Pais são confortados ao receber cartas psicografadas do filho que morreu em acidente de carro
Jovem Ricardo (Foto: Reprodução/RBS TV)

Pais são confortados ao receber cartas psicografadas do filho que morreu em acidente de carro

Pais são confortados ao receber cartas psicografadas do filho que morreu em acidente de carro
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Nesse artigo trazemos um relato presente uma entrevista da RBS TV e no site do G1, no ano de 2013.

Foi por meio de cartas psicografadas, a família de Ricardo Marques buscou forças para superar a perda do filho, morto em um acidente de carro, quando tinha apenas 20 anos.

Os pais de Ricardo, Jairo e Sayonara, pretendem lançar um livro contendo as cartas do filho para que sirvam de consolo e exemplo para outras pessoas que procuram consolo após a perda de entes queridos.

Segundo contam os pais, a primeira mensagem chegou cinco meses depois da morte do jovem, quando os pais procuraram um centro espírita de Uberaba, em Minas Gerais.

Depois da quinta carta, a família começou a buscar as mensagens no interior de São Paulo.

Pais de Ricardo (Foto: Reprodução/RBS TV)

Veja mais: É possível acontecer aparições de espíritos para nos dar avisos?

Pais que perdem filhos vivem a dor do avesso da vida.

Quando Ricardo partiu, no dia 28 de março de 2010, Sayonara e Jairo, que moram em Santa Rosa, no Noroeste do Estado, viveram momentos difíceis; momentos que uma mãe nunca espera passar.

“Tu fica sem chão, sem parede, sem teto, sem nada… sem nada!”

Mas como explicar então a tranquilidade que envolve os do casal quando fala do filho?

“O Ricardo sempre foi um menino muito especial. A marca dele desde criança foi a sensibilidade”, diz a mãe.

E o filho mesmo começou a explicar aos pais por que as coisas tinham acontecido. Cinco meses depois da morte de Ricardo, os pais receberam uma carta

Mãezinha Sayonara, pai amado Jairo, minha irmã Juliana. Eu estou aqui, consciente de que esse momento é de muitas bençãos. Eu estou muito bem, estou feliz, embora a saudade está dentro da alma…

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A carta foi a primeira de muitas que viriam. Logo nas primeiras comunicações, o jovem desencarnado tratou de esclarecer detalhes sobre como foi sua passagem após o acidente, deixando claro que não sentiu dor:

Minha chegada por aqui se verificou entre muitas luzes do Senhor, aqui cheguei no momento imediato do desencarne, pois eu fui poupado das visões infelizes do corpo marcado (…).  O carro seguia com naturalidade, a velocidade estava controlada, o diálogo seguia agradável, falávamos do futebol, do Grêmio e não faltavam as brincadeiras. Tudo aconteceu quando um animal cruzou nossa frente, no susto o volante foi puxado, daí para frente foram segundos que não dá para descrever, pois perdi a consciência, tudo foi muito rápido…

Os detalhes convenceram os pais de que tudo aquilo era mesmo escrito pelo filho.

“Tudo que ele escreveu era o que nós estávamos vivendo, que estava sentindo, que foi a nossa vida… tudo ele sabia. Lá em São Paulo, eu me ajoelhava no quarto do hotel para ler as cartas na cama, quando eu ia receber a próxima mensagem, ele dizia: “o teu ajoelhar, mãe…”

Jovem Ricardo (Foto: Reprodução/RBS TV)

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Na próxima mensagem nas cartas, Ricardo conta que vive agora na colônia Fabiano de Cristo, uma cidade espiritual que fica geograficamente sobre a cidade de São José do Rio Preto, em São Paulo.

Neste local, os caminhos são ladeados por flores campestres e seu colorido e aroma nos dão a sensação de paz primaveril.  As árvores gigantes tecem formosa sombra oferecendo descanso convidativo. O clima tropical se assemelha ao litoral, onde a umidade relativa do ar não perturba. O céu durante o dia é tão claro e seu azul descende da turquesa…

Os detalhes eram mesmo convincentes para os pais do jovem:

Eu estou aqui na companhia de um senhor grisalho que me pede pra chamá-lo de bisa João e de uma senhora de nome que eu não recordo agora, que vocês vão identificar…

Segundo conta Sayonara, o bisa João era o avô dela, que havia desencarnado há 20 anos antes do nascimento do rapaz. Já em outra ocasião, Ricardo fala que estava na companhia da “vó Zaida”, que era a mãe de Sayonara.

Para os espiritas, a psicografia é a união de dois seres que estão em mundos diferentes: o espírito e o médium, alguém com capacidade de comunicação. Parece simples, mas o que é necessário para que essa mensagem chegue até nós quem nos explica como essa comunicação acontece é o médium Divaldo Franco, respeitado no Brasil e no exterior é autor de centenas de livros, a maioria ditados pelo espírito de sua protetora Joanna De Ângelis:

“A entidade vem, o mentor aproxima-o do médium. Como todos nós temos uma radiação do perispírito, que chamamos aura espiritual, o espírito acopla-se naquela aura e, automaticamente, a glândula pineal do médium, no sistema nervoso central, recebe a descarga energética que nós chamamos uma descarga fluídica, sendo o médium sonâmbulo automático a mão logo dispara e a escrita se faz mecânica”.

Divaldo concorda que as cartas são bençãos para os pais, mas lembra que é preciso ter cuidado com falsos médiuns, pessoas mal intencionadas que possam se aproveitar do sofrimento de quem perdeu alguém querido.

Quando estiver com o médium, não forneça nenhum dado, não permita que ele faça perguntas. Bastando-se ter o nome e a data do óbito, os mentores trazem [o espírito do ente querido], quando possível, e a ele cabe dar os dados que confirmam, ou não, a sua identidade.

Para os pais de Ricardo, o médium que psicografa cartas do filho é uma ponte entre essa e outra dimensão.

E eles acreditam que Ricardo é apenas um filho que foi para longe, mas continua mandando notícias.

“Morte, ele [o jovem Ricardo] inclusive põe entre aspas, não existe! E a vida continua, só transferimos de endereço”, diz o pai de Ricardo.

“O que é maravilhoso nisso tudo é que a gente não morre e que a gente vai se encontrar de novo”, encerra a mãe de Ricardo.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
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