Uso de remédios e religião: abandonar ou não os medicamentos?

Remédios e o Espiritismo…

Se os médicos estão dizendo às pessoas coisas que elas não querem ouvir, é difícil para o paciente e a família aceitarem o que lhes dizem. Será que é uma desconfiança das pessoas em posição de autoridade em geral, ou será que estas pessoas estão deixando de lado a racionalização da sua fé, abraçando completamente uma perspectiva do sobrenatural?

São inúmeras pessoas que relatam ter iniciado um tratamento espiritual no centro espirita e se livraram dos remédios de maneira espontânea, seja encorajada pela própria euforia do momento ou por algum líder religioso que lhe sugeriu fazer isso.

Esses relatos são mais frequentes com pessoas que passaram ou ainda passam pela depressão, síndrome do pânico ou outras doenças psicológicas.

Veja mais: Depressão na visão espírita – por divaldo franco

Espiritismo, remédios e as doenças da alma

Nós espíritas dizemos, sim, que as doenças tem a sua origem na alma, principalmente essas doenças como o pânico e depressão, muitas vezes a apelidamos como doenças da alma.

Mesmo assim, o corpo físico é afetado por elas e, muitas vezes, os remédios da medicina convencional se fazem necessário para que, pelo menos, nosso corpo ganhe tempo para que os sintomas sejam minimizados.

Para você que é espírita e consciente e que usa sua fé de maneira racional, evite fazer a exclusão dos remédios sem um profissional capacitado lhe orientando.

Os centros espíritas e os medicamentos da medicina convencional

Nenhum centro espírita que trabalhe de maneira correta terá trabalhadores ou médiuns sugiram aos necessitados que lá se encontrem, que abandonem seus remédios e que se confiem somente na terapia espiritual.

Veja mais: Como o Espiritismo pode nos ajudar a vencer e evitar as doenças?

É importante ficarmos atentos que o tratamento espiritual é um complemento de todos os outros, assim como todos os outros tratamentos complementam o tratamento espiritual.

Conselho espírita sobre o abandono da medicação

Uma pessoa que abandone a medicação só porque está fazendo um tratamento espiritual pode ficar mais frustrada, pois pode ser que seu quadro piore, ficando desmotivada, tanto pela medicina, quanto pela fé.

E quando se fala em medicamentos psiquiátricos, por exemplo, esse problema pode ser ainda mais sério, podendo levar essas pessoas ao risco de morte.

Líderes religiosos responsáveis jamais falarão para que você desista do tratamento medicinal e médicos responsáveis perceberão que a sua melhora estará sendo constante, vindo a diminuir cada vez mais seus medicamentos, até o ponto em que ele decida que você não precise mais deles. A nossa fé tem que ser racional, a nossa fé tem que ser responsável!

Veja mais: Médium espírita ensina como preencher a sensação de vazio na alma

https://youtu.be/AVvVLN5dwDs
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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.