Personal Shopper: um filme que aborda a mediunidade

Personal Shopper: um filme que aborda a mediunidade

Personal Shopper: um filme que aborda a mediunidade
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Olha só pessoal! Este filme recente, de 2016, que aborda aquele clássico de “ver espíritos”, mas sem ser terror. Tem uma pegada até meio espírita, mas tenho logo que dizer para você não pensar errado:

– Não é um filme Espírita! Ele só tem uma “pegada”, entendeu?

Segue a sinopse do filme para você ter a ideia do que ocorre:Resultado de imagem para personal shopper filme

“Maureen (Kristen Stewart) é uma jovem americana que mora em Paris e trabalha como “personal shopper” para uma celebridade local. Ela também tem uma capacidade especial para se comunicar com o mundo dos mortos. A moça dividia esse dom com seu irmão, recém-falecido, que parece estar querendo enviar uma mensagem para o mundo dos vivos”.

Eu estava passeando na net, afim de encontrar opiniões sobre o filme, daí acabei me deparando com uma postagem do Bolg Cinema com Rapadura, deixando uma opinião não muito animadora sobre o longa.

Na trama, acompanhamos a jovem Maureen (Stewart), que trabalha como compradora pessoal de uma fútil personalidade da moda para se sustentar, enquanto tenta usar suas habilidades mediúnicas para se comunicar com seu recém falecido irmão. De repente, Maureen se vê perseguida através de mensagens de texto em seu celular por um estranho, que pode ou não ser deste mundo”.

Tentando criar um thriller sobrenatural e um tratado sobre a futilidade do mundo da moda, Assayas (o diretor do filme) acaba com uma história frágil, que não consegue ser nenhuma das duas coisas direito. Os dois lados do roteiro, ao invés de apoiarem um ao outro, acabam se sabotando. Não existe uma homogeneidade no texto e, não raro, parece que temos filmes completamente diferentes lutando por espaço na mesma tela, o que se reflete na própria protagonista.

A Maureen de Stewart é uma mulher que se vê deslocada do ambiente no qual se encontra, buscando por algo significativo e imaterial em meio ao oceano de materialismo no qual ela se vê jogada. A forma com que a atriz retrata este arco é, de longe, a melhor coisa do filme. Infelizmente, o modo como Assayas conduz a jornada da jovem é extremamente trôpego e, para completar, o cineasta ainda deixa a história se prolongar além do devido necessário, entregando ainda um epílogo desnecessário para um filme que não soube explorar sua ótima protagonista

Claramente o autor do blog citado acima sentiu que o filme não explorou tanto a pegada do sobrenatural, mesmo assim, eu acho até que o filme pode valer o tempo investido, devido ao fato de abordarem a futilidade em contraste com as coisas realmente importantes. Portanto, se você tem interesse em assistir, faça isso e comente o que achou!

Obviamente a gente deve ter um cuidado no julgamento, caso formos ver pela ótica técnica do Espiritismo, pois como já falei, não é um filme com intenção religiosa ou doutrinária. Dessa forma, temos que ponderar certos exageros do longa metragem.

 

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