A gravidez anembrionária segundo o espiritismo

A gravidez anembrionária segundo o espiritismo

A gravidez anembrionária segundo o espiritismo
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A gravidez anembrionária segundo o Espiritismo – Apontando as causas

A gravidez anembrionária também pode ser chamada de “ovo cego”. Ocorre quando o óvulo é fecundado, ele se desloca para o útero, porém o embrião não dá prosseguimento ao desenvolvimento normal. Portanto, quando a mulher vai fazer uma ultrassonografia no primeiro trimestre de gestação, o saco gestacional aparece vazio.

Na gravidez anaembrionária todos os indícios apontam de que a mulher está indo bem na gestação, pois não ocorrem sintomas que denunciem um possível problema. Dessa forma, gerlamente é pela ultrassonografia que a mulher vem ter a notícia do que está verdadeiramente ocorrendo.

O aborto é considerado espontâneo quando a mulher perde a gravidez antes da 20ª semana de maneira não-provocada. O aborto espontâneo ocorre devido alguma irregularidade que impede que o feto se desenvolva normalmente, mas as causas dessas irregularidades nem sempre são simples de determinar.

As duas situações acima são explicáveis à luz do Espiritismo. Mas nesse artigo do blog falaremos apenas sobre a gravidez anembrionária, caso queira ler sobre os abortos espontâneos, clique no link.

A gravidez anembrionária segundo o espiritismo diz respeito, muitas vezes, sobre um passo para trás que o Espírito pode dar diante da oportunidade de reencarnação.

Muitas vezes, julgando não estar apto para os desafios que lhe espera, acaba voltando atrás na decisão de vir ao mundo.

O motivo para tal vacilação depende de Espírito para Espírito, afinal, cada caso é um caso.

A gravidez anembrionária e o Espiritismo, segundo a codificação espírita

Na obra de Allan Kardec, intitulada de O Livro dos Espíritos, não encontramos nada especificamente sobre a visão espírita da gravidez anembrionária, mas podemos encontrar explicações plausíveis sobre o que pode ocorrer para que o Espírito renuncie a nova experiência.

Na questão 345 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: “É definitiva a união do Espírito com o corpo desde o momento da concepção? Durante esta primeira fase, poderia o Espírito renunciar a habitar o corpo que lhe está destinado?”

Em resposta: “É definitiva a união, no sentido de que outro Espírito não poderia substituir o que está designado para aquele corpo. Mas, como os laços que ao corpo o prendem são ainda muito fracos, facilmente se rompem e podem romper-se por vontade do Espírito, se este recua diante da prova que escolheu. Em tal caso, porém, a criança não vinga.”

Dando sequência ao raciocínio, analisemos a questão 346:

346. Que faz o Espírito, se o corpo que ele escolheu morre antes de se verificar o nascimento?

“Escolhe outro.”

a) – Qual a utilidade dessas mortes prematuras?

“Dão-lhes causa, as mais das vezes, as imperfeições da matéria.”

Segundo o Espírito de Miramez, “se o corpo escolhido não resiste à formação, o Espírito escolhe outro, dentro das diretrizes que lhe compete seguir, para ganhar experiências correspondentes ao seu interesse de evoluir. Isso depende muito de qual a alma que vai tomar o corpo, se é um grande missionário da verdade, tem muitos benfeitores espirituais, além dele próprio, que planificam sua volta à Terra e assistem a todos os pormenores da sua vinda, como foi o caso de Francisco de Assis. Mas, um Espírito comum tem poucos direitos no tocante ao nascimento, e podem acontecer muitos acidentes na sua formação, por lhe faltar merecimento, fruto das conquistas espirituais.”

“No caso do corpo não suportar a vibração da alma destinada a reencarnar, o corpo apresentará certas deficiências, que a medicina oficial chama de defeitos congênitos. A soma dos acontecimentos é lição que o Espíritos recolhe como sendo provas por onde passa.”

Dessa forma, não existe motivo para a mãe se culpar, martirizando-se por uma gravidez que não correu bem. Nem sempre todas as escolhas pertencem a ela e há mais fatores envolvidos no processo de gestação do que supõe a nossa medicina terrena.

Fonte: O Livro dos Espíritos, questões 345 e 346.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
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