Psicorafia de uma jovem que desencarnou na mata após briga com rival

A psicografia a seguir foi obtida através dos trabalhos do Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro sendo mais um excelente relato do mundo espiritual.

Nota de esclarecimento: As psicografias obtidas através do trabalho de socorro não são destinadas a família do desencarnado, pois são obtidas no momento, no diálogo, que há no ato do socorro à esses desencarnados.

Os trechos desta comunicação retratam o tema das disputas, envolvendo também o ciúme e o desejo de posse.

PSICOGRAFIA DA IRMÃ “CAROLINA”, DE BOTUCATU-SP., DESENCARNADA HÁ 12 ANOS NA MATA APÓS BRIGA COM AMIGA, CORPO NÃO FOI ENCONTRADO, AMOR E ÓDIO ENTRE AS DUAS A ATRAIU, SOCORRIDA NOS TRABALHOS DA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA 29/09/2017.

– A Clara me ouviu chamar por ela, ela pode falar onde eu me perdi deles, porque foi a última pessoa que me viu. Me deixou caída na mata, depois de ter me batido e eu ter caído. Fomos em um grupo, todos jovens como eu, era uma turminha da faculdade, passar o fim de semana na reserva, ver a natureza, cachoeira, fazer trilha, era tudo o que eu queria. Mas a Clara nem gostava de mim, porque tinha um rapaz que ficava atrás de nós duas, até eu nem era muito a fim dele, mas ela era.

E quanto menos eu queria, mais ele ficava atrás de mim, era o Lucas.

A Clara não gostava disso, até me prensou um dia no corredor, falando pra ficar longe dele, que era dela.

Eu dei risada, porque eu nem aí com ele, mas ela não entendia, ela achava que era eu que ficava atrás dele.

Lá na mata, ela foi ficando pra trás e eu fui ver o que era. Ela brigou comigo, me bateu, nós caímos no chão, uma batendo na outra, foi feio.

Enquanto nós brigávamos, eu bati a cabeça nas pedras e acho que desmaiei, mas ainda me lembro de ver ela fugindo e gritei, pra que ela viesse ficar comigo. Ela nem ligou.

Então eu dormi e quando acordei, levantei e saí procurando o caminho pra voltar, mas eu não voltei pra minha casa, voltei pro quarto da Clara e vi que ela estava pensando em mim, pensando forte, um misturado de raiva e de pena, porque às vezes, ela chorava.

Eu fiquei um tempo lá com ela, porque fiquei presa a ela. Ela ficava só pensando em mim. Falou no telefone que não sabia mais o que fazer, porque não podia ajudar, porque ela não tinha mesmo me visto.

Que mentirosa, ela que me largou lá, sozinha, machucada, na mata, então quer dizer que estão me procurando…

É mesmo, porque ela não me enxergava? Eu ficava na frente dela e ela não me via, não me ouvia, que era isso? Ela não queria me ver pra ninguém acusá-la? Eu não estou entendendo.

SOCORRISTAS: Minha irmã, eles disseram, em breve você vai saber de tudo o que necessita, a ligação entre vocês duas era muito forte, mas, agora, você já está percebendo que a realidade não é bem essa, está pronta para seguir adiante e ser orientada.

– É, mas não estou entendendo mesmo, porque vocês falaram assim, sobre a realidade…

SOCORRISTAS: Você será esclarecida, siga com esses irmãos que irão cuidar de você e lhe ensinar.

– Está bem, vou sim, estou muito curiosa.

Carolina.

Veja mais:

Explicação dos médiuns responsáveis pelo trabalho de resgate espiritual:

Há 12 anos, Botucatu, desencarnou na mata, após uma discussão com a amiga, seu corpo não foi encontrado.

A amiga ficou se sentindo muito culpada e seus pensamentos a atraíram.

A ligação de amor e ódio entre as duas, as aproximou após o desencarne dela. Socorrida, Graças a Deus.

Fonte: Equipe de trabalho do  Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro.

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.