Morrer é doloroso?

Morrer é doloroso?

Morrer é doloroso?
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Falar em morte é uma coisa que dá um coceira no juízo, não é verdade? (!)

Pois é… a morte é um assunto tão simples e complexo ao mesmo tempo, que no nosso cotidiano ela é praticamente classificada como um tabu. Falar em morte, ainda para os antigos, é uma forma de agouro; “falar em morte atrai a morte”, assim como mais ou menos diziam nossos avós. Para os antigos, a morte era um processo cheio de mistérios dos mais cabulosos possíveis.

Mas graças a Deus e Allan Kardec, hoje sabemos que a morte não é esse bicho de sete cabeças. Os estudos deste grande pesquisador, que trabalhou arduamente interrogando a espiritualidade, desmistificou toda a fantasia que existia em cima da morte, remontando seu sentido mais natural, afinal, a morte é um processo natural. E partindo além da natureza materialista, a morte é o retorno para a nossa pátria verdadeira, ou seja, o plano espiritual.

– Ok! Tudo bem, sendo a morte uma coisa natural e já muito bem entendida… Me diga. Ela dói? É indolor? Devo ter medo da morte?

Frente a esta dúvida que assombra vossas cabeças, o caro pesquisador também indagou os espíritos de luz sobre este processo, que afirmaram, na questão 154 do O Livro dos Espíritos:

“Não; o corpo quase sempre sofre mais durante a vida do que no momento da morte; a alma nenhuma parte toma nisso. Os sofrimentos que algumas vezes se experimentam no instante da morte são um gozo para o Espírito, que vê chegar o termo do seu exílio.”

Simplificando mais ainda (se bem que já é bem claro), a separação entre o corpo e o espírito não é dolorosa, pois o espírito sente o corpo como uma prisão e, ao sentir que esta é a oportunidade principal de libertação, alegra-se imensamente. O autor ainda completa que a morte por causas naturais, aquela que ocorre a falência dos órgãos, é praticamente imperceptível para aquele está de partida, comparando uma lâmpada que desliga por falta de alimentação de energia.

Na pergunta 156 os espíritos esclarecem algo que muito nos assombra, que é a agonia que alguns sentem no pré-morte:

156. A separação definitiva da alma e do corpo pode ocorrer antes da cessação completa da vida orgânica?

RESPOSTA: “Na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais há que a vida orgânica. O homem já não tem consciência de si mesmo; entretanto, ainda lhe resta um sopro de vida orgânica. O corpo é a máquina que o coração põe em movimento. Existe, enquanto o coração faz circular nas veias o sangue, para o que não necessita da alma.”

Interessante demais, não é mesmo? Por isso caro leitor, aconselho a ficar um pouco mais tranquilo quanto a este tema e, ao invés de agir com perplexidade diante diante de uma indagação referente a isso devemos responder com tranquilidade e sabedoria.

– Mas e quando o espírito sobre nas regiões umbralinas?

Bem, aí já é outro assunto, digno de um outro artigo, pois aí já não tratamos mais do processo de desencarne, mas sim, do processo de vida espiritual que somente os que contraíram débitos deverão passar.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.

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