Psicografia do mototaxista que implorou pela própria vida

Psicografia do mototaxista que implorou pela própria vida

Psicografia do mototaxista que implorou pela própria vida
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Nos trechos da psicografia do mototaxista veremos os cuidados que a espiritualidade tem para que o livre arbítrio e as condições da vontade humana não sejam interferidas.

Veremos que, por mais angustiante que seja uma situação de perda de entes queridos, não se pode fazer interferências em larga escala, como a revelação de detalhes que possam colocar em jogo o curso natural das provas e expiações dos desencarnados, quanto dos encarnados.

Entenda o caso

Paulo Ricardo dos Santos, conhecido por Bole era um mototaxista, que residia na Rua Cláudia Ledesma Miessa, no Jardim Santa Ifigênia, na zona norte do município de Olímpia, interior de São Paulo, e foi assassinado entre o dia 30 de abril para o dia 1.º de maio, com 36 anos de idade.

Bole pilotava uma mo­to Honda CG 150, 2012, preta, que foi levada pelos algozes, configurando crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Os familiares acreditam que foi caso de vingança.

Na mensagem recebida por um médium, Bole se dirige à esposa e a sua filha, citando os apelidos carinhosos com os quais se referia as duas. Comentou a respeito dos abraços que dava na filha a cada aniversário dela.

Cita o apelido do irmão Chum­binho e nomes de pessoas ligadas ao convívio com sua família. Falou inclusive sobre sua paixão por motocicletas.

Ao final, depois de contar da saudade que ele também está sentido, afirmou que sempre auxilia a esposa e filha no que é possível.

A primeira psicografia do mototaxista Bole, feita pelas mãos do médium Adão Netto, afirma que:

psicografia do mototaxista bole 2

“(…) realmente existem muitas coisas que precisam ser relatadas e confirmadas. Eu vim para descrever”.

“Não existia (…) no telefonema. O único (…) que confiei foi o meu parceiro. Não era só um. Impossível, Mesmo se fosse só um eu teria enfrentado. Ele não estava sozinho. Ao chegar na estrada eu tinha certeza que ficaria ali e não voltaria aquela noite para casa.

“Eu já temia algo, mas nunca liguei para essas coisas. Mas algo mais forte falava que desta vez seria real. Eu desconfiei por causa que a hora da corrida não era a minha vez. Mas e daí? Outras vezes já havia acontecido isso e eu não pensei duas vezes e fui atender”.

“Eles não tiveram amor. Eu supliquei pela minha vida”. Disse também: “agiram por trairagem, mas não vai me trazer de volta. Nem adianta a revolta, pois mesmo assim não irei me sentir melhor. Deus é o melhor juiz e dele ninguém escapa”

“Não vinguem. Entreguem nas mãos de Deus”.

Em outra oportunidade houve novamente uma comunicação com o espírito de Bole, que novamente vem para esclarecer mais detalhes:

“(…) entenda que por mais que eu queira não posso falar quem é (assassino). Queria detalhar mais coisas, porém, acredito que aumentará a vingança ou ódio. Posso dizer que tem ligação com os meus erros que cometi no passado e encontrando um encontrará o outro. Não crê na justiça dos homens, mas na de Deus”

“A coisa que mais me doeu foi eu pedir ajoelhado perdão para ele não me matar. Lembra quando eu disse que havia dito na outra vez que relembrei de tudo? Pensei na minha filha e também falei e ele falou: meus filhos estarão comigo e os seus estarão por ai. Eu falei: por favor, pelo amor de Deus. Quando ele me disse isso saberia que seria o fim”.

“Por favor, não vinguem. Não sei o que eles são capazes de fazer com vocês. E, só de pensar eu me arrepio”. Ainda se referiu à esposa: “Não procure justiça. Deus faz ela aparecer na hora certa”.

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Fonte: www.comarcaweb.com.br/;

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
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