O Suicídio de Robin Williams – Loucura (?), julgamentos e o Evangelho

O Suicídio de Robin Williams – Loucura (?), julgamentos e o Evangelho

O Suicídio de Robin Williams – Loucura (?), julgamentos e o Evangelho
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O Espiritismo não vem para explicar casos de suicídios individuais. Cada caso é um caso, que deve ser livre de análises superficiais domada de falso moralismo ou de exageros religiosos.

Atualmente circula nos meios de comunicação visões estereotipadas sobre “o que acontece com um espírito suicida”. Em grande parte contém informações válidas, mas que não podem ser generalizadas, pois até mesmo o suicídio pode ter a sua causa em situações nas quais o indivíduo já não tem uma percepção precisa de tempo e espaço, melhor dizendo, ele não consegue compreender e ter noção dos próprios atos. Falamos, então, da loucura.

Até mesmo a loucura pode ter em sua origem várias causas. Algumas delas fogem até da explicação centrada na lógica da medicina terrena.

Nos assegura O Evangelho Segundo o Espiritismo que: “a maior parte dos casos de loucura são provocados pelas vicissitudes que o homem não tem forças de suportar. Se, portanto, graças à maneira por que o Espiritismo o faz encarar as coisas mundanas, ele recebe com indiferença, e até mesmo com alegria, os revezes e as decepções que em outras circunstâncias o levariam ao desespero, é evidente que essa força, que o eleva acima dos acontecimentos, preserva a sua razão dos abalos que o poderiam perturbar”.

“Em exceção os suicídios que se verificam por força da embriaguez e da loucura, e que podemos chamar de inconscientes, é certo que, sejam quais forem os motivos particulares, a causa geral é sempre o descontentamento”.

O que realmente ocorre com um espírito após o suicídio depende muito de uma grande gama de fatores, dentre eles o estado de consciência da pessoa que o cometeu. Não é algo tão simples de se medir, muito menos de se julgar.

Mas não vamos falar sobre consequências espirituais, pois já temos artigos falando sobre isso. Falaremos aqui sobre o cotidiano em que o estado da loucura

O exemplo abaixo segue como um exemplo do que fala o Evangelho, que envolve a situação de demência do cérebro físico somado ao descontentamento generalizado. Jamais levemos tal exemplo para fins de julgamentos desmedidos.

Descontentamento é a palavra que parece ter definido os últimos instantes de vida do gigante da comédia americana, Robin Williams, até o seu suicídio.

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O texto abaixo foi redigido pelo site do jornal espanhol el País, em 10 de maio de 2018:

O suicídio de Robin Williams em 2014 pegou todos de surpresa. No entanto, houve muitos sinais que indicavam que algo estava errado na vida de um dos maiores comediantes que Hollywood conheceu.

Um declínio que o jornalista do New York Times, Dave Itzkoff, captou em sua nova biografia, Robin. “Ele foi um dos comediantes mais liberados que eu já conheci. O artista mais arriscado “, diz Billy Crystal.

Um ator que parecia ter tudo, mas que durante os últimos anos foi possuído pela sensação de ter chegado ao fim. “O que eu vi naquele dia foi um homem assustado”, diz Crystal sobre uma das últimas vezes em que esteve com seu amigo e colega.

Às dificuldades pessoais e trabalhistas juntaram-se diferentes problemas de saúde dos quais por algum tempo não se conhecia a causa. Até mesmo o diagnóstico de Parkinson, em 2014, poderia estar errado, como afirma o livro de Itzkoff. A autópsia indicou que Williams sofria de uma forma incurável de demência que tende a manifestar-se agressivamente no cérebro e muitas vezes aumenta o risco de suicídio.

No meio dessas crises estava um homem como Robin Williams, que vivia por sua arte, que dedicara 35 anos à sua carreira e, depois dos 60 anos, não sabia fazer mais nada. No entanto, como ele disse a muitos de seus parentes, Williams achou que não conseguiria fazer o público rir novamente. “Não posso. Eu não sei como ser engraçado “, disse ele na época a Cheri Minns, por anos seu amigo e encarregado de sua maquiagem.

De acordo com a biografia, sua deterioração física passou a afetar sua memória prodigiosa, tornando impossível ao ator aprender seus roteiros. Ele também teve problemas digestivos, na hora de dormir, ao urinar. Sua voz mudara, ele perdera muito peso e seus músculos estavam paralisando incompreensivelmente. O diagnóstico de Parkinson tornou os piores medos de Robin, uma realidade. “Ele se sentiu preso em seu corpo”, lembra outro de seus amigos.

“Em retrospecto, sinto que deveria ter passado mais tempo com ele. Porque alguém que precisava de apoio não recebia o que queria “, lembra seu filho. O corpo de Williams foi encontrado morto em sua casa ao norte de San Francisco. Ele se enforcara com o cinto.

Alguns amigos encontraram o corpo enquanto sua esposa o esperava para que fizessem meditação juntos. “Foi a primeira noite em muito tempo que ele parecia ter dormido bem e não queria acordá-lo”.

Se o ator realmente estava num estágio fora de si, disso ao certo não sabemos e é um grande mistério para o grande público que lhe queria bem. Nos resta a decência de não julgar a ação alheia e esperar a misericórdia.

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