Traição conjugal segundo o Espiritismo — Por Divaldo Franco

Traição conjugal segundo o Espiritismo — Por Divaldo Franco

Traição conjugal segundo o Espiritismo — Por Divaldo Franco
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Muitos são os motivos que levam um casal à ruína. Em certos casos, muito antes de ser visível, a crise no relacionamento pode ser encontrada no ato da traição conjugal. Mas qual a visão da traição conjugal segundo Espiritismo?

Por que um homem casado trai a esposa (e vice-versa)? São tantos fatores… podemos até dizer que o motivo principal seja uma deficiência de caráter, mas isso seria generalizar demais. É um problema complexo que envolve questões pelos quais um casamento pode passar (dificuldades financeiras, o desencanto, a rotina, a própria desilusão com o parceiro, o esfriamento do relacionamento etc).

Para discutirmos a infidelidade conjugal segundo o Espiritismo, tomaremos nota das palavras do médium e divulgador espírita Divaldo Franco.

A traição conjugal segundo o Espiritismo — Casais que optam pela infidelidade conjugal ao invés do divórcio

infidelidade conjugal segundo o espiritismo 2

Divaldo Franco — Essas relações extraconjugais são uma forma de promiscuidade e desrespeito. Desde que a lei nos faculta eleger um relacionamento que melhor nos apraz é, portanto, muito mais lógico que depois de uma convivência que não foi frutuosa, nos separemos legalmente e cada qual procure uma nova possibilidade de der feliz.

Num relacionamento dessa natureza há quatro infelizes. Os dois que planejam, que discutem, que pelejam, que lutam, e aqueles que são parceiros extraconjugais. Cria-se, dessa maneira, uma situação embaraçosa e muito vulgar.

Não temos o direito de relacionamentos múltiplos, porque isso, além de ser um desrespeito ao outro, é também um meio muito grave de adquirir enfermidades infectocontagiosas na área sexual, trazendo para dentro do lar perturbações orgânicas e doenças lamentáveis que degradam a família, desestruturam a sociedade e também perturbam os seus agentes.

Um relacionamento conjugal é quase sempre uma ofensa à pessoa que nos confia e nos respeita. Desde que o outro parceiro já não nos atenda mais emocionalmente, façamos a separação natural e assumamos uma nova responsabilidade, se for o caso.

A traição conjugal segundo Espiritismo — Consequências da traição no Espiritismo

A infidelidade conjugal segundo o Espiritismo e o resgate, ou reajuste dos espíritos envolvidos

Nesse quesito é bom deixar registrado que quando falamos em adultério segundo o Espiritismo, não podemos levantar e apontar o dedo para o erro de outrem e lhes especular qual seria uma punição à altura.

A infidelidade conjugal segundo o Espiritismo e a ciência terrena, assim como nos casos de outros delitos humanos, levam em consideração a presença de mecanismos muitas vezes bem escondidos na mente humana. Nem sempre o delito se esconde por trás de uma barreira óbvia, como veremos a seguir.

consequencias da traição no espiritismo 2

O escândalo:

Divaldo Franco — O problema não é o povo saber, é praticar o mal. Até quando o escândalo acontece é bom, porque a pessoa começa a resgatar já hoje. O escândalo com os seus constrangimentos leva o delituoso a meditar, arrepender-se, talvez, a expungir e a tentar reparar.

O resgate e consequências da traição no Espiritismo:

Divaldo Franco — Eu não poderia dizer como será o resgate da pessoa que adultera, porque há muitos fatores. É muito difícil analisar um indivíduo quando se está de fora.

Às vezes o indivíduo é adúltero por uma má formação do caráter. Às vezes, ele está fugindo da pressão da mãe que se encontra em seu inconsciente, dominadora. Outras vezes está se vingando da mãe, usando a mulher para poder submetê-la. São conflitos que a psicanálise, invariavelmente, tenta resolver.

A convivência com a mãe opressora, a mãe dominadora, o pai negligente e irresponsável, gera, na infância, conflitos que o inconsciente decodifica de maneira diferente do que aconteceu.

Leva aquele que foi vítima das circunstâncias a atitudes surpreendentes, e, às vezes, profundamente negativas em relação ao bom-tom e à ética.

Torna-se difícil saber como se fará o resgate, mas nunca podemos esquecer que Deus é amor. E a função não é punitiva, é educativa. Não concordamos com nenhuma forma de delito, mas também não julgamos os que caíram.

A infidelidade conjugal segundo o Espiritismo — Como a vítima deve lidar com a situação de ser traída?

o que o espiritismo diz sobre traição 2

Divaldo Franco — Jesus afirmou com muita propriedade que Ele veio para combater o pecado, não o pecador. Ajudar o indivíduo a libertar-se da doença, socorrendo, portanto, o doente.

A vítima sempre guarda grande mágoa  no coração. Isso deve ser evitado. Perdoe sempre. Porque o problema é de quem carrega o infeliz delito na mente e na emoção.

Eu conheço muitas pessoas que vivem na abstinência compulsória, ao lado de parceiros invejados por outras pessoas, e ninguém sabe das suas dores silenciosas. E, assim mesmo, conseguem amar.

Portanto, se você não concorda com ele, nem ninguém deve concordar, no bom sentido da palavra, conceda-lhe o direito de manter-se na sua falsa liberdade. Como se diz na linguagem de peões: “Dê corda ao potro moço para ele disparar, por que vai cair cansado adiante… Se utilizar uma corda curta, ele a quebra por causa dos impulsos violentos”.

Procure ter uma atitude de compaixão. Deus saberá como resolver o problema. E pediremos que seja atenuadas as suas culpas. Porque consciência é uma terrível companheira. Por mais que a anestesiemos, ela sempre sai de névoa. Não adianta que todos o confortem, se a sua consciência não estiver em paz, de pouco adiantará.

O que o espiritismo diz sobre traição e sobre a pessoa que foi traída? Como ela deve agir? Deve perdoar e manter o relacionamento ou é melhor que se vá para outro? Para responder essa questão temos outro artigo:

A traição segundo o espiritismo —  Perdoar ou não?

Veja mais:

Fonte: Divaldo Franco Responde, Volume 2. Divaldo Franco, Claudia Saegusa. São Paulo, Intelítera Editora, 2013.

 

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