O carnaval na visão espirita — Segundo a opinião de Divaldo Franco

O carnaval na visão espirita — Segundo a opinião de Divaldo Franco

O carnaval na visão espirita — Segundo a opinião de Divaldo Franco
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Segue abaixo a entrevista na qual Divaldo Franco fala sobre a visão espírita do Carnaval. Dividiremos o texto da entrevista em tópicos para melhor didática do assunto.

No primeiro momento trataremos do detalhamento da história dos carnavais europeus, até sua chegada nas terras brasileiras; posteriormente o comunicador fala sobre a mudança nos hábitos carnavalescos e a deturpação desde sua origem, assim comentando sobre a visão espírita das festas carnavalescas. Por fim, o apresentador nos presenteia com esclarecimentos sobre a conduta espírita diante dos carnavais.

A entrevista se deu no Programa Transição e foi compilada abaixo:

Entrevistador — Para Nossa Alegria, mais uma vez conosco, Divaldo Franco. Como vai Divaldo?

Divaldo — Bem, graças a Deus!

Entrevistador — Divaldo, estamos em pleno carnaval. Então, nossos amigos e casa pediram que você abordasse a visão espírita do Carnaval.

Divaldo — A criatura humana tem necessidade de espairecer. Allan Kardec com muita propriedade Quando estudou as leis morais, estabeleceu a lei do trabalho, mas também a lei do descanso. Naturalmente o indivíduo necessita espairecer para renovar as suas células. A alegria, o repouso, fazem parte desse processo de equilíbrio do nosso estado psicológico. A nossa Harmonia emocional depende também do equilíbrio das forças entre as ações que desenvolvemos e o repouso que se nos faz necessário.

O carnaval na visão espirita — Divaldo comenta sobre o processo histórico do Carnaval

carnaval visao espirita 2

Divaldo — As saturnais (na Grécia) era uma semana dedicada ao solstítico de inverno, o dia mais curto do inverno europeu, 25 de dezembro. Era também chamada a festa dos escravos, dedicadas ao Deus Saturno e a outros Deuses, havia variações. As pessoas olvidavam tudo aquilo que constitui o equilíbrio para poder se entregar ao prazer.

Era o momento hedonista, (…) do gozo, da beleza da insensatez. Durante os dias, os escravos eram livres, mas também os senhores. E havia uma promiscuidade tão tremenda, que os cristãos, na primeira fase que a doutrina foi colocada ao lado do império, procuraram mudar colocando a data do Natal aí.

Mas logo depois essas festas irão aparecer em Veneza nos célebres bailes de máscaras em que as pessoas utilizando-se de pequeninas máscaras procuravam ocultar a identidade para poder entregar às paixões. Daí surgem as figuras mitológicas dos Casanovas, dos Don Juan’s, dos conquistadores de baratos e daqueles que assaltavam as humildes donzelas, que se entregavam com muita facilidade.

Então nasce em um vérbete latino, a seguinte frase: “carne nada vale”. Então se colocou isso antes da semana da páscoa, antes da célebre quarta-feira de cinzas, que é uma herança judaica. 

Então essa tradição vai encontrar agora, no carnaval, em que a carne nada vale, o deixa desbordar o total das paixões. E o que acontece no dia seguinte: a pessoa arrependida, ou fingia-se arrependida, e com as cinzas depurava-se.

O carnaval ganhou rumo e se transferiu para Riviera Francesa e, ali na Riviera francesa passou a ter emoções muito mais graves, já que era período em que a carne nada valia, tudo era válido em nome do prazer. Para ao novo mundo o carnaval veio com a herança portuguesa e espanhola e, na América Latina, particularmente, com a chegada dos nossos irmãos da África. Graças aos instrumentos surdos, a sensualidade do batuque, o ritmo que leva ao transe, o prazer das sensações transcendentais e, de imediato, os portugueses trouxeram para nós o entrudo de lamentável memoria graças a imundície, que lentamente se transformando no “carne nada vale”, no carnaval.

