Lembranças de vidas passadas e Espiritismo

Lembranças de vidas passadas e Espiritismo

Lembranças de vidas passadas e Espiritismo
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Lembranças de vidas passadas e Espiritismo — É permitido lembrar de vidas passadas?

Esta é uma questão muito comentada dentro do tema da reencarnação. É impossível conseguirmos mensurar a quantidade de vidas pregressas que vivemos, muito mais difícil é lembrar de todas elas.

Podemos, sim, ter alguns flashs durante algumas fases da nossa vida, mas nada tão detalhado. Falamos isso no geral, mas existem, sim, pessoas que lembram alguns detalhes de sua vida(s) anterior(es), inclusive detalhes do momento do desencarne.

Alguns desses flashs ou insights de memória são permitidos que determinada pessoa os tenha, mas que tenha alguma serventia para elas, ou seja que venham a ter algum proveito disso para o bem delas.

No geral as pessoas conseguem acessar um mínimo dessas memórias durante o período de sono, nos sonhos. Acordam, porém, com uma sensação de que já tinham passado por determinada situação anteriormente, sendo válido para solucionar um problema ou questão que há muito demandava atenção.

Uma sensação de inspiração para tal coisa. Exemplo: hoje você pode ter sonhado com flashs de uma vida passada, a qual passou por uma determinada situação. Situação esta, que está passando, também, na vida presente. Tal sonho te inspira a tomar, ou não, alguma decisão semelhante a que havia tomado na vida pregressa.

Lembranças de vidas passadas e Espiritismo — Qual o melhor momento para conhecer as vidas passadas?

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Não há dúvidas que o melhor momento para conhecer as vidas passadas da própria pessoa é após o desencarne do corpo físico, quando o Espírito se encontra com todas as suas faculdades naturais. Porém, de acordo com a literatura Espírita disponível (englobe nisso tanto a codificação quanto obras acessórias), isso não ocorre abruptamente.

Segundo O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 5:

“(…) não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer-se que ele nunca a perde, pois a experiência prova que, encarnado, durante o sono do corpo, ele goza de certa liberdade e tem consciência de seus atos anteriores.

Então, ele sabe por que sofre, e que sofre justamente. A lembrança só se apaga durante a vida exterior de relação. A falta de uma lembrança precisa, que poderia ser-lhe penosa e prejudicial às suas relações sociais, permite-lhe haurir novas forças nesses momentos de emancipação da alma, se ele souber aproveitá-los.”

Trocando em miúdos, queremos dizer que nem sempre dá para saber se são realmente memórias de um passado ou não, mas o que importa é ter a noção de que ela veio no momento “oportuno” para que eu pudesse tomar uma atitude sensata. Querer decifrar tudo o que sonhamos, ou tentar solucionar os nossos “déjà vus” só vai nos deixar cada vez mais neuróticos.

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Segundo o O Livro dos Espíritos, pergunta 392: Por que o Espírito encarnado perde a lembrança do seu passado?

— O homem nem pode nem deve saber tudo; Deus assim o quer na sua sabedoria. Sem o véu que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria ofuscado como aquele que passa sem transição da obscuridade para a luz. Pelo esquecimento do passado, ele é mais ele mesmo.

Comentário de Kardec:Se não temos, durante a vida corpórea, uma lembrança precisa daquilo que fomos, e do que fizemos de bem ou de mal em nossas existências anteriores, temos, entretanto, a sua intuição. E as nossas tendências instintivas são uma reminiscência do nosso passado, as quais a nossa consciência, — que representa o desejo por nós concebido de não mais cometer as mesmas faltas — adverte que devemos resistir.

Lembranças de vidas passadas e Espiritismo — Por que precisamos esquecer?

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Quem ainda está conhecendo a Doutrina Espírita não consegue entender que o fato de não lembrarmos das nossas inúmeras experiências passadas é uma coisa BENÉFICA, pois pensa que, se lembrasse com exatidão os erros do passado, conseguiria evitá-los nessa vida e nas futuras. Triste engano.

Já dizia O Evangelho Segundo o Espiritismo: “Se Deus julgou conveniente lançar o véu sobre o passado, é porque isso devia ser útil”.

A obra citada nos ensina que a lembrança dessas vidas passadas seria de grande inconveniente, pois como diz no texto: “em alguns casos poderia (as lembranças) humilhar-nos ou exaltar o nosso orgulho”, causando uma perturbação inevitável nas relações sociais.

Numa linguagem ainda mais simples, uma pessoa que tivesse o controle de tais memórias poderia mergulhar num poço de culpa e vergonha pelos erros pregressos, ou deixa-la orgulhosa demais por ter feito “isso e aquilo”. Por fim, em ambas situações, isso poderia “subir a cabeça” e ficarem neuróticas, impedindo o livre-arbítrio; limitando ou atrasando a progressão moral do espírito.

Sabendo do fato de que muitas vezes reencarnamos na mesma família, trocando apenas as posições de parentesco, então imagine que todos da família lembrem de vidas pregressas, onde uns foram os humilhados, odiados… Como seria essa família? Digo, como seria a convivência dessa família? Imagine saber que um filho, ainda no útero da mãe, seria a reencarnação de um grande inimigo do passado. Será que haveria tempo oportuno para negociações de reconciliação e paz? Difícil, né? (!)

O texto do Evangelho deixa bem claro:

“(…) esse esquecimento só existe durante a vida corpórea. Voltando à vida espiritual, o Espírito reencontra a lembrança do passado. Trata-se, portanto, apenas de uma interrupção momentânea, como a que temos na própria vida terrena, durante o sono, e que não nos impede de lembrar, no outro dia, o que fizemos na véspera e nos dias anteriores”.

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