Magia Negra – Perigos e consequências do seu uso

Magia Negra – Perigos e consequências do seu uso

Magia Negra – Perigos e consequências do seu uso
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Em um dos livros de Robson Pinheiro, ditado pelo espírito de Ângelo Inácio, o autor nos presenteia com elucidações importantes por assuntos até certo ponto ignorado ou marginalizado pela comunidade espírita, a Magia Negra.

O autor não generaliza todos os espíritas, mas aqueles espíritas com tendências mais ortodoxas, que não aceita ou vê com maus olhos instruções advindas de outras fontes de conhecimento.

Em um certo momento da obra, Ângelo Inácio se depara com instruções no mundo espiritual que nunca tivera enquanto encarnado, pois havia dedicado seus estudos somente à Doutrina Espírita. No plano Espiritual, teve a oportunidade de conhecer amigos espirituais que atuavam em outras linhas de trabalho, a Umbanda.

A partir daí Ângelo se via instigado diante de assuntos, que no seu tempo de encarnado eram vistos como uma espécie de tabu. Mas o espírito João Cobú prontamente lhe respondia:

— Meus filhos, se permitem a intromissão de nêgo-velho, tanto a Umbanda, que é uma religião tipicamente brasileira, produto de influências diversas, quanto os cultos de origem propriamente africana são cultos que trazem elementos mágicos. Termos como feitiço, magia e encanto são comuns à Umbanda e ao candomblé. Contudo, ainda hoje, a grande maioria dos espíritas ignora os mecanismos da magia: tanto a dita magia branca, quanto a magia negra.

— Alguns chegam ao disparate de afirmar, inclusive, que não existe magia negra — completei.

— (…) Você, por exemplo, tocou num assunto complicado, que remete a velhos preconceitos. Pretos-velhos, caboclos e exus; Umbanda, candomblé e África são assuntos afins, que mexem com o ranço de discriminação e preconceito que muitos espíritos trazem profundamente arraigados em seu psiquismo.

— (…) Temas como magia negra, magia teúrgica, Umbanda, Candomblé e muitos outros precisam ser abordados, desmistificados, pois são parte da cultura espiritual do Brasil. Por que tanta relutância em constatar essa realidade? Na verdade, os brasileiros e alguns outros povos do planeta vivem às voltas com tais assuntos, e o povo mais simples necessita de esclarecimento o mais breve possível.

— E qual é sua opinião a respeito da magia negra, Pai João, temida por tanta gente?

— Sabe, meus filhos, nego-velho pensa que a feitiçaria e a magia acabam representando males menores, se comparadas ao feitiço das guerras, das bombas e outras artimanhas do gênio humano, que devasta a cada dia nosso planeta. Acredito mesmo que os cientistas atuais ou, ao menos, os espíritas que se acham cientistas já passaram da hora de investigar os mecanismos da magia, tão conhecidos dos magos e feiticeiros, seus colegas ancestrais.

— É importante lembrarmos, meus filhos, que feitiço ou magia não abrange somente o preparo de objetos ou condensadores energéticos por parte dos especialistas, magos e feiticeiros. Hoje, estudamos também, como símbolo e subproduto da magia, os poderes mentais mal conduzidos, as manipulações químicas da indústria do aborto e as armas letais, que inteligências invulgares se dedicam a elaborar, destruindo milhares e milhares de vidas a partir de seus laboratórios. Além desses exemplos, também movimentam poderes ocultos perniciosos o falatório inútil, as brigas e disputas entre irmãos de fé, que se tornam inimigos íntimos a troco de tão pouco. Todos esses elementos materializam cotas de energias mórbidas e destrutivas, que se agregam às auras dos irmãos encarnados e são ou serão absorvidas por seus organismos. Tudo isso é magia, é feitiço, é encanto.

— E os chamados despachos, que muitas vezes são vistos nas ruas? Estão vinculados à magia?

— Esses despachos e ebós, meus filhos, funcionam como condensadores de energia de baixíssima vibração. Representam a energia materializada, condensada ou coagulada. Ao entrar em contato vibratório com a aura da pessoa visada, esses condensadores descarregam sobre ela toda a cota de energia mórbida armazenada, causando prejuízo para o ser a que se destina. O feiticeiro ou mago negro encarnado utiliza geralmente uma fotografia, um objeto qualquer pertencente à vitima ou, caso tenha um poder maior de concentração mental, apenas visualiza sua vítima. Catalisa, nesses artefatos envolvidos no processo mágico, toda a sua energia e vibração. Os ebós e despachos  são elementos mágicos, que têm a função de orientar vibratoriamente as entidades malfeitoras do astral. São os chamados endereços vibratórios.

— Mas esses enfeitiçamentos têm o poder de atingir suas vítimas, prejudicá-las realmente, chegando até mesmo a matar?

— Com certeza, meus filhos — esclareceu Pai João. — Quando a pessoa a quem o encanto se destina encontra-se em situação mental aflitiva, deprimida ou sob qualquer tipo de viciação mental e emocional, é o bastante para que ofereça campo propício para a energia desencadeada pelo feitiço. O mago, seja encarnado ou desencarnado, projeta diretamente sobre o fluxo de elétrons dos objetos que manipula toda a carga mórbida: mental, emocional ou astral. Sob intenso campo de rebaixamento vibratório, despeja esse quantum energético sobre a vítima, liberando sobre ela todo o conteúdo mórbido. Convertida então em endereço vibratório, a vítima é atingida de forma certeira, como um raio.

