Influência dos espíritos em nossos pensamentos e atos

Influência dos espíritos em nossos pensamentos e atos

Influência dos espíritos em nossos pensamentos e atos
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Sofremos influência dos espíritos em nossos pensamentos e atos?

Tudo que está apresentado abaixo foi transcrito de uma entrevista do médium Divaldo Franco ao Programa Transição, discursando sobre a transmissão de pensamento e a influência espiritual de desencarnados em nossos pensamentos e ações:

Divaldo Franco — É curioso notar que Allan Kardec fez exatamente a pergunta: “interfere os espíritos em nossos pensamentos palavras e atos?”

E os espíritos responderam: “mais do que supondes, a ponto de que somos nós que vos conduzimos”.

Numa resposta sintética, poderia dar a ideia de que nós somos marionetes, que os espíritos nos manipulam. Não é exatamente assim!

Em face das nossas vibrações, da nossa conduta, dos nossos pensamentos, atraímos espíritos semelhantes e, então, eles nos influenciam, inspiram-nos seja para o bem, seja para o mal; e em determinados momentos essa influência tornam-se poderosa levando-nos as palavras, conduzindo-nos ao atos.

Em realidade, os espíritos interferem bastante em nossos pensamentos.

De que forma podemos sofrer essa influência dos espíritos em nossos pensamentos?

Divaldo Franco — Através dessa Lei de Afinidade… “dize-me com quem andas e te direi quem és”. Aqui [na Terra], devemos dizer “diz-me quem és que te direi com quem andas; e Face dessa nossa conduta mental, os hábitos tanto de natureza mental como de natureza comportamental atraem espíritos na mesma faixa vibratória.

transmissão de pensamento 2

A influência espiritual e a transmissão de pensamento

Divaldo Franco — Em face disso, há um tipo de telepatia; eles mandam essas vibrações e ondas e nós captamos, aliás, André Luiz, através da mediunidade soberana de Chico Xavier, refere-se esse tipo de “ressonância” como se fosse uma onda projetada e que ressoa na acústica da alma daquele a quem é dirigida.

Lentamente chega a primeira ideia, depois nós começamos a pensar na ideia e, em breve, daquele monólogo estabelecemos um diálogo, o que pode nos levar, quando se trata de espíritos perturbadores, ao transtorno de conduta, a obsessão; e quando se trata de espíritos familiares amigos e espíritos nobres, guias da criatura humana leva-nos aos grandes ideais.

Como diferenciar o que é fruto da influência espiritual do fruto dos nossos próprios pensamentos?

Se é possível a existência da influência dos espíritos em nossos pensamentos e atos, então como poderíamos diferenciar o que é influência de desencarnados e o que não é? Divaldo nos explica:

Divaldo Franco — Se nós estamos tranquilos e começamos a reflexionar, é naturalmente um pensamento do próprio indivíduo. Mas às vezes nós estamos pensando uma coisa e há uma interferência, como quem dispara uma flecha mental e aquilo interfere; é um pensamento perturbador. Outras vezes estamos tomados por uma angústia e de repente vem uma calma e logo uma ideia tranquila.

Allan Kardec abordando a questão, refere-se que muitas vezes em nossos conflitos estamos diante de dúvidas entre uma decisão e não sabemos quando o pensamento é nosso, ou quando ele é inspirado.

Então Kardec sugere que nós oremos e procuremos um estado de paz. E o primeiro pensamento, nós procuremos segui-lo, porque é um pensamento inspirado [por bons espíritos].

Influência dos espíritos em nossa vida — Por que é importante sabermos diferenciar que pensamentos são ou não frutos da influência espiritual?

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Divaldo Franco — Para podermos adquirir a nossa própria identidade, através da nossa autoidentificação. Nós conhecemos o nosso caráter, os nossos valores, as nossas possibilidades; assim poderíamos também administrar essa interferência, não permitindo que os pensamentos perniciosos terminem por nos tornar pessoas amargas, pessoas prevenidas umas contra as outras; em estados depressivos, melancólicos e também do estado de exaltação  ou de uma euforia, que nada tem a ver com nosso estado psicológico transmitida por espíritos frívolos.

Por isso, é muito importante sabermos quando o pensamento é nosso ou quando ele vem de algum ser espiritual.

A influência dos espíritos em nossos pensamentos e vida — Como saber se espíritos bons ou maus estão acessando nossos pensamentos?

Divaldo Franco — Primeiro pela sensação que nos transmite. Allan Kardec chama a lei dos fluidos.

Nós podemos até identificar na voz; apresentar uma tese muito nobre, mas as sensações transmitidas são a nossa realidade.

Quando os espíritos não são bons eles podem até nos apresentar propostas intelectuais, apresentar sugestões ético-morais, mas a sensação que transmitem, portanto, os fluídos, as energias e que caracteriza o estado de superioridade ou inferioridade.

