O casamento segundo o Espiritismo

O casamento segundo o Espiritismo
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O casamento segundo o Espiritismo — O benefício do casamento para a humanidade atual

O casamento, segundo o Espiritismo se faz necessário, pois é imprescindível para a evolução moral dos nossos espíritos, assim como para os avanços da vida em sociedade.

É através do casamento que podemos resgatar dívidas com um passado, mas também ajudar outros espíritos nesse resgate. É o enlace das almas pelo amor. Segundo o O Evangelho Segundo o Espiritismo, o casamento também tem a utilidade da “união dos sexos para operar a renovação dos seres que morrem”.

Porém nessa postagem do nosso blog, trataremos da palavra casamento com o sentido de Instituição, mas não como uma simples lei dos homens.

É justamente assim que o Espiritismo entende o casamento, como uma Instituição. Para que possamos abrir mais ainda nossas mentes frente a este tema, citaremos as questões 695 e 696 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec:

  1. Será contrário à lei da Natureza o casamento, isto é, a união permanente de dois seres?

“É um progresso na marcha da Humanidade. ”

  1. Que efeito teria sobre a sociedade humana a abolição do casamento?

“Seria uma regressão à vida dos animais.”

A união livre e fortuita dos sexos é o estado de natureza. O casamento constitui um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas, porque estabelece a solidariedade fraterna e se observa entre todos os povos, se bem que em condições diversas. A abolição do casamento seria, pois, o retorno à infância da Humanidade, e colocaria o homem abaixo mesmo de certos animais, que lhe dão o exemplo de uniões constantes.

O casamento segundo o Espiritismo — O casamento necessita ou não de cerimônia religiosa?

casamento e espiritismo 2

Falar de casamento e Espiritismo para pessoas que não convivem no meio espírita chega a ser angustiante, pois muitos de nossos irmãos ainda possuem a opinião de que é imprescindível a presença de sacerdotes e de templos para legitimar uma união.

No tocante às cerimônias religiosas, cheias de glamour ou mesmo das mais simples, no Espiritismo não se faz necessárias. Isso mesmo! Não se necessita de cerimônias de casamento na Doutrina Espírita.

Em alguns centros espíritas por aí pode existir, sim, mas como já disse, as cerimônias não configuram uma necessidade.

Na Codificação da Doutrina Espírita, não há nenhuma referência a qualquer cerimônia ou ritual, tais como casamentos, batizados, etc.

Dessa forma, falar sobre casamento e Espiritismo não inclui necessariamente um sacerdote para declarar que os noivos estão, enfim, casados. Já que nós somos filhos diretos de Deus e, como tal, não precisamos de nenhum intermediário (padre, pastor, bispo etc), para entrarmos em contato com Ele.

O casamento segundo o Espiritismo — Quem legitima a autenticidade do casamento no Espiritismo?

casamento no espiritismo 2

Para pensar sobre casamento e Espiritismo é necessário refletir que Deus abençoa e auxilia a todos, e a todos os casamentos, com ou sem cerimônia. Sendo assim, o ritual do casamento nem engrandece nem desmerece a legitimidade da Instituição aos olhos de Deus.

O casamento no Espiritismo não se utiliza de ritual, mas isso não quer dizer que é proibido ou mau. Ele é apenas desnecessário.

Isso nos faz chegar a conclusão que, quem legitima um casamento é o próprio Criador, Deus!

Somente Deus pode enxergar a legitimidade do sentimento que existe ali. Quantos são os que se lançam num laço matrimonial onde só existe interesses materiais, a atração dos corpos físicos. São relações que chegam ao fim muito rápido, pois nunca houve uma união de amor.

O casamento no Espiritismo tem um significado profundo, sendo assim, tudo que é exterior terá menor importância. Quando for casar, pensando na questão espiritual, o verdadeiro Espírita buscará livros, a opinião dos mais velhos, de psicólogos e não correrá atrás de vestido, terno, flores, carro, alianças, jura, e todo o aparato exterior que não contribui com o interior.

O casamento segundo o Espiritismo — A mulher e o casamento

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Para retratar o casamento no Espiritismo e a figura da mulher no laço matrimonial, faz-se valer um trecho da Revista Espírita de 1865:

No casamento, elas (as mulheres) preveem a família; chamam com todos os votos o filho bem amado, o bem-vindo, não para abandoná-lo e atirá-lo aos cuidados interesseiros, mas para sacrificar-lhe suas vidas inteiras. O recém-nascido é o centro de tudo; para ele, o primeiro pensamento; para ele, as carícias e as preces ardentes, as noites sem sono, os dias muito curtos, nos quais se preparam os mil e um detalhes que serão o bem-estar do novo encarnado.

A criança é o estudo, é o amor sob suas mil formas. O esposo torna-se amável; ele esquece o rude labor do dia ou as distrações mundanas, para amparar os primeiros passos da criança e dar uma forma às suas primeiras sílabas. Respeito, pois, essas exceções exemplares que sabem desafiar a tentação e fugir dos prazeres para se devotarem e viver como mães divinamente inteligentes.

Veja mais:

Fontes:

  • Revista Espírita 1865;
  • O Livro dos Espíritos;
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo.

 

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.