Koko: a gorila que sabia a língua dos sinais morre aos 46 anos de idade

Koko: a gorila que sabia a língua dos sinais morre aos 46 anos de idade
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A gorila Koko morreu enquanto dormia na reserva da fundação nas montanhas de Santa Cruz, na Califórnia.

É incrível como nós humanos ainda subestimamos a capacidade dos animais em se comunicar conosco, seja por meio de sinais ou simples demonstrações emocionais.

No século XVII já havia uma discussão bem primitiva sobre o assunto a qual o filósofo francês René Descartes dizia que animais não têm almas, logo não pensam e não sentem dor, sendo assim os maus-tratos não eram errados.

As coisas não mudaram muito, mas graças aos avanços da ciência e (ainda débil) sensibilidade humana diante dos animais, as ideias antigas vem se extinguindo.

Uma gorila conhecida por suas habilidades em linguagem de sinais morreu hoje, dia 21 de junho/2018.

Koko, que nasceu no Zoológico de San Francisco em 1971, tinha 46 anos.

Ela teria sido capaz de se comunicar com humanos usando 1.000 palavras de linguagem de sinais e capaz de entender 2.000 palavras de inglês falado.

A morte da gorila Koko foi anunciada pela Gorilla Foundation, uma fundação criada por uma psicóloga animal

A Gorilla Foundation, fundada pela psicóloga animal Francine Patterson, anunciou a morte de Koko.

Koko havia nascido em 04 de julho de 1971. A gorila ficou famosa não só pela linguagem de sinais, mas pelo que a habilidade aprendida proporcionou a ela, como ser tema de diversos documentários e até de um livro infantil.

Koko além de inteligente também teve a oportunidade de fazer muitos amigos, alguns deles celebridades como Mister Rogers e Robin Williams.

Nesta foto é possível ver Robin Williams abraçando a gorila Koko durante uma visita à casa da Califórnia, em 2001. Segundo contam, Koko ficou chateada quando soube da morte de Williams em 2014.

gorila koko e robin williams

Ela morreu em Woodside, Califórnia, na terça-feira.

A fundação disse em um comunicado: “A fundação continuará honrando o legado de Koko e avançando em projetos em andamento incluindo esforços de conservação na África, o grande santuário de macacos em Maui e uma aplicação em língua de sinais com Koko para o benefício dos gorilas e crianças.’

Ela era muito jovem quando teve que ser permanentemente separada de sua mãe para que ela pudesse ser tratada de uma doença com risco de vida.

Koko aprendeu rápido a língua de sinais, logo conseguiu combinar sinais para pedir coisas.

Quando ela tinha quatro anos, o zoológico exigiu que Koko, como uma das espécies agora criticamente ameaçadas, se reproduzisse. Patterson só poderia mantê-la se encontrasse um parceiro em potencial. Um jovem macho, Michael, foi adquirido em Viena e, depois de se juntar a Koko na Califórnia, também aprendeu a linguagem de sinais.

Aos sete anos, Koko estava na capa da revista National Geographic – ela mesma tirou a foto apontando a câmera para um espelho – depois que Patterson publicou uma pesquisa alegando que ela não só tinha um vocabulário de mais de 300 sinais, mas, mais controversa, ela usava-os para expressar emoções profundas e complexas.

gorila koko na capa da national geographic 2

Patterson teve que suportar a intolerância de alguns de seus colegas, por levantar essa questão, sendo duramente criticado.

Um dos que a ignoraram foi Herbert Terrace, um proeminente cientista comportamental que havia conduzido um experimento similar em linguagem de sinais com um chimpanzé chamado Nim, acreditava que os macacos não estavam se comunicando conscientemente, apenas copiando as instruções de seus professores humanos.

Destemido, Patterson seguiu em frente, levando os dois gorilas para uma nova casa em Woodside, Califórnia.

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Fontes:

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.