Transtornos mentais e Espiritismo

Transtornos mentais e Espiritismo

Transtornos mentais e Espiritismo
4.9 (97.02%) 47 votes

Transtornos mentais e Espiritismo — Quando a mediunidade está envolvida

Uma grande parcela das pessoas que hoje se denominam espíritas, chegaram a conhecer a Doutrina devido algum problema que passaram ou passam consigo mesmo ou com alguém próximo.

A grande parcela das pessoas chegam a aproximar-se de alguma religião ou doutrina pela dor, não pelo amor; no Espiritismo não é diferente.

Muitas dessas dores estão associadas às doenças mentais, que em se tratando de Depressão e Síndrome do Pânico as estatísticas não são poucas. Se adentrarmos em algum centro para perguntar a algum trabalhador da casa, em especial aquelas que ficam responsáveis pelo Atendimento Fraterno, quantas pessoas foram atendidas buscando algum alívio mental, com certeza você terá a confirmação do que falei.

É importante deixar claro que nem sempre esses transtornos mentais estão diretamente relacionados com a eclosão da mediunidade. Mas em praticamente todos os transtornos mentais estão presentes o fator obsessivo vindo de espíritos desencarnados.

Vamos usar um exemplo hipotético em forma de uma breve história:

“Suzana é uma criança de 5 anos. Ao acompanhar seu pai que iria realizar um trabalho na casa de um senhora, que perdera o marido há dois anos, pergunta quem era o homem que estava ali, perto do guarda roupa. “É meio transparente”, diz a menina. A senhora, coração aos saltos, pega o álbum de família e a menina imediatamente mostra, em meio a diversas pessoas, “é este”.

Nada menos que o falecido. Suzana sempre está envolvida em situações assim. Conversa “sozinha”, dá recados de alguém que não conheceu. Só agora começa a perceber que as outras pessoas não tem acesso ao que ela vê e ouve. Suzana é médium.”

“Sua mãe, ao levá-la ao médico, teve a informação que era “fase”, “coisa de criança” que sempre tem seus amigos invisíveis. Talvez, se fosse mais velha seria diagnosticada com algum transtorno mental.”

Transtornos mentais e Espiritismo — O médium e a medicina

deficiencia mental espiritismo

Até pouco tempo, do ponto de vista científico, médiuns só poderiam ser classificados na categoria de doentes mentais. Não havia desta forma outro recurso, além do tratamento psiquiátrico. Hoje, embora estas ideias ainda sejam usadas pelos médicos ainda céticos, a fenomenologia espírita seja vista como uma doença ou  algo “imaginário”, “não científico”, “crendice”, estudos de casos têm demonstrado que a mediunidade não é transtorno mental.

Vale notar que, em algum momento de sua história pessoal, o médium pode parecer uma pessoa em desequilíbrio mental, pois sua sensibilidade  ampliada o torna vulnerável a influencias espirituais diversas, até que consiga, com ajuda específica,  conhecer e dominar seu potencial sensitivo.

É preciso destacar que existem formas de diferenciação entre transtornos mentais e manifestações mediúnicas. O psiquismo humano é complexo e não se pode improvisar a solução de problemas intrincados, que se refletem em comportamentos alterados  O acompanhamento de médicos e psicólogos é muito importante.

Porém, a assistência espiritual é sempre indicada, seja para tentar solucionar os distúrbios de natureza espiritual, seja para potencializar os resultados do tratamento médico, ou para apoiar os familiares, inspirando a melhor maneira de atuar em cada desafio.

Sofrer com essas doenças nem sempre é opcional, pois nem sempre temos o conhecimento espiritualista, principalmente o conhecimento do Espiritismo acerca dos distúrbios mentais, por isso acabamos mergulhando no sofrimento para somente depois tomarmos consciência.

A pessoa que se encontra doente tem que instruir-se, aprendendo sobre esses fenômenos, inclusive instruir-se sobre como a influência dos espíritos podem afetar nosso sistema nervoso à nível físico.

Transtornos mentais e Espiritismo — Obras que podem ajudar a entender o processo

Veja algumas dicas de livros para quem quer se inteirar mais sobre o assunto:

Doutor, eu ouço vozes! Doença Mental ou Mediunidade?

loucura e espiritismo 2

Um tema que envolve loucura e Espiritismo. Uma obra corajosa que trouxe à comunidade científica responsável pela saúde mental das pessoas, aos psicólogos e aos psiquiatras uma nova forma de enxergar seus pacientes que afirmam ver seres “invisíveis” e/ou estão ouvindo suas vozes.

Uma obra precursora, alinhada à nova medicina onde um novo paradigma se forma, uma medicina não apenas somática, mas bem mais ampla, que começa a reconhecer também nossos aspectos mentais, emocionais e espirituais.