— Qual é o resultado em quem sofre essa operação?

— Os resultados são diversos — Pai João era assertivo. — Algumas ocasiões, são estados de enfermidade cuja gênese não é encontrada pela ciência médica, com seus métodos convencionais. Noutras, são processos enfermiços do psiquismo, que não encontram solução através da psicologia nem da psiquiatria. Podem se expressar, ainda, no aparecimento de objetos materializados no sistema nervoso da vítima, estruturados em matéria astral, que passam a influir no funcionamento de sua mente e seu corpo. Caso o indivíduo esteja sintonizado com um processo de culpa qualquer, o dano será mais intenso, pois que o fluido mórbido transposto para sua aura afetará também a periferia do corpo físico, e não somente o campo mental ou psíquico.

— Então essa questão de magia negra é mesmo muito presente e atuante nas vidas de nossos irmãos, pois são numerosos os que enfrentam problemas assim, como você descreve, sem solução aparente, segundo o ponto de vista dos encarnados?

— Não podemos generalizar, Ângelo. Muita gente também sofre de auto-enfeitiçamento. São vítimas de si mesmos. É o processo de auto-obsessão, tão falado nos meios espíritas, meu filho. Há indivíduos que se fecham num círculo mental pernicioso ou entram num circuito fechado de emoções desequilibradas, acabando por instalar em si mesmos, em sua aura e seu corpo, os venenos mentais e emocionais criados.

— Quanto aos magos e feiticeiros, o que se pode entender a seu respeito?

Desta vez foi Vovó Catarina que, pedindo a palavra a Pai João, nos esclareceu:

— (…) Os chamados magos negros ou feiticeiros modernos são criaturas que se especializaram na transmutação e inversão de energias condensadas, utilizando-as de forma violenta, mas sempre de acordo com as leis da natureza, descobertas pela física dos homens. Eles apenas invertem a polaridade dos campos energéticos e, a seguir, levam o quantum de energia densa e mórbida ao seu endereço, ou seja, diretamente a suas vítimas.

Era muito interessante ver a preta-velha falando de mecânica quântica. Ela prosseguia:

— É claro que, para a magia negra funcionar, tem de haver a cooperação de entidades desencarnadas, que estruturam no plano astral um duplo, uma duplicata dos objetos. É na réplica astral dos artefatos utilizados pelo mago negro ou feiticeiro que reside todo o conteúdo magnético mobilizado, e é nela que se dá a inversão da polaridade eletrônica, com eficácia para os fins sombrios a que se propõe.

— Sendo assim, depreende-se que a chamada antigoécia ou desmanche de magia negra deveria visar as duplicatas astrais desses objetos; é isso?

— Exatamente — interferiu Pai João. — Essa é a razão pela qual, nas reuniões espíritas em que se utilizam as técnicas de apometria, o operador ou apometra procede à queima desses objetos do astral após o desmanche do trabalho (…) Perceba que a doutrinação pura e simples do espírito responsável pelo empreendimento da magia negra não tem como solucionar a questão. Em geral, eles nem se mostram permeáveis à doutrinação convencional e não são demovidos facilmente de seus intentos. É preciso, portanto, desdobrar os médiuns e trazer ao ambiente da reunião mediúnica os elementos e objetos utilizados no astral, que são as matrizes energéticas, e queimá-las, destruindo e revertendo a polaridade magnética dos ditos encantos. Só assim se poderá quebrar o feitiço ou desativar a magia. Enquanto isso, deve-se proceder ao tratamento das entidades envolvidas, sempre acompanhado da mudança radical de conduta e das atitudes do alvo ou vítima.

— Muitos magos negros desencarnados são especialistas e profundos conhecedores das leis de transmutação de matéria em energia, leis da polaridade, do ritmo e do mentalismo. Embora, na atualidade, os modernos operadores de feitiçaria se utilizem de outros termos, como ondas, magnetismo, átomos, frequência e spins, próprios da ciência contemporânea, manipulam forças e energias idênticas, subjugados por entidades satânicas, com objetivos espúrios. Médiuns imprevidentes colocam-se em contato com tais entidades e terminam sob o comando delas, que são experientes no domínio de consciências. Perversas ao extremo, elas manipulam quem lhes serve de instrumento dando-lhes, justamente, a ilusão de que permanecem senhores de si. A verdade, que se torna patente ao médium doente quando de seu desencarne, é dramática e de graves consequências.

Saiba mais sobre o mundo espiritual e como funciona adquirindo o livro Aruanda, pelo médium Robson Pinheiro. Você descobrirá porque as figuras do negro e do indígena – pretos-velhos e caboclos –, tão presentes na história brasileira, incitam controvérsia no meio espírita e espiritualista. Aprenda também sobre elementos da espiritualidade que até hoje são muito pouco abordados no Espiritismo.

Capa do livro Aruanda Robson Pinheiro

Fonte:  Aruanda. Robson Pinheiro, ditado pelo espírito de Ângelo Inácio. Casa dos Espíritos Editora, 2004.

 

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