Notícia falsa no Whatsapp sobre traficantes de crianças causa mortes e linchamentos na Índia

Notícia falsa no Whatsapp sobre traficantes de crianças causa mortes e linchamentos na Índia

Notícia falsa no Whatsapp sobre traficantes de crianças causa mortes e linchamentos na Índia
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A polícia da Índia está preocupada e alertou a população que evite espalhar os boatos do Whatsapp, que supostamente informariam sobre possíveis traficantes de crianças.

Segundo o G1, tais boatos de Whatsapp somado a este já teriam causado mais de 20 mortes e vários feridos.

A notícia falsa que circula no Whatsapp diz que cerca de 300 traficantes de crianças estariam praticando sequestros em Gujarat, um Estado da Índia, em que foram notificados cerca de 5 casos de agressão.

A polícia indiana pede que “Não se deixem levar pelas mensagens falsas, ou pelos boatos nas redes sociais, e não ataquem ninguém com base em suspeitas”.

Segundo o site CartaCapital;  o boato do tráfico de crianças fez com que 100 moradores (isso mesmo 100 pessoas!) da cidade de Ahemdabad atacassem uma mendiga identificada como Shantadevi Nath, e outras três mulheres, acusando-as de serem membros dos grupos de traficantes descritos nas mensagens.

As outras três mulheres não sofreram ferimentos graves, mas Shantadevi Nath não resistiu e morreu.

Em Rajkot, outra cidade do estado, seis pessoas ficaram feridas e, em Surat, foram registradas outras duas agressões.

Jency Jacob, da organização indiana de verificação de dados BOOM, falou algo que pode ser levado em consideração se relacionarmos a atitude de justiça com as próprias mãos e o uso das tecnologias.

Segundo ele, a população não confia nos políticos, nem no sistema judiciário. Então, quando aumentam os boatos sobre sequestros de crianças, provocam linchamentos na Índia.

fake news no whatsapp 2

O Brasil tem uma situação bem parecida, mas não só envolve diretamente sequestros de crianças, mas qualquer tipo de crime, que viralizam nas redes sociais, virando caso de justiça com as próprias mãos.

Um exemplo brasileiro de casos como este foi noticiado pelo Extra, em 2017. O incidente aconteceu em Araruama, Região do Lagos, um homem e uma mulher foram alvos de um boato de que estariam sequestrando crianças.

A informação falsa viralizou em grupos de Whatsapp. Fotos de Luiz Aurélio de Paula e Pamela Martins circularam desde cedo, além de imagens com a placa do carro em que estavam. Um áudio acusando os dois também foi divulgado.

“Tentaram roubar uma criança aqui na porta do Tinoco, um Escort branco, antigo. Um coroa já de idade e uma mulher já mais nova tentaram roubar uma criança aqui”, dizia um dos áudios. Os moradores de Araruama avistaram o carro em frente a um mercado do bairro iniciando o ataque.

O mal entendido fez com que Luiz fosse acertado com uma pedrada na cabeça e Pamela Martins sofreu escoriações no rosto, braços e pernas.

“Tinha umas mil pessoas do lado de fora falando que iam me matar por causa dessa porcaria desse WhatsApp, que está incriminando e matando as pessoas sem culpa. Eu estou morto de vergonha da minha esposa e da minha família por estar passando por uma situação dessas.

Nem um cachorro, nem os piores bandidos do mundo merecem passar pelo que estou passando hoje”, disse emocionado.

Como identificar e evitar espalhar as notícias falsas nas redes sociais?

So site R7 dá algumas dicas muito simples:

1 “veículos de comunicação e jornalistas conhecidos costumam ser citados como fontes dessas informações. Verifique se a notícia foi realmente publicada e confira quem escreveu o texto”;

2 “Acesse o Google para fazer uma busca pelo título ou por um trecho do conteúdo para encontrar o texto exato ou a mesma informação em outros sites confiáveis. Se nada for encontrado, desconfie”;

3 “Suspeite quando a informação for “exclusiva” ou “urgente”. A ideia é dar a sensação que só você recebeu aquela informação e deve compartilhar com os seus contatos”;

4 “As notícias falsas podem ter erros ortográficos ou de informação. Confira a grafia das palavras e fique atento aos nomes das pessoas e de lugares”;

5 “Só compartilhe conteúdos de veículos e profissionais que você confie e conheça”.

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