Zíbia Gasparetto explica a tendência que temos de sofrer tanto

Zíbia Gasparetto explica a tendência que temos de sofrer tanto

Zíbia Gasparetto explica a tendência que temos de sofrer tanto
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A autora Zíbia Gasparetto, deixou o Movimento Espírita Brasileiro faz um bom tempo, mas isso não exclui o fato de que preserva boas escritas sobre temas importantes.

Um desses textos está inserido logo na introdução do livro Eles Continuam Entre Nós, editado no ano de 2008. Neste trecho a seguir ela explica como o ser humano ficou condicionado ao sofrimento contínuo, sem perceber que para viver uma vida mais tranquila, a solução estaria em aceitar o seu próprio “Eu”.

Obviamente que a felicidade plena, na Terra, ainda nos é impossível alcançar, como bem nos disse o amado Mestre Jesus. Porém toda uma maré de sofrimentos desnecessários pode ser muito bem evitada desde que realizemos uma tarefa interior. Vejamos o que diz a autora:

Acreditar na vida após a morte do corpo físico é uma questão de vivência. Antes que a vida escancare fatos que fazem pensar no assunto cutucando o comodismo de cada um, raros são aqueles que buscam esse conhecimento.

Por preconceito, receio de iludir-se com coisas perigosas ou mesmo pretendendo fugir do confronto inevitável da morte, a maioria só resolve encarar os fenômenos espirituais com seriedade, depois de sofrer perdas de toda sorte; a morte de um ente querido, a falta de saúde, do emprego, do dinheiro ou da paz aparece para sacudir sua indiferença.

Sem encontrar remédio nos meios convencionais, deprimidos, angustiados, descrentes, cansados e insones, buscam recursos nos meios alternativos, apelando para médiuns, terapeutas e até para a medicina holística, iniciando um processo de reintegração espiritual, de recuperação dos valores verdadeiros da alma, o que pode demandar várias encarnações.

Em minha vivência com os amigos espirituais, descobri que existem caminhos menos dolorosos e que é possível você conquistar o desenvolvimento da consciência sem tantos sofrimentos. Só que para isso terá de pagar o preço do esforço próprio, da coragem de confrontar os valores falsos nos quais acreditou até agora.

A educação errada, verdadeira lavagem cerebral a que todos somos submetidos desde que nascemos utilizadas também por aqueles que nos amam, na intenção louvável de nos proteger contra o mal, de nos ensinar e nos conduzir ao bem, em vez da felicidade desejada tem nos levado ao desequilíbrio, aos altos e baixos emocionais, à limitação dos nossos potenciais, tendo como conseqüência a depressão, o estresse e a insegurança.

É que em vez de valorizarem nosso lado bom, salientarem nossas qualidades, puxarem para fora o que temos de melhor, valorizam o mal, policiam os erros, reprimem atitudes que não se encaixam no modelo estabelecido de normalidade, sem perceber que a vida é versátil e que, mesmo tendo valores próprios e eternos, criaram pessoas diferenciadas, com aptidões diversas que não podem ser enquadradas a uma regra comum.

Claro que há leis de proteção que disciplinam as relações sociais, organiza e mantém a ordem que nosso bom senso manda acatar e seguir. Respeitar as leis de trânsito, por exemplo, favorece nossa segurança, assim como tantas outras que estabelecem os direitos dos cidadãos.

Não é a isso que me refiro. A organização, a disciplina e a ordem, precisam ser respeitadas porque nos ajudam a viver melhor.

Estou falando dos conceitos de comportamento, do modelo de normalidade estabelecido, do julgamento sumário e deprimente de todos aqueles que são diferentes da maioria.

Esses modelos mudam de acordo com o momento. Antigamente eram mais rígidos, porém, ainda, tanto na escola como dentro de casa, os adultos, a pretexto de educar, forçam as crianças a entrar nos modelos convencionais.

Há padrões para tudo. Para beleza física, para formação profissional, para a vida em família, para o relacionamento afetivo, etc. São eles que, colocados como fundamentais desde cedo, estabelecem crenças, obstruem a livre manifestação da vocação profissional, impedem a pessoa de amar com naturalidade, criam bloqueios e conflitos.

Para serem aceitos, agradar e tornarem-se bem-vistos, todos entram no contexto da maioria, com medo de serem discriminados e apontados como exceção. Acontece que não há duas pessoas iguais. Então, o recurso é reprimir a expansão do próprio eu e tentar adaptar-se ao convencionado.

Quando você faz isso, trai sua natureza, foge à programação que a vida fez a seu favor, perde a identidade, ignora a própria força, torna-se inseguro. Não sendo honesto consigo mesmo, não expressando o que sente, se impedindo de ser aquilo que é não confia no próprio discernimento nem na própria capacidade.

Como não confia em si, passa a valorizar o que a maioria diz. Vivem consultando os outros. Baseia-se nas informações de terceiros para gerir a própria vida. Segue o que eles disseram. Quanto mais famosos e mais importantes forem, mais você se orienta por eles.

A educação acadêmica favorece esse conceito. E, quanto mais culto, mais intelectual, mais você se ajusta a esse papel. Quanto mais ajustado nele, mais incapaz de controlar as próprias emoções, mais deprimido, mais só, mais descrente e amargurado fica.

A solidão, o vazio no peito, a angústia e o abandono que você sente, revela o quanto está distanciado da sua verdadeira identidade. O quanto você ignorou e reprimiu os valores verdadeiros do seu espírito.

É triste isso, porquanto a vida deseja mostrar-lhe que você pode viver melhor, progredir sem sofrimentos, ir pelo bom senso, pela inteligência. Contudo, você resiste pressionado pelas crenças que aprendeu, continuando a não querer enxergar as coisas como são com medo de perder o que nunca possuiu. Então, atrai à dor, o sofrimento, a perda real, porque só elas podem quebrar essa auto-hipnose e fazer com que você perceba a verdade.

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Quando todas as portas se fecharam, quando tudo quanto você acreditava ruiu, quando não confia em mais ninguém e sente que só pode contar consigo mesmo, só a fé na espiritualidade pode renovar sua confiança na vida e fazer com que você reaja.

Só a certeza de que a vida continua após a morte do corpo físico, de que você é eterno, de que tudo no Universo é perfeito e que a vida responde de acordo com o que você lhe dá, fará com que você saia da inversão de valores a que foi submetido e descubra as verdadeiras causas do que acontece no mundo, modificando seu modo de ver e de fazer suas escolhas.

Fonte: trecho introdutório do livro Eles Continuam Entre Nós. Zíbia Gasparetto. 1ª edição, 2008.

Saiba mais sobre o mundo espiritual e como funciona lendo o livro, Eles Continuam Entre Nós, da autora Zíbia Gasparetto . Você descobrirá que somos todas almas imortais que vivem a grande maioria do nosso tempo no mundo espiritual e podemos, mediante o merecimento e a permissão divina, nos comunicar com as pessoas que ainda se encontram encarnadas na terra. Somos enviados para a terra para aprender e tornar-se um dia puro espírito.

Eles Continuam entre nós zíbia gasparetto
Capa do livro
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