Se Deus é justo, por que veio a Depressão? Por que você sofre tanto?

Se Deus é justo, por que veio a Depressão? Por que você sofre tanto?

O nosso mestre Jesus nos ensinou o seguinte: “(…) no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo! ”. Segundo Ele, ninguém é privilegiado quanto a este fato ou qualquer outra Lei Divina. O próprio Jesus passou por diversas aflições, mas sempre com a esperança em dias melhores na Graça do Pai. Não só Jesus, mas todos os que seguiram seus passos sofreram. Atentem as histórias dos Santos da Igreja Católica. É inegável o grau de luz desses espíritos que tanto ouvimos falar, mas nem por isso deixaram de sofrer duras penas por buscar essa luz durante a estadia na Terra.

O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ensina a ver a Terra como uma escola, onde estaríamos sempre aprendendo, algumas vezes conseguindo notas maiores, outras menores diante das provas e testes que ela nos aplica. De forma metafórica, posso lhes falar que até poderíamos matar aula e fugir diante de uma prova avaliativa, porém deixaríamos passar a oportunidade de elevar nossos conhecimentos para o nível seguinte. Do mesmo modo funcionaria a “escola terrena” em que a cada fuga, deixamos passar a oportunidade de nossos espíritos elevarmos na longa escadaria que nos levaria mais próximos do Pai.

Quando as pessoas não conhecem os ensinamentos que o Espiritismo nos proporciona, torna-se compreensível a tendência que as pessoas têm ao passar por alguma frustração diante de uma doença crônica, como é o caso da Depressão. Afinal, o sofrimento que a mesma causa é uma verdadeira tortura. Mas ao conhecermos o Espiritismo, nos deparamos com os termos “Encarnações” e “Reencarnações”. Tal aprendizado nos faz refletimos que, de fato, estamos encarnados, hoje, em outro corpo, mas portando um espírito que já viveu tantas vidas, que traz uma bagagem pesada de tantas experiências.

O espírita deve estar ciente de que grande parte dessas experiências nem sempre são boas, e que as lembranças delas, pela bondade divina, foram encobertas pelo véu do esquecimento. Metaforicamente falando, o véu do esquecimento nos impede de enxergarmos diretamente para o passado, mas é importante frisar que o nosso espírito carrega as impressões digitais daqueles tempos passados.

Quem sabe, teríamos traído pessoas, destruído vidas. As possibilidades de termos feito um bem são imensas, porém para fazer um mal também são infindáveis. Partindo desse princípio, a Lei de Causa e Efeito mostra-se infalível. O mal que fizemos ontem reflete-se no hoje, e o mal que fizemos hoje pagaremos, até quem sabe, com juros, amanhã.

Os espíritos de pessoas que prejudicamos no passado podem nos acompanhar até o presente momento afim de reaver as dívidas. São espíritos vingativos, quem sabe, foram prejudicados por suas ações passadas. Portanto, você precisa de ajuda para se livrar dessa dívida, assim como o espírito vingativo ou zombeteiro (que podem até não ter relação a dívidas passadas, pois querem somente se divertir vendo seu sofrimento), também precisa de ajuda para livrar-se desse comportamento e seguir o caminho do perdão e da luz.

Dessa forma, o Espiritismo pretende anular aquela visão de vítima. Pretendo fazer com que você comece a refletir que o sofrimento de hoje salda os seus débitos de ontem. Deus não é pune seus filhos, ele ensina. O sofrimento ensina. Eu entendo perfeitamente que o estado depressivo é uma cruz, mas dizer que esse estado de profunda tristeza não tem nada para ensinar seria uma grande falta de humildade.

Por fim, tentemos nos levantar, nos despir desse estado de tristeza. Busquemos ajuda, seja médica, seja espiritual, seja dos amigos e familiares ou até quem sabe, de todos juntos. Estando novamente de pé, coloquemo-nos a ajudar outras pessoas, pratiquemos a caridade de coração. Que tal darmos um salto em nossa evolução espiritual e pessoal para que possamos, mais tarde, reencarnarmos num lugar e posição muito melhor?

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Hugo Gimenez

Hugo Gimenez é o editor do blog O Estudante Espírita. Fisioterapeuta formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou suas primeiras leituras da Doutrina Espírita com 15 anos de idade. Hoje em dia, se interessa não só por literaturas próprias do Espiritismo, mas também por assuntos de espiritualidade em geral.
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