O sofrimento antes da morte e o Espiritismo – Por Chico Xavier e André Luiz

O sofrimento antes da morte e o Espiritismo – Por Chico Xavier e André Luiz

O sofrimento antes da morte e o Espiritismo – Por Chico Xavier e André Luiz
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O sofrimento antes da morte do corpo e o desejo de abreviar a agonia

Todos nós testemunhamos, pelo menos nos filmes, as cenas de uma morte agonizante, que desejamos que pudessem ser interrompidas pelo pobre que passou por horríveis últimos minutos na Terra. Mas nos é dito, este é o curso errado absoluto a tomar. Os últimos minutos são importantes e não devem ser reduzidos.

No livro Sexo e Destino, do Espírito André Luiz, e psicografado por Francisco C. Xavier, há um enredo sobre duas famílias e suas complicadas relações entre elas e os espíritos desencarnados. Há uma cena em que uma jovem que, no desespero de um mau amor, correu no trânsito e ficou gravemente ferida. Ela estava morrendo lentamente em uma cama de hospital.

O sofrimento antes da morte do corpo e a eutanásia

A partir desse episódio poderíamos pensar… “Será que não é muito melhor para a pessoa que está sofrendo, que sua dor seja logo apagada, induzindo-a ao desencarne?”

Será que não é muito melhor abreviar o sofrimento daqueles que sofrem já por longos períodos nas camas dos hospitais, que tem suas vidas dependendo de máquinas?

Qual seria a utilidade desta pessoa para si mesma e para os outros?

Por que a espiritualidade maior não vê com bons olhos o abreviamento do sofrimento antes da morte através da eutanásia?

Por que Deus não aprova a eutanásia?

Nas palavras psicografadas por Chico Xavier em sua obra, podemos ter uma ideia melhor do por quê que Deus e a espiritualidade maior não considera a eutanásia um ato justo:

“Felizes da Terra! Quando passardes ao pé dos leitos de quantos atravessam prolongada agonia, afastai do pensamento a idéia de lhes acelerardes a morte!…

Ladeando esses corpos amarrotados e por trás dessas bocas mudas, benfeitores do plano espiritual articulam providências, executam encargos nobilitantes, pronunciam orações ou estendem braços amigos!

Ignorais, por agora, o valor de alguns minutos de reconsideração para o viajor que aspira a examinar os caminhos percorridos, antes do regresso ao aconchego do lar.

Se não vos sentis capacitados a oferecer-lhes uma frase de consolação ou o socorro de uma prece, afastai-vos e deixai-os em paz!… As lágrimas que derramam são pérolas de esperança com que as luzes de outras auroras lhes rociam a face!…

Esses gemidos que se arrastam do peito aos lábios, semelhando soluços encarcerados no coração, quase sempre traduzem cânticos de alegria, à frente da imortalidade que lhes fulgura do Além!

Companheiros do mundo, que ainda trazeis a visão limitada aos arcabouços da carne, por amor aos vossos sentimentos mais caros, dai consolo e silêncio, simpatia e veneração aos que se abeiram do túmulo! Eles não são as múmias torturadas que os vossos olhos contemplam, destinadas à lousa que a poeira carcome…

São filhos do Céu, preparando o retorno à Pátria, prestes a transpor o rio da Verdade, a cujas margens, um dia, também vós chegareis!”

Esta é uma mensagem muito explícita do mundo espiritual, que devemos analisar e levar a sério.

No entanto, um tema recorrente em seus livros é a quantidade de trabalho que o mundo espiritual faz por nós, não apenas em nossa vida diária, mas o cuidado extra durante nossos últimos dias.

André Luiz enfatiza nossa obrigação, durante estes tempos, se estivermos presentes, para pensar claramente, pensamentos positivos, não morram de erros passados pela pessoa necessitada e orem silenciosamente pela transição de pessoas para os planos elevados da espiritualidade.

Ver mais:

Fonte: Texto original com modificações: Death Bed Agony – It may not be what it seems. Brian Foster. Disponível em: https://nwspiritism.com.

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