A influência dos espíritos em nossa vida — Culpar os espíritos por nossas más atitudes

Divaldo Franco — Isso é irresponsabilidade porque mesmo que o espírito tenha nos transmitido o pensamento, o que pode ocorrer é que ocorre ele encontrou em nós receptividade, então nós somos responsáveis!

Devemos sempre assumir a responsabilidade dos nossos atos, na nossa conduta verbal e, também, do direcionamento mental.

Já que nós sabemos que eles interferem em nossas vidas, vamos manter uma postura ética, uma conduta saudável, porque desta maneira nós podemos comportar-nos muito bem e quando ocorrer (e é normal que ocorra em algum momento infeliz), assumirmos a responsabilidade de nos desculparmos perante aquele a quem nós houvermos magoado.

Como diminuir ao máximo essa influencia dos espíritos em nossos pensamentos e atos? [dos maus espíritos]

Divaldo Franco — Jesus, numa bela frase diz que as boas e as más palavras procedem do coração; o coração no sentido da emotividade, não era do órgão cardíaco. Se nós nos habituamos a pensamentos saudáveis, mesmo com as nossas preocupações doméstica, sociais e humanas, naturalmente haverá uma ressonância no mundo espiritual.

Se tivermos o hábito salutar de pensar nas coisas boas; boas no sentido de edificantes; aquelas que promovem conteúdo moral, que tem a ver com as leis de Deus, então nós atraímos espíritos superiores.

(…) Quando o espírito mau perturba o indivíduo e a vítima resolve por mudar de conduta, o espírito mau sai e vai.

Não é necessário que sejam pensamentos religiosos, mas pensamentos nobres, dignos; pensamentos que formentem o progresso que colabora em favor da harmonia, que contribui para o bem de si mesmo e o bem do grupo da sociedade.

Transmissão de pensamento e influência espiritual — Como fazem os espíritos para espionar os nossos pensamentos?

Divaldo Franco — Porque a medida que nós pensamos, nós emitimos ondas e essas ondas muitas vezes tem cor.

Curiosamente quando se trata de espírito muito perturbado, ele não tem a capacidade de identificar [as cores], mas ele sente uma atração, como do aço que atrai pedaços de ferro; ele se sente identificado.

Logo ele [o espírito] faz o teste: ele projeta seu pensamento e vê a nossa reação facial, a nossa reação de humor e estabelece, a partir daí, o contato que se torna o intercâmbio que pode levar a estados de desequilíbrio emocional.

Num período difícil de minha vida, que eu ruminava certo ressentimento e dos quais estes ressentimentos eu pude experimentar uma problemática cardiológica. 

Eu usei o espelho para reflexão. Eu me contemplava [frente ao espelho] e procurava, avançado o meu inconsciente profundo e perguntando “porquê, para quê, com que finalidade isso está acontecendo”. E como estava no arquivo do meu inconsciente, à medida que eu me fui abstraindo do problema em si, eu encontrei as causas, os mecanismos, as respostas e libertei-me completamente.

Quando buscamos meios de nos libertar desses pensamentos, recebemos ajuda dos amigos espirituais?

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Divaldo Franco — Sem sombra de dúvidas! Pois o amor que esses espíritos tem por nós é tão grande que toda vez quando nós lhe ensejamos uma oportunidade, eles acerca-nos, nos inspiram-nos e conduzem-nos.

Às vezes, no estado de paz, nós temos um “insight”, essa iluminação é a presença de um espírito bom dando-nos uma ideia, que nós poderíamos aplicar na primeira oportunidade. Então os bons espíritos estão sempre conosco.

É da nossa tradição religiosa o “anjo da guarda”, ele estaria o nosso lado, ou algum familiar muito querido [desencarnado], contribuindo para nossa harmonia, para nossa paz.

A importância da prece diante da influência espiritual e da transmissão de pensamentos negativos

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Divaldo Franco — É uma importância relevante porque é terapêutico!

Se no momento em que vamos escorregando dermos o nosso grito silencioso, falarmos com Deus [as pessoas sempre pensa que orar é simplemente palavras repetitivas e monólogos exaustivos sem a contribuição do coração]…

No entanto, num momento deste nós damos um a divindade: “meu Deus ajude-me!”. E mudamos a paisagem mental, o direcionamento da nossa inspiração; logo aquela neblina que nos perturbava sai do lugar ao sol da paz.

A oração é preventiva. É, portanto, uma terapêutica especial para prevenir males e é também curativa, mesmo quando se instala o processo negativo, a oração contribui maravilhosamente a para o refazimento de forças.

Veja mais:

 

Fonte: Transcrição de entrevista do médium Divaldo Franco, em vídeo, ao Programa Transição. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=1WvsIyPMhHk&t=6s.

Se quiser saber mais sobre o assunto, veja esta palestra sobre transmissão de pensamentoa influencia dos espíritos em nossos pensamentos e nossas ações:

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