Psicografia de Antônio – “Acreditei que minha vida estava resolvida por ser espírita”

Psicografia de Antônio – “Acreditei que minha vida estava resolvida por ser espírita”
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A psicografia do irmão abaixo serve-nos de exemplo para que, quando formos fazer a caridade, estejamos cientes de que a caridade já esteja sendo feita dentro do nosso próprio lar, no ambiente familiar, com os amigos. Aí sim, estaremos aptos para o trabalho da caridade fora de casa.

Nota de Esclarecimento: A responsabilidade pela comunicação obtida através dessa psicografia é do Grupo de Socorrista Obreiros  do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro.

Os médiuns da casa frenquentemente recolhem psicografias de desencarnados ainda no estado de perturbação, ou seja, no momento em que está ocorrendo o resgate espiritual, ou ainda quando estão no período de recuperação do perispírito.

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A casa divulga algumas dessas psicografias tendo em vista a utilidade pública das informações, podendo-se fazer uma correlação entre o cotidiano do plano físico e espiritual.

Início da comunicação:

Queridos e amados Irmãos, Jesus nos abençoe a presença nesta casa. Eu também como vocês frequentava a reuniões Espíritas antes de receber o convite para me recolher a este Mundo Espiritual.

Se vocês soubessem, pensei que tudo estaria mais ou menos resolvido quando eu desencarnasse.

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Acreditei que a minha vida estava mais ou menos resolvida: eu não tinha nenhum vício, considerava-me uma boa pessoa ou pelo menos julgava que não fazia mal a ninguém.

É claro que não havia me convertido em nenhum santo e ainda estava consciente de tantos defeitos que carregava e que deveriam ser corrigidos, mas a grande decepção que tive foi que precisei lutar verdadeiramente para vencer as más tendências que ainda estavam comigo e que principalmente poderiam ser facilmente trabalhados, que estava bem ali em frente ao meu nariz: O meu próprio lar.

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Os familiares que estavam próximos, e desprezei pensando realizar mais fora de casa, auxiliando no Centro Espírita mas pouco realizando em casa.

Percebi que acabei frequentando o centro por um hábito; as palestras já não me tocavam o coração como no início, já não tinha mais precauções e até acreditava muito natural falar abertamente da vida alheia com o propósito de estudar o mal, porém fazia algo diferente, comentava o mal ao invés de dissolver o mal com todo o bem que estava ao meu alcance.

O meu Evangelho já estava cheio de dobras, até mesmo encardido pelo manuseio, mas não lhe compreendia mais as doces palavras de alerta, o encanto de sua sagrada melodia que havia deixado para trás, acreditando-me suficientemente amadurecido na Doutrina Espírita.

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Ah! se eu me apercebesse desse ledo engano a tempo!

Quantas lágrimas teria eu evitado, quantos aborrecimentos haveria esquecido e quanta vergonha haveria deixado de passar, quando aqui cheguei.

Queridos, pensemos em tudo isso! Levem em conta o meu exemplo! As coisas que ocorreram, o que tudo isso pode significar para um pobre desencarnado.

A receita vocês todos sabem. Desejo com sinceridade alertar todos os Espíritas para não se julgarem em nenhum minuto melhores do que outros. Que vocês tenham hoje uma noite de iluminada paz,

Antonio Fortes.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.