O carnaval na visão espirita — A promiscuidade é que é perturbadora, não o espetáculo

Divaldo — (…) o carnaval tornou-se uma tragédia do cotidiano. Eu psicografei um livro, faz 25 anos aproximadamente, que se intitula Nas Fronteiras da Loucura e que estuda profundamente o Carnaval no Rio de Janeiro por volta do ano de 1968, quando as entidades venerandas lideradas por Dr. Adolfo Bezerra de Menezes realizam um socorro às vitimas do Carnaval; às vítimas espirituais; às entidades sanguissedentas, apaixonadas, perturbadas que se utilizam das criaturas para exaurí-las, para que elas desfrutem ao máximo até a exaustão, quando se contaminam, não somente hoje, da perigosa AIDS, mas como em todo tempo da sífilis das enfermidades infecto-contagiosas transmitidas sexualmente.

O desfile das escolas de samba são um espetáculo monumental de arte, de beleza, de magia, de cultura e, principalmente, da história em que grandes artistas populares revelam-se em trabalhos de artesanato dignos de um Michelangelo, das músicas de grandes compositores populares.

Mas isso é o espetáculo… a promiscuidade é que é perturbadora. A intenção de criminar, destruir, de poluir as pessoas. O número de assaltos, de violências, de estupros, de agressividades naquela multidão que segue os cordões dos trios elétricos. (…) e o indivíduo compromete-se, ao invés de ser uma festa que renove as energias que prepara o indivíduo para poder enfrentar mais os anos da sua atividade aqueles que buscam a ardência do Carnaval.

O Carnaval tornou-se uma manifestação “thanatos” (o Deus da Morte, na mitologia Grega), uma manifestação de morte por que logo que ele passa fica aquela ilusão carnavalesca em que as pessoas transformam os outros dias num permanente Carnaval, como se a vida fosse constituída apenas de prazer.

E quando vem os efeitos danosos: a gravidez não desejada por descuido do anticonceptivo, ou por descuido da camisinha; quando vem as doenças degenerativas; quando vem o abandono, porque aquela ilusão passa. Quando vem o despertar da consciência: o arrependimento; o transtorno emocional; as obsessões dos espíritos que se utilizaram daqueles dias de insensatez para poder perturbar o equilíbrio psicofísico das vítimas.

O carnaval na visão espirita — A conduta espírita diante das festas carnavalescas

carnaval segundo o espiritismo

Então, carne nada vale, sim; mas o Espírito é o comandante!

É necessário que valorizemos a carne, que é o Receptáculo Divino onde realizamos a nossa reencarnação para o processo da nossa evolução, então, nos próximos dias do carnaval, que fazer? Para os espíritas temos algumas soluções que podemos oferecer: utilize-se dos dias do Carnaval para uma boa leitura, para visitas aos doentes, para a convivência com a família, para a reestruturação de planos e projetos, para estudos, para a paz, para a meditação.

Se tem uma convicção religiosa, siga! Vá fazer o seu retiro católico; vá fazer o seu estudo bíblico; vá fazer o seu encontro espírita.

Naturalmente que nós poderíamos utilizar nos do carnaval para festas; podemos ir a bailes. É lógico! Não é o carnaval em si; (o problema) é o comportamento do indivíduo no carnaval… porque muitas vezes o indivíduo pode estar atormentado pelos conflitos do sexo, pelos tormentos do seu próprio comportamento.

Podemos ir para as galerias para ver as escolas de samba desfilar; temos nós aquele que nos agrada, a escola que nos toca, (…) isso faz parte da vida, isso nos ajuda a vibrar. É a nossa conduta mental e moral, a maneira como nos utilizamos dos dias de prazer e licenças para nos entregarmos a hediondez e depois recuperarmos a máscara da hipocrisia puritana. Isso sim, que é condenável.

A entrevista continua, mas até aqui  Divaldo já nos esclarece de maneira suficiente a visão espírita do Carnaval. Se desejar assistir a entrevista na íntegra, veja o vídeo abaixo:

Veja mais:

Fonte: Transcrição da entrevista do médium e orador espírita Divaldo Franco ao Programa Transição.

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