Este livro tem a finalidade de levar à comunidade científica responsável pela saúde mental das pessoas, aos psicólogos e aos psiquiatras, um alerta quanto à possibilidade de que os seres que algumas pessoas afirmam enxergar e as vozes que afirmam escutar, possam advir de fontes reais, ou seja, de pessoas “invisíveis”, que as Religiões chamam de Espíritos e não significar, necessariamente, um sintoma psiquiátrico, característico da Esquizofrenia. Uma oportunidade para aprender sobre loucura e Espiritismo.

A Mediunidade Sem Lágrimas

loucura e espiritismo 4

As páginas que se vão ler tratam de um dom profundo do Espírito humano encarnado: o dom da mediunidade. Por meio dele entraremos em contato com os Espíritos, ou seja, com os desencarnados, aqueles que já, em corpo carnal, habitaram a Terra, conviveram conosco, e partiram para a pátria espiritual, invisível para nós.

E como o explorador terreno que, antes de se aventurar a uma região desconhecida e que lhe compete explorar, aparelha-se com os petrechos e informações que lhe facilitem a tarefa, e o protejam dos riscos a que possa estar exposto, assim aquele que vai contatar-se com os Espíritos deve precaver-se contra os perigos a que se expõe.

Posto que não sejam instrumentos materiais, são, contudo, de suma importância, e sem os quais poderá frustrar-se em sua tarefa.

Transtornos mentais e Espiritismo — Pessoas que já nascem com transtornos mentais

Até agora demos ênfase aos distúrbios da mente adquiridos, ou seja, aqueles que em algum momento da vida podemos ser acometidos. Mas agora vamos falar um pouco sobre as deficiências mentais de nascença. Tomaremos como exemplo o autismo:

transtornos mentais e espiritismo 4

O TEA (Transtornos do Espectro Autista) é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos.

Embora todas as pessoas com TEA partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento. O autismo é uma condição permanente, a criança nasce com autismo e torna-se um adulto com autismo.

O autismo pode ser associado com deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e de atenção e, às vezes, as pessoas com autismo têm problemas de saúde física, tais como sono e distúrbios gastrointestinais e podem apresentar outras condições como síndrome de deficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia. Na adolescência podem desenvolver ansiedade e depressão.

Adentrando á ótica espírita, podemos perguntar, por que nasceriam crianças assim, encontraremos entre diversas respostas na codificação a questão 373 do O Livro dos Espíritos:

Pergunta: Qual será o mérito da existência de seres que, como os cretinos e os idiotas, não podendo fazer o bem nem o mal, se acham incapacitados de progredir?

Resposta: É uma expiação decorrente do abuso que fizeram de certas faculdades. É um estacionamento temporário.

E complementa no item “a” da mesma questão:

Pergunta: Pode assim o corpo de um idiota conter um Espírito que tenha animado um homem de gênio em precedente existência?

Resposta: Certo. O gênio se torna por vezes um flagelo, quando dele abusa o homem

Na questão 374 mostra-nos a consciência do espírito:

Pergunta: Na condição de Espírito livre, tem o idiota consciência do seu estado mental?

Resposta: “Frequentemente tem. Compreende que as cadeias que lhe obstam ao voo são prova e expiação.

E nos brinda com a 375 item “a”:

Pergunta: Então, o desorganizado é sempre o corpo e não o Espírito?

Resposta: Exatamente; mas, convém não perder de vista que, assim como o Espírito atua sobre a matéria, também esta reage sobre ele, dentro de certos limites, e que pode acontecer impressionar-se o Espírito temporariamente com a alteração dos órgãos pelos quais se manifesta e recebe as impressões.  Pode mesmo suceder que, com a continuação, durando longo tempo a loucura, a repetição dos mesmos atos acabe por exercer sobre o Espírito uma influência, de que ele não se libertará senão depois de se haver libertado de toda impressão material.

Existe uma obra da autora Vera Lúcia Marinzeck, que fala muito bem sobre isso, chama-se Deficiente Mental – Por que Fui Um:

doença mental e espiritismo 2

Deus não é justo? Ou, às vezes, não O entendemos por não compreender os que acontece conosco ou com os entes queridos que amamos? Por que existem deficientes? Acaso? Seres imperfeitos? Ou é a bondade do Pai nos dando a oportunidade, pela reencarnação, de nos equilibrarmos ou repararmos erros de outras existências?

Espíritos que estiveram encarnados com deficiência mental narram suas experiências, o que sentiram no corpo limitado, suas desencarnações e o que encontraram no plano espiritual. Enfim, por que foram deficientes.

As explicações de Antonio Carlos são esclarecedoras, pois são claras, simples e nos motivam ao trabalho útil e ao bom uso de nossas faculdades, ensinando-nos a sermos gratos, profundamente gratos, ao Pai que não condena e que dá, por misericórdia, a reencarnação a todos nós, seus filhos. Um livro que elucida um dos mistérios da vida!

Veja mais:

Gostou? Então COMPARTILHE!
Fechar Menu