A fabricante chinesa acaba de expandir a linha 14 Series com a chegada do Realme 14T. Posicionado no competitivo mercado de intermediários, o smartphone promete entregar alta resistência física e uma excelente autonomia de bateria. O dispositivo reúne especificações que chamam a atenção de quem busca potência, mas curiosamente traz no software um grande aliado contra o vício nas telas. Para lidar com o hábito nocivo de estender o uso do celular durante a madrugada, a interface do aparelho conta com uma ferramenta drástica de desconexão.
Visual aprimorado e tela de alto brilho
O design do novo modelo bebe na fonte do Realme 14 tradicional, ainda que apresente algumas mudanças pontuais. A traseira exibe um módulo de câmeras retangular com cantos levemente arredondados, abrigando as lentes dispostas na vertical logo ao lado do flash LED. Esse bloco fotográfico ganha um leve ressalto que confere bastante personalidade ao visual do telefone.
Ao virar o aparelho, o usuário se depara com um painel AMOLED de 6,67 polegadas. A tela consegue entregar uma resolução Full HD+ de 2400 x 1080 pixels e conta com uma taxa de atualização de 120 Hz, garantindo transições de imagem bastante fluidas. Um detalhe importante dessa tela é o nível de brilho máximo, que alcança os 2.100 nits. Na prática, ler uma mensagem ou assistir a um vídeo debaixo de sol forte não será um problema para a visibilidade.
Fotografia e processamento robusto
Por baixo do capô, o Realme 14T é alimentado pelo processador MediaTek Dimensity 6300, lançado no mercado em 2024. Fabricado pela TSMC em um processo de 6 nanômetros, o chip organiza a sua força em dois núcleos de alta performance de 2,4 GHz e seis núcleos focados em eficiência energética rodando a 2 GHz. Essa arquitetura garante um poder de fogo extra para jogos e otimiza de forma notável os recursos fotográficos. O chipset oferece ainda compatibilidade com Wi-Fi 5, Bluetooth 5.2, navegação via GPS e Glonass, além de suportar downloads que atingem a marca de 3,3 Gbps na rede 5G.
Para sustentar todo esse ritmo, o modelo traz 8 GB de memória RAM. Essa quantidade, que virou padrão nos dispositivos modernos, armazena rapidamente os dados essenciais e permite que diversos programas rodem em segundo plano sem a necessidade de recarregar a página ao alternar as tarefas. O armazenamento interno bate os 256 GB, um espaço excelente para guardar fotos, gravar vídeos e instalar jogos pesados.
O conjunto traseiro de câmeras é liderado por um sensor principal de 50 MP com abertura f/1.8 e foco automático rápido, trabalhando sempre auxiliado por uma lente monocromática de 2 MP que aprimora o resultado geral das imagens. As selfies ficam sob a responsabilidade de um sensor Sony IMX480 de 16 MP, turbinado por algoritmos de inteligência artificial que refinam as capturas. Na hora de filmar, a lente traseira grava em 1080p a 60 quadros por segundo, enquanto a frontal registra os vídeos na mesma resolução, porém limitada a 30 fps.
Cápsula do Sono: um freio nos maus hábitos
Mesmo com uma ficha técnica totalmente voltada para o consumo de mídia e entretenimento, a fabricante sabe que é necessário impor limites. Grande parte das pessoas sofre com a má qualidade do sono simplesmente por levar o celular para a cama e deixar um vídeo rodando, escutar um podcast ou dar aquela última olhada no feed que acaba consumindo uma hora inteira. Para tentar quebrar essa rotina, os smartphones da marca equipados com a realme UI 2.0 ou superior contam com a “Cápsula do Sono”.
Essa ferramenta funciona como uma versão infinitamente mais severa do recurso de Bem-Estar Digital do Android. Quando ativada, ela não se limita a dar um conselho para você ir dormir ou deixar a tela em preto e branco. O sistema bloqueia o aparelho de maneira implacável durante o período configurado, liberando apenas o acesso a uma pequena lista de aplicativos essenciais previamente marcados. Geralmente, essa brecha salva apenas as funções de telefone, mensagens, WhatsApp, mapas, relógio e configurações básicas. O restante, desde redes sociais até o navegador, fica inoperante.
Diferente dos tradicionais temporizadores nativos do Android, onde basta dar dois toques na tela para burlar a restrição e estender o tempo de uso, a Cápsula do Sono foi feita para não ceder. Ela restringe até mesmo o acesso a certos menus de configuração enquanto está rodando, impedindo que o usuário desista do bloqueio de última hora. O sistema não chega a ser uma prisão impossível de escapar, já que permite reiniciar a trava um número bem limitado de vezes no mês, mas esse escape foi desenhado exclusivamente para momentos de emergência real.