O Poder do pensamento no Espiritismo

O Poder do pensamento no Espiritismo

O Poder do pensamento no Espiritismo — A visão Espírita e Espiritualista de uma ferramenta poderosa

O poder do pensamento positivo ou negativo. Qual deles você mais usa? Quais têm sido os resultados da sua forma de pensar?

O poder do pensamento, no Espiritismo, segue a mesma filosofia que qualquer outra corrente de pensamento espiritualista. O poder do pensamento positivo ou negativo pode guiar nossas emoções, nossas ações; mas muito além disso, pode afetar nossa saúde e qualidade de vida, tanto na matéria, quanto no mundo espiritual.

Jesus, no livro de Mateus, capítulo 6, disse assim: “Os olhos são a lâmpada do corpo. Portanto, se teus olhos forem bons, teu corpo será pleno de luz. Porém, se teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em absoluta escuridão. Por isso, se a luz que está em ti são trevas, quão tremendas são essas trevas!”

O Poder do pensamento no Espiritismo — A lição que Jesus nos deu

o poder do pensamento positivo 2

Veja que Jesus, na verdade, não queria se referir exatamente aos olhos da carne, mas sim aos olhos do Espírito e mais ainda, aos nossos pensamentos. Sendo mais enfático, é como se ele quisesse chamar atenção ao nosso jeito de ver o mundo. Cada um de nós temos uma forma de enxergar o mundo. Alguns tiram proveito de situações desagradáveis, enquanto outros apenas entregam-se aos devaneios do instinto. É aí que mora o perigo!

De uma forma grosseira de se falar, mas não menos verdadeira, a nossa aura, ou seja, esse campo energético que nos envolve é extremamente sensível à qualidade dos nossos pensamentos. Os sentimentos e  o poder do pensamento positivo tornam nossa aura mais leve e iluminada, enquanto que os sentimentos e o poder do pensamento negativo deixam a aura densa e escura. Seria natural pensar que, no futuro, os frutos da sua carga de pensamentos poderiam trazer prejuízos para a saúde do corpo físico.

É importante lembrarmos que o poder do pensamento, no Espiritismo, nos estimula a pensar que, na balança do julgamento divino após nosso desencarne, pesará, também, o direcionamento dos nossos pensamentos.

O Poder do pensamento no Espiritismo — O exemplo de Dona Dolores e o poder do pensamento negativo

o poder do pensamento negativo 2

Em uma entrevista ao Programa Transição, o escritor e expositor espírita Richard Simonetti contou uma história de uma senhora chamada Dona Dolores, que imprevidentemente usava o poder do pensamento negativo:

Essa tal de Dona Dolores sentia-se meio que tratada como um trapo. Seus filhos não a respeitavam, o marido não lhe dava atenção, os vizinhos também não a ajudavam e sentia que os irmãos de igreja também eram, na verdade uns invejosos. Desse modo, sentia-se mal-amada por todos. Naturalmente uma cortina densa e negra a envolvia, porém boa parte dessa energia era produzida por ela mesma.

Dona Dolores levou essa forma de pensar até o seu desencarne, quando percebeu-se nas regiões umbralinas, onde mais do que nunca reforçou o sentimento de ser mal-amada e muito solitária. Após ter noção do que fez durante toda a sua vida com seus pensamentos, orou sinceramente  e foi atendida e levada para um plano superior.

Lá pensou que encontraria a verdadeira felicidade, mas ainda não conseguiu, pois continuava a alimentar o pensamento de desalento, que ninguém lhe dava a devida atenção.

Em resumo, não importa se no umbral ou em plano superior a pessoa estiver, o poder pensamento é uma coisa íntima que merece atenção e cuidado, pois somente o próprio indivíduo pensante pode determinar sua felicidade. A felicidade vem com a mudança de atitude e pensamentos.

O Poder do pensamento no Espiritismo — Por que não combatemos o poder do pensamento negativo

poder do pensamento 2

Mas por que será que as pessoas não percebem o poder do pensamento negativo e os danos que eles causam?

Simonetti relata que as pessoas não estão acostumadas a fazer uma pausa no dia para refletirem sobre suas vidas, elas simplesmente vivem, ou melhor, sobrevivem. Entregam-se ao calor do momento, por exemplo, a uma explosão de cólera numa situação estressante, pois esta é a resposta que o seu corpo pede e é a mais fácil de expressar.

Em minha opinião, perceber e mudar exige que a gente saia do nosso “quadradinho”, digo, que saiamos da nossa zona de conforto. Sair dessa zona de conforto é algo chato para a maioria das pessoas, pois envolve esforço. E quando se fala em esforço, a gente torce a cabeça, faz “boquinha”, porque o que a gente quer mesmo é deixar fluir sem precisar raciocinar. O ser humano ainda é preguiçoso e quer viver a vida no piloto automático.

— Nasci assim, então não tem como eu mudar! — assim gostamos de falar.

Então é bom pararmos para refletir, antes que a gente vá parar nos umbrais, pensando que fomos os mocinhos da história. Como assim?

Veja o caso da Dona Dolores e a forma com que ela usou o poder do pensamento negativo.

Pode até ser que realmente esse povo tenha a massacrado, mas ela não conseguiu parar de alimentar os maus sentimentos por essa gente. Qual foi o resultado dela? E o pior de tudo é que os maus sentimentos, sendo nós os mocinhos ou não, sempre são alimentados por espíritos malfazejos, que estavam só esperando a brecha na sua janela mental.

Pois é! Vigiar nossas ações até que não é tão difícil, mas vigiar nossos pensamentos é uma tarefa digna de um vestibular diário. No momento em que ele aparece e persiste, oremos! A oração é o auto-passe mais eficiente. Logo mais a oração, podes pegar um livro edificante e iniciar a leitura. O que não vale é deixar a mente vazia, sendo joguete dos malfazejos. Além disso tudo, fazer uma pausa diária para refletir, SEMPRE!

Veja mais

Gostou? Então COMPARTILHE!

Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
Fechar Menu