde prometeu aparecer com uma coroa de corações de lírios na cabeça.

Segundo o testemunho de Moses A. Dow:

“A foto me apresenta sentado em uma cadeira, com as pernas cruzadas. Minhas mãos estão no meu colo, com os dedos trancados. Mabel fica parcialmente atrás do ombro direito, vestida com um manto branco e bem ajustado. Seu cabelo está penteado de volta, e sua cabeça é cercada por uma grinalda de lírios brancos.

Sua cabeça se inclina para a frente, de modo a colocar o rosto na minha têmpora direita, a partir do qual o meu cabelo. Sua mão direita passa sobre meu braço esquerdo e aperta minha mão.

Sua mão esquerda é vista no meu ombro esquerdo, e entre o polegar e o indicador dessa mão é mantido um rosebud de musgo de abertura, a contrapartida exata daquele que eu coloquei lá enquanto ela estava no caixão, no seu funeral. Sua cabeça cobre parcialmente minha testa, mostrando que minha foto não foi tomada em uma placa previamente preparada”.

Mãe com espírito do seu filho

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Homem não identificado com dois espíritos

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Esta foto de aparição de espíritos, ao contrário dos outros exemplos desta galeria, não parece mostrar uma celebridade ou espiritualista notável. Talvez esse homem seja a mais típica pessoa daqueles que se reuniram para as galerias de Mumler, buscando contato com parentes ou amigos falecidos.

Membros de grupos de comércio fotográfico tentaram condenar Mumler como uma questão de orgulho profissional e serviço público.

Sra Conant e seu irmão, Charles H. Crowell

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Em um anúncio de 1872 que oferece fotos espirituais para venda a trinta centavos cada ou quatro por um dólar, Mumler lista “Por último, mas não menos importante, três fotos muito maravilhosas da Sra. Fannie Conant, a famosa médium do Banner of Light” (um jornal sobre espiritualismo do século XIX).

A Sra. Conant manteve círculos espirituais (sessões), abertas ao público, nos escritórios de Banner of Light:

“Eles são conduzidos através da mediunidade da Sra. Fanny Conant, uma senhora que há vários anos foi influenciada por espíritos de todos os níveis, grau de vida e desenvolvimento da mente. Esses convidados invisíveis se aglomeram na sala do círculo que os editores do Banner of Light, com generosidade nobre e exemplar, abre livre ao público.

E, como a oportunidade o permite, eles derramam, através do organismo fascinado da Sra Conant, o conto de suas vidas terrenas, seus vícios e erros, seus amargos lamentação por vidas terrenas erroneamente, mensagens de amor e consolo para ausentes amigos, avisos, encorajamento e toda descrição de comunicação característica que poderia ser concebida como emanando das condições heterogêneas da existência humana (…)”.

A verdade sobre as fotos de William Mumler morreu com ele. Verdade ou fraude não teremos a resposta concreta. Para ficarmos mais próximos da certeza teríamos que acompanhar o processo das fotos e analisar os relatos das pessoas da época, como o relato do Sr. Dow, acima.

Outras fotos de aparições de espíritos de William H. Mumler

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Veja mais sobre o assunto:

Fontes: The American Museum of Photography

 

 

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
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